terça-feira, 7 de maio de 2013

O AFIF DA DISCÓRDIA

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Como nós todos estamos cansados de saber, a culpa por haver chuva ácida em Marte, de Plutão ser gelado e Mercurio ser escaldante, é da turma corrupta do PT.

Não há nada nesse universo de Deus que não tenha os nove dedos de Lula e da terrorista que tomou o poder e no país instalou uma ditadura cruel, sanguinária, que vive tentando solapar a liberdade de imprensa, acabar com a moral e os bons costumes e ainda de quebra, fazer o Brasil passar vergonha lá fora.

Perplexo com o amontoado de tolices que tenho ouvido nos últimos dias, quando creditam ao PT tudo o que descrevi acima e usam o Facebook pra propagar tamanha bobagem, resolvi voltar do exílio para falar que essa gente não sabe nem onde fica o furico traseiro, quem dirá, se entendem de política.

Pois bem, estão criticando o PT porque ele é ditador e quer acabar com a democracia, impedido a criação de novos partidos. Ué, mas não é o mesmíssimo povo brasileiro que tanto critica o excesso de partidos que sempre pediu isso?

No comentário de Dora Kramer para a BandNews rádio no final da tarde desta terça-feira, a confirmação da desfaçatez da mídia. Dora acha um casuísmo que Afif Domingos assuma um ministério do PT, quando ele é vice-governador do PSDB. Bem, eu também acho, Dora. Mas o curioso é que o partido do qual Afif faz parte, o PSD, foi criado pelo tal Kassab justamente pra quê? Pra ser moeda de troca e barganhar cargos.

Ora, o próprio criador do partido disse que ele não era direita, nem esquerda nem centro. Era partido do poder.

Bem, e nas eleições? Quando legendas de aluguel são usadas para ganhar mais tempo de tv, e isso custa fortunas e cargos importantes na administração? Se esqueceram disso, nobres jornalistas que acusam o PT de ditador? Não era, digo de novo, justamente essa a maior bandeira, junto com a fidelidade partidária, a figurar na tal reforma política que todo jornalista sabichão tanto fala, mas para o que, na verdade, pouco se lixa?

Que tal se decidirem? A Dilma é ditadora mesmo ou ela está fazendo apenas o que tanto foi pedido durante anos?

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quarta-feira, 24 de abril de 2013

MAIS UMA DO BORIS, O ODIADOR DE POBRES

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Este sonolento blogueiro, ao voltar para casa após extensa rotina de trabalho, por volta da 1 da madrugada de terça para quarta, cometeu o erro de sintonizar o rádio na BandNews FM. 

Erro porque não bastando ser um dos braços do imprensalão, a BandNews nesse horário retransmite o jornal televisivo da TV Bandeirantes. E o telejornal é apresentado por ninguém menos que o Boris Casoy.

Boris, como sabemos é aquele cidadão que chamou os garís do país de "merda", de os "últimos na escala" de trabalho. Tudo porque os pobres homens resolveram desejar feliz ano novo ao país numa matéria em rede nacional. Quero crer que um distinto jornalista que se preste a esse papel, não goste de pobres.

E claro, Boris só falou o que falou porque não sabia que seu microfone estava aberto.

Malgrado o Boris, tive que ouvir uma matéria pilantresca transformando em coitados os 12 corintianos presos na Bolívia pelo assassinato do jovem de 14 anos, que levou uma bomba na cabeça, que explodiu seus miolos por toda a arquibancada. Culpados ou não, ainda não sabemos. Estão lá presos para serem julgados. Condenados ou absolvidos.

Mas isso é pano de fundo. A matéria era de encomenda pra meter o pau claro, no Governo Federal. Como tudo o que Boris faz. O PT, sempre o PT, é o mal de todos os males. Larguei a matéria na metade quando derradeiramente o "off" de Casoy (a loucução) criticava o posicionamento do Itamaraty.

To tentando até agora saber o que Boris gostaria que a diplomacia brasileira fizesse. Será que queriam que o Brasil invadisse a Bolívia para libertar os corintianos?

Colocaram até uma senhorinha, que devia ser mãe de algum acusado, dizendo que aquilo era uma vergonha e que estavam sendo feitos de "palhaços" pelo governo brasileiro. Voltando a dizer, o governo brasileiro devia invadir a Bolívia e resgatar os presos antes do julgamento?

Pois é. Tá certo.Esqueçam o crime cometido, o que queremos é o oba-oba que existe no Brasil, espalhado pelo planeta inteiro. Desde que claro, esse oba-oba sirva pra justificar algum inconformismo da elite brasileira, eternamente entediada e com urticárias de tanta vontade de viajar para Miami e gastar lá alguns surradinhos dólares retirados os brasileiros pobretões.

Corram pra Miami serem vassalos da outra elite, a estadunidense. Essa elite para quem a nossa "nata" não se incomoda em curvar.

E o Bóris, sempre o Bóris, é seu porta-voz oficial.

Pra matar saudade, assista ao vídeo do Bóris ofendendo os garís.



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segunda-feira, 22 de abril de 2013

DESCOBRIMENTO DO BRASIL. É HOJE MESMO?

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Ao ir para o trabalho nesta ensolarada manhã de abril, me peguei na dúvida. Era hoje mesmo a data de descobrimento do Brasil?

Como não ví rigorosamente nada no imprensalão, não pude deixar de ficar na incerteza. Ok, verdade seja dita, eu não assisto tv e rádio, ouço apenas no caminho do trabalho. Se houve alguma notícia neste sentido, nem fiquei sabendo

Então cacei no site da Folha só por desencargo, e também não achei nada.  Tive que recorrer aos universitários. O dado concreto é que é hoje mesmo, 22 de abril, que os primos portugueses desembarcaram na terra dos índios para saquear, matar, aprisionar, escravizar e fazer filhos. Nada diferente dos outros países colonizados, claro.

Bastante coisa mudou nestes 513 anos. O que não mudou muito foi a síndrome de vira-latas, já identificada pelo ex-operário, ex-Presidente do Brasil, em suas andanças políticas pela nação.

Hoje me perguntaram se era verdade que a Dilma ia "vender a Petrobrás". Perguntei de onde a pessoa tirou aquilo e ela me falou que viu no jornal da CNT. Se viu mesmo, eu não sei, mas que é bem a cara da nossa imprensa vassala, é. Inaugura-se um novo modelo de vagabundagem. Já que ninguém mais quer saber da tucanada privatista no comando do país, o que fazer pra voltar ao poder? Roubar o discurso e jogar no governo a imagem de vendilhão tão característica do PSDB e DEMO. Vai que enganam alguém?

Aliás, "roubar" é a palavrinha mágica.

A demotucanada desembarcou no Brasil com diversos espelhinhos pra distribuir pros índios cidadãos de 1993 e conquistou a muitos. O tempo passou e a maioria percebeu que não passava de um embuste. Espelhinho não serve pra nada e índio não se escraviza. O problema é que antes de o povo se tocar, fizeram muito estrago e desviaram muito dinheiro grosso das privatizações. Vale lembrar que toda a grana arrecadada naquele período, jamais foi vista e de seu paradeiro, ninguém (do povo) nunca soube.

Claro que a imprensa brasileira não pergunta nada disso. Imagina que vai constranger os ex-governantes tão preocupados com o futuro da nação?

Só quem soube da grana foram os amigos do rei, os eternos beneficiados com as trutas maracutaias engendradas na tucanolândia. Ingênuo aquele que vê o Brasil pela Globo, e não sabe da missa a metade. Como sempre, enfrentar os poderosos não é tarefa fácil. Em 1500 ou em 2013 a ordem é rifar o país. Esteja você no poder, ou não. Um jeitinho sempre se dá de desestabilizar as coisas pra tirar algum proveito. Que o diga os bancos que com a crise do tomate conseguiram fazer aumentar os juros, que o diga a mídia larápia, que com trololós infindáveis, vem forçando segundos turnos desde 2002. Com o "mentirão", conseguiu forçar um tribunal de exceção no maior país da América Latina, pra tirar de circulação os inimigos da elite vadia.

