sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

OBAMA E OS ATAQUES DE ISRAEL

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A lógica utilitarista advoga pelo pragmatismo total.

Bem, eu ouvi de algumas pessoas muito bem informadas (não quero dizer com isso, que sejam pessoas influentes) e inteligetes uma teoria no mínimo interessante sobre o bombardeio israelense desta semana.

Esta teoria faz uma análise crua sobre os discursos de Barack Obama e sobre a aparente lógica que seu governo seguirá, inclusive com relação a Israel.

Como ele, em tese, não poderia apoiar a ofensiva israelense ou sobre ela, ficar inerte, sem ferir toda a dogmática libertaria espalhada por sua campanha e já no início cair no descrédito mundo afora e internamente, perante uma boa parcela democrata mais à esquerda (afinal, convenhamos, ele não precisa de mais um problema pra administar), ficou acertado, à boca pequena que os ataques deveriam se dar de maneira violenta como uma derradeira demonstação de força (para dar um "recado" definitivo ao Hamas); deveriam ser de uma vez só (ou seja, ao longo de alguns dias ou semanas) e que tenha fim antes da posse do novo presidente estadunidense (para que ele não tenha que se manifestar sobre o assunto).

Bush já está desgastado o suficiente e não se esperaria mesmo que ele tivesse qualquer posição a respeito. E mesmo que tivesse, obviamente ninguém daria a mínima para ela.

Se trata de um acordo de cavalheiros entre Obama e Ohlmert, que segundo esta teoria, deverá fazer ficar claro que Israel precisará sob o novo governo da América, cuidar sozinho de sua própria vida sem contar com a eterna proteção do irmão mais forte.

Louca ou não, a teoria me parece suficientemente consistente. Acordos como esse já foram feitos outras vezes pelos Estados Unidos e não vejo nenhuma razão para que não fosse levado a cabo agora.

Aliás, especialmente agora quando o mandatário americano precisará de todo o apoio e do menor desgaste possível pra puxar a locomotiva para fora do buraco.

Porém, só saberemos ao certo depois da posse de Obama. Nos meses seguintes a ela é que entenderemos realmente o que ele quis dizer com a "relação especial" que afirmou terem os EUA com seus parceiros no Oriente Médio.

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