segunda-feira, 20 de abril de 2009

BAND FAZ APOLOGIA AO CRIME

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A charge de Bira relembra quanto patético e criminoso foi o editorial da Band sobre a apologia ao plantio em terras preservadas, proibidas por lei.

Isso é apologia ao crime. Eles entendem como desobediência civil.

Naturalmente por trás da máscara de boazinha, falando dos pequenos agricultores e do plantio de subsistência, não se surpreenda se encontrar, como quem não quer nada, algum grande latifundiário que perde muito dinheiro, não podendo usar as margens dos rios e córregos.

Latifundiário amigo do rei, é claro.

Infelizmente o zé-povinho continua dando pataca para esta mídia criminosa que tomou conta da nação brasileira. 

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WALL STREET JOURNAL: LULA ESTÁ CERTO

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Infelizmente eu não sei legendar um vídeo. Mas para aqueles que conseguem entender o inglês, este vídeo traz a noção, para quem quer ver, que não só o Brasil, mas Lula em pessoa, tem um peso extremamente maior do que já ousamos ocupar na história.

Mary O´Grady é colunista do jornal que é simplesmente o mais importante no mundo inteiro, acerca de negócios e dinheiro, o WallStreet Journal. E ela conta sobre sua entrevista com Lula do mesmo modo que fala com qual razão o Presidente brasileiro transfere para os países ricos, notadamente os EUA, a responsabilidade pela bagunça em que estamos vivendo atualmente.

Detalhe: NINGUÉM lá discordou do barbudo. Outro detalhe, TODO MUNDO entendeu exatamente o que ele quis dizer com "olhos azuis".

Aqui na terra brasilis, os serviçais da imprensa por outro lado, continuam achando Lula um imbecil ignorante. Se fosse possível ter um presidente somente para quem vota nele, eu diria, fiquem vocês com o PSDB e eu continuo com Lula. Ao fim de uma década, adoraria comparar os "dois" países.



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BLOGUEIRO "CONSPIRADOR" É PRESO NA CORÉIA. NO BRASIL, AS MIRIANS SE SAFAM.

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A democracia é sempre uma coisa bacana para ser observada. Especialmente a democracia dos outros. Quantas vezes ouvimos aqui no Brasil que o governo (atual, claro) é totalitarista e pretende seriamente restringir a liberdade de expressão da imprensa?

Pois bem, na Coréia do Sul, um rapaz blogueiro, foi preso acusado de espalhar falsas informações econômicas na internet. Ele divulgou no segundo portal mais popular daquele país, suas teorias econômicas a respeito da valorização do won, a moeda local.

Porém, o judiciário se convenceu que ele não teve tão drástica intenção. Não queria arrebentar a economia do país. Era apenas um zé-ninguém falando bobagem.

O que me chama a atenção é que em nossas terras, não um simples blogueiro anônimo, mas pessoas "gabaritadas", funcionárias de redes de televisão e de jornais, espalham o que bem entendem, a serviço de seus patrões sempre bem intencionados, levando a picos de euforia ou tristeza a população brasileira, provocando caos nos postos de vacinação e mortes por uma epidemia de febre amarela que jamais existiu, aumentando a crise e o desemprego por causa de suas teorias do fim do mundo, e nada, nada, nada; nenhuma delas jamais é responsabilizada perante as autoridades. E isso obviamente, porque temos um governo que flerta com o autoritarismo. Fico imaginando o que um governo liberal faria.

A notícia do coreano, saiu no WallStreet Journal.

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MULTA MILIONÁRIA PARA A TELEMAR

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No blog Os Amigos do Presidente Lula vemos esta interessante nota:

"O Ministério Público Federal em Varginha (MG) ajuizou ação civil pública pedindo a condenação da empresa Telemar Norte Leste S/A (mais conhecida hoje por seu nome de fantasia – OI Fixo), ao pagamento de indenização no valor de R$ 50 milhões por danos morais coletivos.

Em agosto de 2006, foi criada, no site de relacionamentos Orkut, uma comunidade virtual chamada de Poder Nazista.

Além de divulgar mensagens de apologia ao regime liderado por Hitler, a página propagava xingamentos e ofensas a pessoas negras, incitando ao ódio e à discriminação racial.