Verdade também que o PT tá merecendo, tamanha é sua incompetência em bater nessa gente. Levam porrada e ficam quietos. A mídia não dá espaço? Claro que não. Nem vai dar nunca. Mas e daí, fazem o quê? Dão 500 milhões de reais por ano de verbas de publicidade do governo, pra Globo meter o pau na Dilma. Anunciam na Veja. Ora, porque não deixam essa gente morrer de fome?

Hoje no feicebuque havia alguns indignados criticando os portugueses. Pensei estar lendo aquilo em 1675. Quem dera nosso problema fosse os primos pobres da europa. Ao invés, temos que  nos preocupar com o Tio Sam, e com a Mirian Leitão falando mau agouro todo santo dia no Péssimo Dia, Brasil.

Parabéns ao Brasil e aos brasileiros pelos 513 anos do país. Abram o olho antes que a tucanada volte e privatize a data, substitiuindo-a por algo mais ao agrado, passando a comemorar o 4 de julho.

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terça-feira, 16 de abril de 2013

PARANÁ: A MICROSOFT DA DISCÓRDIA

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Este preguiçoso blogueiro tentou entender, mas não conseguiu, os motivos que levaram o governo do lustroso Estado do Paraná a fechar um contrato inacreditável com a empresinha do Bill Gates.

De acordo com a notícia da agência chapa branca, o estado poderá usar "de graça" as inovações da Microsoft. Muito de graça, mesmo.

Depois, ficamos sabendo que o governo ganhou de graça também, 120 mil cópias do Office para as escolas do Estado.

Que delícia de governo bonzinho, não é?

Mas eu fiquei me perguntando se esses pacotes de Office rodam em computadores com sistema operacional Linux, que é gratuito, ou se só rodam em computadores com Windows. 

E me perguntei também se esses Offices novos rodam em computadores velhos como os que eu imagino que existam nas escolas do Paraná, ou se só rodam direitinho em computadores novos, mais potentes, que até onde sei, não existem e precisarão ser adquiridos a quantias "módicas".

Será que alguém realmente inteligente pode me dar as dicas de como interpretar essas notícias? O tico e o teco aqui não estão correspondendo. Isso está me cheirando muito a uma escandalosa privatização não só do ensino, mas também, dos departamentos de TI do Governo. Mas eu posso estar enganado, claro. Afinal, como sabemos, nós da esquerda, vivemos procurando cabelo em ovo e achando uma brecha pra acusar algum tucano de uma pilantragem geralmente inexistente.


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domingo, 14 de abril de 2013

DESLIGUE A TV E NÃO COMPRE TOMATE

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O que você faria se fosse banqueiro e tivesse em suas mãos (por controle acionário ou por simples "amizade") o mando de alguns dos maiores meios de comunicação da América Latina?

Será que você seria isento e bonzinho ou alguma hora você lançaria mão de seu poder de causar pânicopra ajustar a economia a padrões que fariam seu lucro aumentar ainda mais?

A escalada no preço do tomate nada significaria macroeconomicamente para o Brasil, se não fosse a ânsia desmedida de lucro dos bancos e da pressão para o governo aumentar a taxa Selic. Ocorre que se essa gente consegue instalar no país um clima de inflação galopante, o BC é obrigado a subir os juros. Quem ganha? Não é você, pobre cidadão que só vê seu dinheiro escoar do bolso a cada dia.

O tomate é a Coréia do Norte do capitalismo sem-vergonha instalado no país. E veja bem, caro leitor, aqui não se está criticando o capitalismo em sí, que pouco tem a ver com o que está acontecendo. Tem a ver com falta de regras e falta de punição e comando. Tem a ver com selvageria onde um grupo faz o que quer e com isso quebra o resto ou boa parte da cadeia produtiva nacional.

Como na eterna guerra contra o comunismo, islamismo e outros ismos, o tomate é a Coréia do Norte. Se fosse deixada pra lá, nada traria de consequência. Mas ao contrário, a utilizam como desculpa para manobras militares, intervenções, venda de armas e recrudescimento de financiamentos e empréstimos aos países periféricos. O povo como sempre, apavorado, cai como um patinho.

Que  fique claro. Não são os bancos que estão fazendo o preço do tomate subir. Estão apenas se utilizando desse evento para transformar tudo num auê onde só quem ganha são eles. O resto do país e da economia como um todo, perde com o aumento dos juros. Os bancos nadarão de braçada.

Segundo o falecido Lauro Campos, catedrático e estudioso da economia e do Direito, o capitalismo depende tanto da inflação (pequena) quanto do crédito. Sem consumo, não existe capitslismo. Baixar os juros e estimular o barateamento dos produtos, ao contrário do que dizem nossos "pensadores" libelês, nada tem a ver com comunismo ou socialismo. Tem a ver com o mais puro capitalismo. É deixar a economia crescer sem que um setor engula todos os outros por sua sede de dinheiro. Quem já leu John Maynard Keynes sabe do que estou falando. Não estou citando Marx, e sim um dos "inventores" do capitalismo contemporâneo.

Mas como disse Hugo Chávez em sua passagem pela última edição do Fórum Social Mundial em Porto Alegre, em 2004, o Brasil não é a Venezuela, nem é Cuba. Não tem 20 ou 10 milhões de pessoas. O governo não consegue, sem descambar pra ditadura, enquadrar alguns setores evidentemente golpistas e desinteressados, com a mesma facilidade que ele ou Fidel, fizeram. Palavras de Chávez.

Significando dizer que o Governo acaba sendo refém, queira ou não, de alguns setores poderosos.

Minha sugestão aos patinhos brasileiros nos quais eu me enquadro. Desliguem a TV e não comprem tomate.

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terça-feira, 9 de abril de 2013

O ADESIVO DO BARBOSA PRA PRESIDENTE

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Circula pela internet a foto tirada em Curitiba, do vidro traseiro de um carro, trazendo a imagem de Joaquim Barbosa e Eliana Calmon de Sá como sendo, virtualmente, candidatos a Presidência e Vice Presidência da República.

Tem um título: "Vamos limpar o Brasil".

Tudo seria muito bom se fosse possível levar a sério esse teatro. Este blog mesmo há muito tempo, fez chiste da hipótese de Barbosa entrar para a política na figura de Vice-Presidente numa eventual dobradinha com Lula ou Dilma. Mas bem dito, era chiste.

Barbosa não tem os requisitos do mais alto cargo da República. Não por falta de competência, mas na visão deste insosso blogueiro, por incapacidade e falta de destreza política. Se Barbosa viesse à televisão toda semana com um factóide como tem vindo ultimamente, ofendendo fulano, destratando cicrano, desancando beltrano, o futuro dele não seria diferente do de Collor.

Como é de conhecimento do mundo mineral (como diz Mino Carta), Collor não foi derrubado por corrupção. Foi derrubado porque pisou nos calos errados. A "república de Alagoas" não desceu pelas goelas das elites quatrocentonas que estavam sendo tiradas da cena corrupta nacional. Era inadmissível um cara como PC Farias ter mais poder do que certas outras figuras da nação.

Mas que não nos esqueçamos. Collor foi um produto da mídia. Ela o fez, ela o matou. Barbosa também tem sido. Volto a dizer. Ele como Ministro do Supremo, apesar de exagerado e histriônico, não está mentindo na maioria das afirmações que faz. Só que o jogo político é diferente. Não é assim que se joga numa República. 

A menos que você seja jornalista do imprensalão, não tem carta branca para sair dizendo o que bem entende de qualquer pessoa. A mídia, como sabemos, está acima do bem e do mal e pode tudo no tão democrático ocidente. O resto dos mortais não tem esse privilégio e precisa se conter.

Fico imaginando o que seria quando Barbosa fosse perguntado sobre as roubalheiras do Congresso Nacional. Os desvios de conduta da Globo e da Veja. Das fanfarronices da elite industrial e econômica brasileira. Ele não ia se segurar e detonaria todo mundo. Não duraria 2 meses no cargo porque claro, pra ver o circo pegar fogo, não faltaria gente. Seriam perguntas todo dia, centenas delas. Ele ia falar e pagar o preço da falação.

No entanto, é necessário dizer. Barbosa devia ficar atento. É muito bom estar sob os holofotes. Mas se ele cair no trololó do imprensalão, será engolido e descartado igualzinho Marina, Heloisa Helena e será Eduardo Campos. 

A mídia não vai querer eleger Barbosa, que pelo seu estilo, pode muito bem meter o pé na porta e enquadrar todos os corruptos do imprensalão. Eles preferem apenas fazer auê pra tirar votos do candidato do PT e forçar um segundo turno com algum tucano. Sempre um tucano será o preferido da mídia. Não se iludam. Seria mais um caso clássico do boi de piranha. Este cargo está atualmente sendo ocupado pelo Governador de Pernambuco.

Barbosa é inegavelmente competente e estudioso. Mas como jurista, não como político. Se ele pular a cerca, corre o risco de ter o mesmo lamentável fim de quem ousa desafiar a elite brasileira achando que realmente tem poder.

A julgar pela audiência da mídia tradicional (ainda que em franca queda), quem tem poder de manipulação de corações e mentes é mesmo o imprensalão da 6 famílias poderosas do país. Todo dia eu vejo postagens no Facebook falando do horror que são os políticos do PT estarem soltos, mas jamais vejo alguma coisa falando da tucanalha que assaltou e vendeu o país. Maior lavagem cerebral que essa, impossível. E ela vem de onde? Do Jornal Nacional e da Veja. Corruptos, pra essa mídia larápia, só no PT. Na tucanagem são todos santos.

Além do mais, serve um alerta. Barbosa não tem conhecimento desses adesivos nos carros que são obra, claramente, de algum perdido. Mas ele que fique atento. Se sair candidato, isso seria considerado propaganda antecipada. Motivo de processo e quem sabe, cassação de mandato!

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TATCHER SE VAI. FHC E VIÚVAS FICAM TRISTES

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"(...) proponente global da recuperação econômica de livre mercado no final do século 20".

Esse pequeno texto publicado claro, pela Folha, fala da Margie Tatcher, a mulher que pouco se lixou para o povo de seu país e do mundo, e empreendeu uma grosseira e arrojada campanha de queima do patrimônio público da Inglaterra, gerando desemprego e recessão e mandando sua ilha de vez e sem volta, para os caminhos do Terceiro Mundo.

Antes que os neolibelês reclamem, o problema não é a privatização. Nunca foi. É a privatização feita nas coxas, entregando o que foi construído com dinheiro dos impostos, graciosamente aos amigos do rei. E a queima da papelada da fiscalização, "flexibilizando" tudo, para que os novos compradores das empresas antigamente públicas, possam lucrar sem limites enquanto o povo deslancha para a miséria e o desemprego.

Pouco importa se a empresa é pública ou privada. Ambos os sistemas têm defeitos. O detalhe está em não impor limites. Deixar fazerem o que quiserem. Basta olhar o que aconteceu no mundo todo para ver que foi assim mesmo. Venderam o herário em sí. Terceirizaram tudo o que puderam e estão no caminho do que ainda não puderam. Os megaempresários ficando megaricos. Os esfomeados ficando megapobres. 

Tatcher foi seguida de perto por Ronald Reagan, que com o dinheiro do contribuinte estadunidense financiava guerras e golpes de estado em todo lugar, para que as empresas de seu país pudessem entrar, sem barreiras e sem vergonha. Paralelo a isso, as empresas dos EUA iam mudando suas plantas para a Ásia e nela geravam subemprego. Claro, gerando desemprego em seu próprio país.

Olhando por este lado, Reagan, Bushes, Tatcher e correlatos até prestaram um serviço ao planeta. Mas o desserviço foi muito maior. A quebradeira, a pilhagem o assalto das pequenas e pobres nações supera qualquer ganho que o liberalismo sem freio possa ter trazido a um país ou outro.

Tatcher foi, ao que em tudo consta uma senhora maluca que, orientada pelos ditames da Escola de Chicago, tacou fogo na Grã Bretanha. Entendam. Os ensejadores do libelê não queriam saber de progresso ou liberdade, como adoram dizer. Se fosse, seu discurso não seria (com sua benção), instalado debaixo das mais cruéis ditaduras e não teriam gerado miséria por onde passou. 

Só engana quem é trouxa, mesmo. Já os financiadores dos regimes liberais, rasgaram de tanto ganhar dinheiro.

A Folha publica umas linhas idiotas como estas porque seus jornalistas seguramente nunca estudaram economia nem sociologia ou antropologia. Não entendem que esse trololó não lhes favorece, enquanto povo. Mas favorece enormemente seus patrões. Patrões estes, que graciosamente deram dinheiro, emprestaram carros e falaram bem da ditadura brasileira (e as vezes, de outros lugares) em troca do apaniguamento, da passada de mão na cabeça e da olhadela para o lado, abrindo as portas da corrupção e do desvio.

O editorial de O Globo no dia seguinte ao golpe no Brasil não me deixa mentir. Só elogios aos ditadores. A Folha emprestando carros da empresa para os torturadores transportarem seus torturados, também não me deixa mentir. Quem não sabia disso, que consulte o livro da Beatriz Kushnir (aqui) e se horrorize com o que esses hipócritas e mentirosos já fizeram pela tortura e pela barbárie em nosso Brasil. Agora arrotam liberdade e democracia. Sim, desde que os favoreça.

Tatcher foi a primeira de muitos. Aliás, a primeira famosa, claro. A primeira que saiu do armário, porque os governantes de antes tinham pudores em dizer determinadas coisas em público. Tatcher era grosseira e arrogante, bem ao estilo dos liberais que conhecemos. 

Os que acham que as esquerdas são infantís e idiotizadas. 

Aprendemos como os libelês entendem de economia ao ver o mundo chamado rico, quebrar pelos abusos cometidos ao longo dos anos, que culminaram com a crise de 2008. Por Deus que nosso governo não era o Serra ou o Alckmin. Eu sequer poderia estar postando alguma coisa agora porque possivelmente, não teria nem o que comer, quem dirá, grana pra computador e internet.

Se é possível dizer que Tatcher prestou para alguma coisa, eu diria que foi para o mesmo que George W. Bush. Para mostrar a cara verdadeira dessa quadrilha, para o mundo. Se isso adiantou, eu não sei. Afinal, sempre teremos os libelês travestidos de bem intencionados, tentando fazer voltar os bons tempos do chamado livre mercado, onde o que era livre era só o assalto. Mercado mesmo, ficava entregue aos ditames dos governos vendidos por um punhado de moedas, para fazer leis e fazer pressão social para favorecer o grupelho de amigos.

Descanse em paz, Tatcher. Ainda que eu ache realmente que isso não será possível.

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quinta-feira, 4 de abril de 2013

AÉCIO DEIXA CLARO QUE DEMOCRACIA É O MESMO QUE DITADURA

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Se você ainda tinha alguma dúvida de que o fato da tucanada pouco se lixar pra democracia e que o fato de a Folha (diário oficial da tucanolândia) ter chamado a ditadura brasileira de "ditabranda", não guardam relação entre sí, perca suas esperanças.

O virtual candidato a ser objeto da rasteira de J. Serra em 2014 afirmou inequivocamente que não se importa com o que houve no país e que, igual ao jornal que dá sustentação à política entreguista brasileira que assassinou, mutilou e desapareceu com milhares de pessoas nos anos de chumbo, pouco se dá. Contanto claro, que os "eleitos" estejam bem, gordinhos e abastados financeiramente.

O que Aécio disse não pode ser encarado como mera figura de linguagem ou ato falho. Golpe e revolução são duas coisas bem distintas. Revolução é tirar do poder um déspota. Golpe é tirar do poder alguém que tenha sido eleito democraticamente pelo povo e que se dependesse da vontade popular, continuaria no cargo.

Mas é sabido que tanto para a tucanolândia, que ao longo dos anos se associou ao que há de mais retrógrado em termos de pensamento político mundial, quanto ao imprensalão que fala mal só do PT e esquece a roubalheira dos seus aliados e financiadores, tanto faz.

Há reitarada demonstração disso. Basta um tucano assumir, que coloca em prática uma privatização exagerada, sem critério*, assodada e solapa, vergonhosamente, a estrutura estatal com cargos comissionados (aqueles que não são integrados via concurso público).

O PSDB tornou-se o expoente máximo do faça o que eu digo, não faça o que eu faço.

Até pouco tempo, criticava os juros brasileiros, mas teve a mais alta taxa da história da nação (39% ao ano). Criticava o desemprego (que hoje está em 4.5%, uma das menores taxas do mundo), mas elevou a ociosidade nas regiões metropolitanas no último ano de mandato do FHC a quase 40% da população. Falava da economia, mas quebrarou o país 3 vezes, fazendo um engôdo de paridade dólar-real insustentável e queimaram todo o patrimônio público nacional entregando empresas das mais valiosas do planeta a preços de banana aos amigos mega empresários estrangeiros (alguns convenientemente aliados ao empresariado nacional).

Tudo como manda o bom figurino do entreguismo nacional.

Bem ao estilo do que ocorreu na tal revolução do Aécio, em 1964. Venderam o Brasil para a América e deixaram tranquilamente, estacionar porta-aviões do Tio Sam nas costas brasileiras, prontos a bombardear e torpedear o povo de nosso país, caso este resolvesse ir contra o golpe militar.

Parabéns pela demonstração de amor ao Brasil, Aecinho.

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domingo, 31 de março de 2013

2014: PROPAGANDA ANTECIPADA

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No Brasil, a Justiça Eleitoral impõe multas a candidatos que fazem campanha antecipada. No entanto, não faz nada em relação a meios de comunicação que empreendem também campanhas antecipadas, dos candidatos por eles escolhidos e contra claro, os que eles odeiam.

Por coincidência, normalmente os candidatos odiados pelo imprensalão são do PT ou seus aliados.

Nesta extração de uma página da Folha, vemos criticas contra Dilma. Nada contra, pode critiar. Mas fico me perguntando se só o governo do PT é incompetente ou corrupto, no país. 

Não me lembro, sinceramente, da última vez em que lí uma notícia qualquer, uma notinha que fosse, dando conta de um escândalo tucano.

Criticam o Lula porque ele viaja financiado por empresas. Ora, queriam que ele viajasse financiado pelo dinheiro dos impostos? Ele viaja para abrir mercados, pra ampliar as exportações do Brasil mas não pode. Lula só vai parar de incomodar quando morrer. Mesmo assim, dirão que ele é psicografado por alguém e que pretende dominar o mundo.

Este blog clama pela coerência de quem lê. Seja de direita, seja de esquerda. Você não acha realmente que tem algo estranho num país cuja imprensa atua em uma nota só? Sempre são os mesmos os culpados? Sempre o PT é ladrão?

Que preguiça dessa gente! Porque não fazem como alguns veículos americanos na campanha presidencial passada e retrasada? Porque não assumem que têm lado, de que gostam mais de um do que de outro e pronto. A audiência não terá a ilusão de que está sendo informado de maneira imparcial. Saberá que tudo aquilo tem um viés ideológico/financeiro e ok. Saberá escolher se acredita na bobageira ou não.

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sexta-feira, 29 de março de 2013

FHC: NÃO ERA PRA ESQUCER O QUE ELE ESCREVEU?

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Já que o imprensalão não faz questão de lembrar, porque ainda está em êxtase com a hipótese de FHC se tornar "imortal", nós fazemos as vezes de fiscal das palavras sem peso dos tucanos. As palavras que não precisam  ter peso porque ninguém vai cobrar depois, mesmo.

Não foi o FHC que pediu para esquecerem o que ele escreveu? Agora é pra lenbrar e dar pra ele uma boquinha na ABL?

Aliás, eu queria saber qual a parada dessa ABL. A julgar por pela mervalice de alguns dos ocupantes das cadeiras atualmente, penso que mesmo que me convidassem (ué, eu escrevo no blog), eu não aceitaria. Qualidade e inserção social (volume de leitores) seguramente não são requisitos.

Medíocre por medíocre, eu tenho mais leitores do que o livro do merval. Dizem que ele escreveu um, né?

Mas falando do FHC e sua memória deturpada, adendo que só quem não o leu, ainda pensa que ele foi um sociólogo brilhante. Quem se der ao trabalho, consulte seus discursos arquivados no Congresso de quando ainda era deputado. Ele dizia com todas as letras que a salvação do Brasil era sermos uma colônia dos EUA. Não dá pra dizer que ele traiu seus princípios quando ocupou a Presidência.

Em tempo cabe lembrar que a candidatura para a ABL foi entregue pelo Celso Lafer, aquele que levou ao máximo a subserviência tucana à Amércia. quando aceitou ordens de um funcionário "da limpeza" na alfândega estadunidense, e tirou os sapatos pra entra no país do Bush.

Que turminha!

Clique aqui para ler a entrevista de Lula. 
Clique aqui para ver a chapoletada de Lindbergh no Aécio.
Clique aqui para ver como age a tucanada ao redor do mundo. 
Clique aqui para ler sobre a baboseira seletiva que falam sobre Lula e Dilma, mas não sobre a tucanada.
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quarta-feira, 27 de março de 2013

LULA: SERRA É CANDIDATO A SÍNDICO DE PRÉDIO

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LULA sobre o zé lelé: "Mas Serra quer ser candidato a tudo, até síndico do prédio acho que ele está concorrendo agora.".

Leia o resto da entrevista do ex-Presidente ao Valor Econômico:

Valor: Como está sua saúde?
Luiz Inácio Lula da Silva: Agora estou bem. Há um ano vou à fisioterapia todos os dias às 6h da manhã. Minha perna agora está 100%. Estou com 84 quilos. É 12 a menos do que já pesei mas é oito a mais do que cheguei a ter. Não tem mais câncer, mas a garganta leva um bom tempo para sarar. A fonoaudióloga diz que é como se fosse a erupção de um vulcão. Tem uma pele diferenciada na garganta que leva tempo para cicatrizar. Quando falo dá muita canseira na voz. Já tenho 67 anos. Não é mais a garganta de uma pessoa de 30 anos.
Valor: O senhor deixou de fumar e beber?
Lula: Não dá mais porque irrita a garganta.
Valor: Dois anos e três meses depois do início do governo Dilma, qual foi seu maior acerto e principal erro?
Lula: Quando deixei a Presidência, tinha vontade de dar minha contribuição para a Dilma não me metendo nas coisas dela. E acho que consegui fazer isso quando viajei 36 vezes depois de deixar o governo. Fiquei um ano imobilizado por causa do câncer. Estou voltando agora por uma coisa mais partidária. Sinceramente acho que no meu governo eu deixei muita coisa para fazer. Por isso foi importante eleger a Dilma, para ela dar continuidade e fazer coisas novas. O Brasil nunca esteve em tão boas mãos como agora. Nunca esse país teve uma pessoa que chegou na Presidência tão preparada como a Dilma. Tudo estava na cabeça dela, diferentemente de quando eu cheguei, de quando chegou Fernando Henrique Cardoso. Você conhece as coisas muito mais teóricas do que práticas. E ela conhecia por dentro. Por isso que estou muito otimista com o sucesso da Dilma e ela está sendo aquilo que eu esperava dela. Foi um grande acerto. Tinha obsessão de fazer o sucessor. Eu achava que o governante que não faz a sucessão é incompetente.
Valor: A presidente baixou os juros, desonerou a economia, reduziu tarifas de energia e apreciou o câmbio. Ainda assim não se nota entusiasmo empresarial por seu governo ou sua reeleição. A que o senhor atribui a insatisfação? Teme-se que esse governo não tenha uma política anti-inflacionária tão firme ou é pela avaliação de que o governo Dilma seja intervencionista?
Lula: Não creio que haja má vontade dos empresários com a presidente. Passamos por algumas dificuldades em 2011 e 2012 em função das políticas de contração para evitar a volta da inflação. Foi preciso diminuir um pouco o crédito e aí complicou um pouco, mas Dilma tem feito a coisa certa. Agora tem conversado mais com setores empresariais. Acho que os empresários brasileiros, e eu vivi isso oito anos assim como Fernando Henrique também viveu, precisam compreender que uma economia vai ter sempre altos e baixos. Não é todo dia que a orquestra vai estar sempre harmônica. O importante é não perder de vista o horizonte final. O Brasil está recebendo US$ 65 bilhões de investimento direto. Então não dá para se ter qualquer descrença no Brasil nesse momento. Nunca os empresários brasileiros tiveram tanto acesso a crédito com um juro tão baixo. Vamos supor que a Dilma não tivesse a mesma disposição para conversar que eu tinha. Por razões dela, sei lá. O dado concreto é que, de uns tempos para cá, a Dilma tem colocado na agenda reuniões com empresários e partidos políticos.
Valor: Os empresários acham que ela é ideológica demais…
Lula: O que é importante é que ela não perde suas convicções ideológicas, mas não perde o senso prático para governar o país. Ela não vai governar o país com ideologia. Se alguém ainda aposta no fracasso da Dilma, pode começar a quebrar a cara. Ela tem convicção do que quer. Esses dias liguei para ela e disse para tomar cuidado para não passar dos 100%. Porque há espaço para ela crescer. Vai acontecer muito mais coisa nesse país ainda. Não adianta torcer para não ter sucesso. Não há hipótese de o Brasil não dar certo.
Valor: A queixa é de que tudo que eles [os empresários] precisam têm que falar com a presidente porque os ministros não têm autonomia para decidir, ela não delega. É isso?
Lula: Se isso foi verdade, já acabou. Sinto, nos últimos meses, que a Dilma tem feito muito mais reuniões. Tem soldado muito mais o governo. A pesquisa mostra que o governo vem crescendo e vai chegar perto dela nas pesquisas. E os ajustes vão acontecendo. É a primeira vez que a gente tem uma mulher. O papel dela não é tão fácil quanto o meu porque 99% das pessoas que recebia eram homens, e homem fala coisa que mulher não pode falar, conta piada. Não há hábito do homem ainda perceber a mulher num cargo mais importante. Mas os homens vão ter que se acostumar. Uma mulher não pode se soltar numa reunião onde só tenha homem. Então acho que as pessoas têm que aprender a gostar das outras pessoas como elas são. A Dilma é assim e é assim que ela é boa para o Brasil. A mesma coisa é a Graça [Foster]. É uma mulher muito respeitada também. Não brinca nem é alegre, mas cada um tem seu jeito de ser.
Valor: Seu governo viabilizou projetos essenciais para o rumo que a economia pernambucana tomou, como o polo petroquímico e a fábrica da Fiat. A pré-candidatura Eduardo Campos, que agrega adversários fidagais de seu governo, como Jarbas Vasconcelos e Roberto Freire, e anima até José Serra, é uma traição?
Lula: Não. Minha relação de amizade com Eduardo Campos e com a família dele, que passa pela mãe, pelo avô e pelos filhos, é inabalável, independentemente de qualquer problema eleitoral. Eu não misturo minha relação de amizade com as divergências políticas. Segundo, acho muito cedo pra falar da candidatura Eduardo. Ele é um jovem de 40 e poucos anos. Termina seu mandato no governo de Pernambuco muito bem avaliado. Me parece que não tem vontade de ser senador da República nem deputado. O que é que ele vai ser? Possivelmente esteja pensando em ser candidato para ocupar espaço na política brasileira, tão necessitada de novas lideranças. Se tirar o Eduardo, tem a Marina que não tem nem partido político, tem o Aécio que me parece com mais dificuldades de decolar. Então é normal que ele se apresente e viaje pelo Brasil e debata. Ainda pretendo conversar com ele. A Dilma já conversou e mantém uma boa relação com ele.
Valor: O Fernando Henrique teve como candidato um ministro e o senhor também. O senhor acha que ainda é possível demover Eduardo Campos com a proposta de que ele se torne um ministro importante no governo Dilma e depois seu candidato? É possível se comprometer com quatro anos de antecedência?
Lula: Somente Dilma é quem pode dizer isso. Não tenho procuração nem do Rui Falcão [presidente do PT] nem da Dilma para negociar qualquer coisa. Vou manter minha relação de amizade com Eduardo Campos e minha relação política com ele. Até agora não tem nada que me faça enxergá-lo de maneira diferente da que enxergava um ano atrás. Se ele for candidato vamos ter que saber como tratar essa candidatura. O Brasil comporta tantos candidatos. Já tive o PSB fazendo campanha contra mim. O Garotinho foi candidato contra mim. O Ciro também. E nem por isso tive qualquer problema de amizade com eles. Candidaturas como a do Eduardo e da Marina só engrandecem o processo democrático brasileiro. O que é importante é que não estou vendo ninguém de direita na disputa.
Valor: Já que o senhor tem uma relação tão forte de amizade com ele, vai pedir para Eduardo Campos não se candidatar?
Lula: Não faz parte da minha índole pedir para as pessoas não se candidatarem porque pediram muito para eu não ser. Se eu não fosse candidato eu não teria ganho. Precisei perder três eleições para virar presidente. Eu não pedirei para não ser candidato nem para ele nem para ninguém. A Marina conviveu comigo 30 anos no PT, foi minha ministra o tempo que ela quis, saiu porque quis e várias pessoas pediram para eu falar com ela para não ser candidata e eu disse: “Não falo”. Acho bom para a democracia. E precisamos de mais lideranças. O que acho grave é que os tucanos estão sem liderança. Acho que Serra se desgastou. Poderia não ter sido candidato em 2012. Eu avisei: não seja candidato a prefeito que não vai dar certo. Poderia estar preservado para mais uma. Mas Serra quer ser candidato a tudo, até síndico do prédio acho que ele está concorrendo agora. E o Aécio não tem a performance que as pessoas esperavam dele.
Valor: Quem é o adversário mais difícil da presidente: Aécio, Marina ou Eduardo?
Lula: Não tem adversário fácil. O que acho é que Dilma vai chegar na eleição muito confortável. Se a gente trabalhar com seriedade, humildade e respeitando nossos adversários e a economia estiver bem, com a inflação controlada e o emprego crescendo, acho que certamente a Dilma tem ampla chance de ganhar no primeiro turno.
Valor: Como vai ser sua atuação na campanha de 2014? Vai atuar mais nos bastidores, na montagem das alianças, ou vai subir em palanque em todos os Estados?
Lula: Eu quero palanque.
Valor: Vai subir em Pernambuco e pedir votos para Dilma?
Lula: Vou. Vou lá, vou em Garanhuns, vou no Rio, São Paulo, na Paraíba, em Roraima…
Valor: Seus médicos já liberaram?
Lula: Já. Se eu não puder eu levo um cartaz dela na mão (risos). Não tem problema. Acho que ela vai montar uma coordenação política no partido e eu não sou de trabalhar bastidores. Eu quero viajar o país.
Valor: Nem às costuras de alianças o senhor vai se dedicar?
Lula: Não precisa ser eu. O PT costura.
Valor: Quais são as alianças mais difíceis? Como resolver o problema do Rio?
Lula: No Rio tem uma coisa engraçada porque nós temos o Pezão, que é uma figura por quem eu tenho um carinho excepcional. Nesses oito anos aprendi a gostar muito do Pezão, um parceiro excepcional. E tem o Lindbergh.
Valor: Ele disse que vai fazer o que o senhor mandar…
Lula: Não é bem assim. Eu não posso tirar dele o direito de ser candidato. Ele é um jovem talentoso, um encantador de serpentes, como diriam alguns, com uma inteligência acima da média, com uma vontade de trabalhar, como poucas vezes vi na vida. Ele quer ser. Cabe ao partido sempre tratar com carinho, porque nós temos que ter sempre como prioridade o projeto nacional. Ou seja: a primeira coisa é a eleição da Dilma. Não podemos permitir que a eleição da Dilma corra qualquer risco. Não podemos truncar nossa aliança com o PMDB. Acho que o PT trabalha muito com isso e que Lindbergh pode ser candidato sem causar problema. Acho que o Rio vai ter três ou quatro candidaturas e ele, certamente, vai ser uma candidatura forte. Obviamente Pezão será um candidato forte, apoiado pelo governador e pela prefeitura. Na minha cabeça o projeto principal é garantir a reeleição de Dilma. É isso que vai mudar o Brasil.
Valor: Aqui em São Paulo o candidato é o Padilha?
Lula: Olha, acho que a gente não tem definição de candidato ainda. Você tem Aloizio Mercadante, que na última eleição teve 35% dos votos, portanto ele tem performance razoável. Tem o Padilha, que é uma liderança emergente no PT, que está em um ministério importante. Tem a Marta que eu penso que não vai querer ser candidata desta vez. Tem outras figuras novas como o Luiz Marinho, que diz que não quer ser candidato. Tem o José Eduardo Cardozo, que vira e mexe alguém diz que vai ser candidato e você pode construir aliança com outros partidos políticos. Para nós a manutenção da aliança com o PMDB aqui em São Paulo é importante.
Valor: Isso passa até pelo PT aceitar um candidato do PMDB?
Lula: Se tiver um candidato palatável, sim. Nós nunca tivemos tanta chance de ganhar a eleição em São Paulo como agora. A minha tese é a mesma da eleição de Fernando Haddad. Ou seja, alguém que se apresente com capacidade de fazer uma aliança política além dos limites do PT, além dos limites da esquerda. Como é cedo ainda, temos um ano para ver isso. Eu fico olhando as pessoas, vendo o que cada um está fazendo. E pretendo, se o partido quiser me ouvir, dar um palpite.
Valor: Em 2012, em São Paulo, o senhor defendeu a renovação do partido, com um candidato novo. Essa fórmula será mantida para o governo do Estado?
Lula: Hoje temos condições de ver cientificamente qual é o candidato que o povo espera. Por exemplo, quando Haddad foi candidato a prefeito, eu nunca tive qualquer preocupação. Todas as pesquisas que a gente trabalhava, as qualitativas que a gente fazia, toda elas mostravam que o povo queria um candidato como ele. Então era só encontrar um jeito de desmontar o Russomanno, que em algum lugar da periferia se parecia com o candidato do PT. Na época eu não podia nem fazer campanha direito. Estava com a garganta inchada. Eu subia no caminhão para fazer discurso sem poder falar, mas era necessário convencer as pessoas de que o candidato do PT era o Haddad, não era o Russomanno. Quando isso engrenou, o resto foi mais tranquilo. Para o governo do Estado é a mesma coisa. Não é quem sai melhor na pesquisa no começo. É quem pode atender os anseios e a expectativa da sociedade.
Valor: E quem pode?
Lula: Não sei. Temos que ter muito critério na escolha. A escolha não pode ser em função só da necessidade da pessoa, de ela querer ser. Tem que ser em função daquilo que é importante para construir um leque de aliança maior. Temos que costurar aliança, temos que trazer o PTB, manter o Kassab na aliança e o PMDB. Precisamos quebrar esse hegemonismo dos tucanos aqui em São Paulo, porque eles juntam todo mundo contra o PT. Precisamos quebrar isso. Acho que temos todas as condições.
Valor: Desde que deixou a Presidência, o senhor tem sido até mais alvejado que a presidente. Foi acusado de tentar manter a chefe do gabinete da Presidência da República em São Paulo. Agora foi acusado de ter suas viagens financiadas por empreiteiras. Como o senhor recebe essas críticas e como as responde?
Lula: Quando as coisas são feitas de muito baixo nível, quando parecem mais um jogo rasteiro, eu não me dou nem ao luxo de ler nem de responder. Porque tudo o que o Maquiavel quer é que ele plante uma sacanagem e você morda a sacanagem. É que nem apelido: se eu coloco um apelido na pessoa e a pessoa fica nervosa e começa a xingar, pegou o apelido. Se ela não liga, não pegou o apelido. Tenho 67 anos de idade. Já fiz tudo o que um ser humano poderia fazer nesse país. O que faz um presidente da República? Como é que viaja um Clinton? A serviço de quem? Pago por quem? Fernando Henrique Cardoso? Ou você acha que alguém viaja de graça para fazer palestra para empresários lá fora? Algumas pessoas são mais bem remuneradas do que outras. E eu falo sinceramente: nunca pensei que eu fosse tão bem remunerado para fazer palestra. Sou um debatedor caro. E tem pouca gente com autoridade de ganhar dinheiro como eu, em função do governo bem-sucedido que fiz neste país. Contam-se nos dedos quantos presidentes podem falar das boas experiências administrativas como eu. Quando era presidente, fazia questão de viajar para qualquer país do mundo e levar empresários, porque achava que o presidente pode fazer protocolos, assinar acordo de intenções, mas quem executa a concretude daquilo são os empresários. Viajo para vender confiança. Adoro fazer debate para mostrar que o Brasil vai dar certo. Compre no Brasil porque o país pode fazer as coisas. Esse é o meu lema. Se alguém tiver um produto brasileiro e tiver vergonha de vender, me dê que eu vendo. Não tenho nenhuma vergonha de continuar fazendo isso. Se for preciso vender carne, linguiça, carvão, faço com maior prazer. Só não me peça para falar mal do Brasil que eu não faço isso. Esse é o papel de um político que tem credibilidade. Foi assim que ganhei a Olimpíada, a Copa do Mundo. Quando Bush veio para cá e fomos a Guarulhos, disse a ele que era para tirarmos fotografia enchendo um carro de etanol. Tinham dois carros, um da Ford e um da GM, e ele falou: “Eu não posso fazer merchandising”. Eu disse: “Pois eu faço das duas”. Da Ford e da GM. E o Bush tirou foto com chapéu da Petrobras. Sem querer ele fez merchandising da Petrobras. Você sabe que eu fico com pena de ver uma figura de 82 anos como o Fernando Henrique Cardoso viajar falando que o Brasil não vai dar certo. Fico com pena.
Valor: O senhor acha que São Paulo corre risco de perder a abertura da Copa porque o Banco do Brasil não vai liberar dinheiro sem garantias?
Lula: Sinceramente não acredito que as pessoas que fizeram o sacrifício para chegar onde chegaram vão se permitir morrer na praia agora. A verdade é que o Corinthians precisa de um estádio de futebol independentemente de Copa do Mundo. São Paulo não pode ficar fora da Copa. Acho que seria um prejuízo enorme do ponto de vista político e simbólico o Estado mais importante da Federação, com os times mais importantes da Federação – com respeito ao Flamengo – esteja fora da Copa do Mundo. É impensável. Eles que tratem de arranjar uma solução.
Valor: O senhor voltará à política em 2018?
Lula: Não volto porque não saí.
Valor: Voltará a se candidatar?
Lula: Não. Estarei com 72 anos. Está na hora de ficar quieto, contando experiência. Mas meu medo é falar isso e ler na manchete. Não sei das circunstâncias políticas. Vai saber o que vai acontecer nesse país, vai que de repente eles precisam de um velhinho para fazer as coisas. Não é da minha vontade. Acho que já dei minha contribuição. Mas em política a gente não descarta nada.
Valor: Que análise o senhor faz do julgamento do mensalão?
Lula: Não vou falar por uma questão de respeito ao Poder Judiciário. O partido fez uma nota que eu concordo. Vou esperar os embargos infringentes. Quando tiver a decisão final vou dar minha opinião como cidadão. Por enquanto vou aguardar o tribunal. Não é correto, não é prudente que um ex-presidente fique dizendo “Ah, gostei de tal votação”, “Tal juiz é bom”. Não vou fazer juízo de valor das pessoas. Quando terminar a votação, quando não tiver mais recursos vou dizer para você o que é que eu penso do mensalão.

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segunda-feira, 25 de março de 2013

AECIO NAO SABE O QUE É POVO

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Que a tucanada não gosta de povo é óbvio. Que só querem o eleitor pra ganhar eleição também é óbvio. Política tem corrupyos em todos os partidos e o PT não está fora da lista, mas o desapego que o PSDB demonstra em relação ao brasileiro comum é fabuloso. Mesmo assim, curiosamente, a grande massa de trabalhadores da nossa imprensa nacional ainda os adula, tudo na medida do que interessa só aos ricaços, como se eles, os jornalistas comuns (não me refiro aos super salários), ganhassem com isso. É pau no PT, em Lula e Dilma todo santo dia.

Acompanhe neste vídeo a resposta de Lindbergh Farias ao neocandidato da tucanolândia ao poder no Brasil.Que Deus nos proteja e guarde de gente assim.




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domingo, 24 de março de 2013

VÍDEO: A DOUTRINA DO CHOQUE

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Se você tem um amigo tucano, envie este link da postagem pra ele. Quem sabe ele tenha a paciência e a boa vontade de aprendar um pouco mais sobre o que tem acontecido ao nosso mundo, sob a égide de gente como a que ele atualmente adora.

E se ele tiver uma hora do dia sobrando, talvez pense sobre a hipótese de usá-la pra aprender um pouco sobre a Doutrina do Choque descrita pela jornalista canadense Naomi Klein. A Doutrina é um grande livro que descreve muito bem como certas teorias econômicas infalíveis nos são empurradas goela abaixo para favorecer não a quem eles dizem que favorecerá (nós, o povo) e sim, tão somente um grupelho de afortunados que por ser parte de um govrno, ou por ter comprado (a peso de ouro) essa proximidade, lucrará trilhões.  Sim, trilhões.

Esse documentário que você pode assistir aqui embaixo, foi dirigido por Alfonso Cuarón e pela própria Klein e faz um resumo do livro, mas não o substitui. A peça escrita é riquíssima em detalhes e é coisa fundamental para quem pretenda se dizer com cérebro, para discutir economia muito além do que é falado nas páginas idióticas da revista Veja e assemelhados.

Como diz a brilhante jornalista curitibana, miss Lemos, desembrulhe o cérebro do plástico de bolinhas e coloque-o para matutar. Não tenha vergonha de destoar da massa de ignorantes que insiste em reinar em nosso planeta e que abomina tudo o que não seja massificado ao melhor estilo BBB.
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Clique aqui para ouvir Lula falando do canalha assassino ditador da Venezuela (segundo a mídia, claro).
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sexta-feira, 22 de março de 2013

DIREITONA: SANTA PACIÊNCIA

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Circula na internet um email enviado por um advogado trabalhista a um colega das antigas. Particularmente não sei se o email é fato ou mais um dos criacionismos da rede, mas pouco me importa. O que me interessa é seu conteúdo, que é ipsis literis o que tanto já publiquei neste blog, desde os tempos que era bastante lido até hoje, quando beira o ostracismo por pura negligência de seu operador de timão (não, não me refiro ao Curíntia).

O email fala da hipocrisia de nossa classe média abestada. Triste, feia, decrépita. Pobre, em todos os sentidos. Deveria ela assumir seus delírios e devaneios e realmente colocar às claras o que pensa. Mas ficam se escondendo atrás de figuras patéticas como o errante FHC e o agonizante José Serra, que tanto desserviço já prestaram a esta nação.

E acrescentaria mais. Se realmente a maioria das pessoas engolisse o trololó preconceituoso que tanto se espalha hoje em dia, especialmente pelas vias eletrônicas (email e Facebook), Lula e Dilma não teriam vencido as eleições. Ou seja, na prática o povo até arrota caviar, mas no escondido das urnas, prefere comer sardinha porque sabe que assim está garantindo um futuro para o país, emprego e escola para seus filhos. 

Como sempre digo e este texto a seguir repete igualzinho, gostemos ou não, o país mudou. Isso não é discurso da esquerda. Só não vê quem não quer.

Acompanhe as palavras que faço minhas:

"Caro Lara:
Tenho, quase que diariamente, recebido os seus e-mails, que trazem piadas, “fotos interessantes”, e  propaganda daquilo que, politicamente, você acredita. Quero crer que estou me dirigido à pessoa certa, ou seja, ao Lara que conheci em Pompéia, na infância e adolescência. Se assim é, tenho algumas gratas recordações, de nossa convivência que, ao tempo, pela idade e sem as agruras que viríamos a experimentar durante a vida, era muito boa. Recordo-me mesmo que uma das suas habilidades, invejada por todos nós da mesma classe ginasial, era a incrível capacidade que tinha de “colar”,  já que você se abastecia  de um grande estoque das “sanfoninhas” (era o tipo de “cola” da época), que escondia perfeitamente em sua  mão direita e que lhe permitia  -grande perfeição !- colar sem interromper a escrita e, -perfeição maior !-, até mesmo diante do olhar atento do professor. Ao que me recordo, nunca, nenhum dos professores, na fiscalização que faziam, conseguiu algum êxito  diante de você. Nesse partícular, você era imbatível.
Mas, deixando-se de lado tais reminiscências, eu estou me dirigindo à você para tratar de assunto que, diante de sua volumosa correspondência eletrônica, parece lhe interessar: trata-se de questões que envolvem a visão que temos da forma como vem sendo dirigido este país,  melhor dizendo, a questão política. Para se ter uma conversa franca, devo dizer que temos uma visão de mundo muito diferente. Acho mesmo, oposta. Em minha profissão (sou advogado) acabei aprendendo a conviver na divergência, já que, diariamente, senta do lado de  lá da mesa de audiência, ou dos autos do processo, um colega de mesmo grau de escolaridade que defende justamente o contrário. Adversário. Mas, terminada a audiência, retomamos o relacionamento, ou seja, é um aprendizado constante e permanente, a nos ensinar que devemos respeitar os que pensam de forma diversa. Transposta tal relação para a política, também aprendi a respeitar aqueles que tem uma visão de mundo diferente da minha,  embora com eles não concorde. Entre tais “adversários” de pensamento existem dois tipos: os que assim agem por convicção, e os que agem por interesse. Creio que você se  enquadra entre os primeiros, ou seja, você tem ideias, a meu ver,  que eu classifico como “conservadoras”, mas que são catalogadas no jargão político comum  como  “reacionárias”, ou por alguns “direitistas”, ou, se formos levar ao extremo a sociologia política, “fascistas”. Para  mim, no entanto, você é um  “conservador”, por convicção. E é aí que eu quero conversar com você.
Existe  no Brasil uma forte corrente de pensamento conservador. Sempre existiu, aliás, durante o império e durante a república,  todos os presidentes e Governos , até 2003, sempre tiveram um perfil conservador, uns mais outros menos. Todos. Getúlio Vargas (1º Governo, ditadura) liderou uma “revolução” -que não era revolução no sentido sociológico do termo- contra práticas condenáveis da República Velha, só isso.    Pertencia a elite agrária, era fazendeiro e fez um Governo ambíguo, criando uma  legislação trabalhista (que estava sendo criada, ao tempo, por quase todos os países de mesmo grau de desenvolvimento que o Brasil),  e criou dois partidos políticos  – o PTB, para lhe servir – e o PSD, conservadoríssimo, para ajudá-lo a governar. No mais, encarcerou a oposição e restringiu as liberdades públicas.. Em 45 foi substituído pelo Dutra (outro conservador), que dissipou todas as reservas cambiais  que havíamos acumulado com a substituição das importações, durante a guerra. Getúlio volta em 1950  e aí, após um início de governo meio indefinido, começa a aproximar-se de  ideias progressistas, mas não conseguiu implementá-las, já que, ameaçado de deposição, suicidou-se. Juscelino foi um inovador em realizações, mas seu governo, embora aparentemente liberal nos costumes, sempre  foi um produto das classes dominantes e um fiel seguidor da política americana. Jânio se foi muito rápido , e Jango também nada tinha de progressista: era filho de uma família  de riquíssimos fazendeiros, era despreparado para a função e sua queda  dá bem a medida de seus compromissos de classe: preferiu viver rico no exílio, do que participar ou liderar uma revolução popular com a qual não se identificava. Seguiram-se  os governos militares, Sarney,  Collor, Itamar e  Fernando  Henrique. Se examinarmos todas as medidas tomadas por tais governos (algumas muito boas, até) veremos que  nenhuma delas teve a preocupação ou conseguiu alterar o sistema de distribuição de renda no país, -um dos mais injustos do mundo. A dívida externa sempre em patamares impagáveis, o salário mínimo medeando entre U$ 80  a U$ 120 dólares,  lenta queda da mortalidade infantil, poucos avanços na afalbetização, grande transferência de rendas para o exterior, sistema de saúde pública catastrófico, destruição da escola  pública,  gigantesca falta de moradias e favelização, polícia corrupta, Justiça que não funciona,  previdência privada mais cara do mundo, seguros mais caros do mundo, alta tributação e assim foi. Só discursos, só demagogia,  e muita roubalheira.
Aí vieram a eleição em 2003, reeleição do Lula e eleição da Dilma. Muitos erros, houve e há corrupção, muitas coisas não deram certo, os quadros do PT, em grande parte,  eram despreparados para administração, enfim, as coisas não saíram como o PT pregava.  No entanto, o salário mínimo triplicou (em dólares), a renda familiar cresceu, a dívida externa foi paga, o consumo aumentou muito, o emprego cresceu ( e o desemprego despencou)  e o Brasil conseguiu crescer,   ao meio de uma grande crise internacional .Caro Lara, esses são fatos . Fato é fato, não é discurso, nem proselitismo político, nem palavrório. FATOS. O País está em regime de pleno emprego ( é a 1ª. vez em nossa história que isso acontece), e no ano de 2011, em um universo de 200 países,  fomos o 4º. País do mundo em receber investimentos externos, só atrás dos Estados Unidos, China e Hong Kong (notícia do Times, reproduzida no Estadão e Folha na semana passada, com pouco destaque). A arenga  de que o Governo, em 2003, pegou uma condição internacional favorável é coversa para boi dormir:  muitos outros países não progrediram, muitos  entraram em crise, o sistema financeiro internacional  em 2008 quase ruiu, enfim, o Brasil navegou muito bem por sua conta e seus méritos. Pensar de  modo diverso é revolver a mentalidade colonialista.
Mas, estou eu a pretender que você se torne um apoiador do Lula e da Dilma ? É claro que não, até porque na nossa idade ninguém muda mais. É que eu acho que essa sua “cruzada” contra,  poderia ser muito mais consequente e séria. Já que na clássica definição “partido político é a opinião pública organizada”, porque vocês, conservadores, não fundam um partido que expresse tal  ideologia ? A grande farsa que existe é que os conservadores, ou os direitistas, ou os neoliberais, não assumem o próprio rosto. O PSDB (neoliberal) não se diz neoliberal, diz que vai mudar, que é de centro esquerda, que é progressista, e outras baboseiras mais.    Porque não se diz  neoliberal, e faz um programa neoliberal ?. E vocês, conservadores, porque não se assumem, e fazem um programa com o conteúdo daquiIo que vocês acreditam; contra as cotas, contra o aborto, contra o casamento gay, pela redução dos direitos trabalhistas, dos impostos, por uma política externa mais invasiva, etc, etc, , tal qual o Partido Republicano (Conservador) dos Estados Unidos ? Se você fizer as contas, aqui como lá,  o eleitorado se divide, o que, aliás, ocorre em todos países civilizados  (França Inglaterra, Austrália, Itália, Espanha, Alemanha, Austria, etc, etc, etc). Ou seja, no mundo todo, o eleitorado se divide em conservadores e progressistas. Mas, aqui não, em razão da hipocrisia política da direita, a luta não é limpa.  Estimule a criação de um  verdadeiro partido conservador, que defenda  as teses conservadoras e o modo de governar  conservador e aí, sim, teríamos um debate limpo, direto, sem enganações, sem subterfúgios. A meu ver, essa situação da direita esconder suas verdadeiras propostas,    de vestir um manto progressista quando não o é,  é a pior  forma de trapacear uma nação, posto que esconde seus verdadeiros desígnios.  Em suma,já é tempo de  sair do armário e vir corajosamente para o  debate de ideias.
O outro ponto que gostaria de conversar com você  é sobre a forma negativa e pejorativa de sua “crítica” política. As piadas, imagens, dizeres, etc, que se referem aos que não pensam como você, revelam um rancor que tem de tudo: preconceito, desinformação, insultos, etc. Se você acha que este tipo de crítica desperta alguma simpatia para as suas ideias, ou fazem mal a figura dos  criticados, então está na hora de você fazer algumas reflexões sobre o que muda as pessoas. Uma pessoa decente muda de opinião quando você demonstra que ela está errada. Só não mudará se tiver “interesses” em se manter  no erro, ou, então,  se por  alguma razão (preconceito, ignorância, intolerância, irracionalidade, etc) não entender o seu erro e o significado da mudança.  Fora disso, a  “propaganda” pejorativa  contrária é um tiro na culatra. E isso é tanto no aspecto individual como coletivo. O Lula cresceu eleitoramente depois que mudou sua imagem para o “Lula, paz e amor”. Antes, o eleitorado  preferia  o FHC, com sua voz e modos blandiciosos. Serra com sua linguagem belicosa só perdeu votos. Obama derrotou duas vezes os seus adversários com um discurso suave,  sofrendo agressões de todo os  lados. O Berluscomi e Sarkosi, na  Itália e França,  perderam as eleições, em razão de suas práticas autoritárias e arrogantes.     Enfim, na medida que a sociedade evolui, essa linguagem truculenta, ofensiva,  enganosa, que intui uma falsa moralidade e prega medidas radicais  extremadas (para os outros, nunca para si) vai caindo em desuso, não engana mais ninguém. Pode ter servido em outra época, chegou a levar os hitlers  e mussolinis ao poder, mas, hoje em dia, ninguém mais cai neste canto de sereia. As pessoas querem é ser convencidas, sem imposições.
Bem, fico por aqui. Se você quiser prosseguir mandando-me os e-mails, gostaria que não mais me enviasse os relativos à política, a não ser quando nesta terra tiver um partido conservador, ou direitista, ou de natureza fascista ( o Plínio Salgado pelo menos teve coragem e  honestidade criando os “camisas verdes”), para que se possa ter um debate decente e honesto. Daí sim, quem sabe, talvez até eu me convença de que existe alguma verdade nessas ideias trapaceadas e escondidas sob o manto de uma falsa moralidade. Ideias tão escondidas, tal   como você fazia com as colas  e era invejado por toda  classe.
Abraços  e saudades.
Valter Uzzo
PS:   Se você não é a pessoa que eu penso, peço desculpas."

Se quiser ver o original no blog do Nassif, clique aqui.

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