Após investigações conduzidas pelo MPF, com quebra de sigilo telemático autorizada pela Justiça Federal, apurou-se que a página teria sido criada em computadores pertencentes à unidade da Telemar (Oi), em Varginha, sul de Minas Gerais.

Funcionário da empresa, durante o horário de serviço, utilizara equipamentos do local de trabalho para cometer o crime de racismo por meio de mensagens que foram divulgadas a um número indeterminado de pessoas através da rede mundial de computadores.

A Justiça requereu então informações à Telemar (Oi), cuja sede é no estado do Rio de Janeiro, para identificação e qualificação do funcionário, de modo a poder dar sequência à persecução penal já iniciada.

Estranhamente, porém, a empresa ignorou solenemente a requisição judicial. E continuou a fazê-lo nas duas vezes seguintes em que o juiz reiterou o pedido de informações.

Após quase um ano de protelação, a empresa finalmente enviou resposta ao pedido judicial, alegando, no entanto, ser impossível a identificação do funcionário devido, entre outras desculpas, ao “grande lapso de tempo” transcorrido.

A inércia proposital e a omissão da Telemar configuraram, segundo o MPF, verdadeiro descompromisso e desrespeito com a Justiça, na medida em que dificultou propositalmente a identificação do autor do crime que estava sendo investigado.

A atitude da empresa fica pior ainda ao se considerar sua justificativa de que tal identificação não seria possível em razão de “lapso de tempo” a que ela mesma deu causa.

“A conduta da empresa gerou consequências que exigem a reparação do dano moral causado à coletividade”, defende o procurador da República Marcelo Ferreira.

E isso pode ser visto sob três vertentes:

1) por ter permitido, sem qualquer fiscalização, que funcionário de seus quadros, lotado na unidade de Varginha/MG, utilizasse seus equipamentos e instalações para promover a disseminação do ódio racial pela internet;

2) porque, mesmo após o conhecimento do crime, a empresa se eximiu de identificar o funcionário responsável;

3) ao deixar de cumprir as requisições judiciais para a identificação desse funcionário, a empresa foi responsável por causar a impossibilidade de punição do crime. Esses atos, e suas consequências, geram na coletividade a sensação de impunidade, de descrédito nas instituições que promovem a Justiça.

Para o procurador, o dano moral coletivo resultante da conduta da Telemar (Oi) atinge não somente as pessoas diretamente afetadas pelas mensagens racistas divulgadas por seu funcionário a partir dos computadores da empresa, quanto pelo sentimento gerado em cada cidadão de que, no país em que vive, as leis não são cumpridas.

“O mais grave ainda é que o próprio autor do crime, munido do sentimento de desprezo às instituições, zomba e escarnece da Justiça como um todo, na medida em que permanecerá impune seu ato criminoso”.

Responsabilidade objetiva - O MPF lembra que a responsabilidade da empresa é do tipo objetiva, ou seja, independe do conhecimento prévio acerca dos atos danosos praticados por seu funcionário, e mesmo de eventual relação entre esses atos e as funções desempenhadas por ele na empresa. É o que dispõe os artigos 932, III, e 933 do Código Civil. “Para a caracterização da responsabilidade, que é, repita-se, objetiva, pouco importa que o ato lesivo não esteja dentre as funções do funcionário. Basta que as funções por ele desempenhadas facilitem sua prática”, afirma o procurador.

O MPF pede a condenação da Telemar ao pagamento de indenização no valor de R$ 50 milhões, nada impedindo que o juiz aplique valor mais alto se assim entender.

O procurador Marcelo Ferreira lembra que “a sanção terá evidentemente caráter pedagógico, um exemplo para que a empresa não reincida nos mesmos erros. O valor, calculado com base no bilionário patrimônio da empresa e em parâmetros definidos pela Lei de Telecomunicações, destina-se a compensar devidamente o abalo sofrido pela coletividade em ver que o crime de racismo praticado em suas dependências ficará impune devido à conivência da empresa para com o funcionário não identificado”.

Ação penal – Os responsáveis pela Gerência de Segurança Empresarial da Telemar (Oi), setor encarregado do recebimento e resposta a ofícios e demais requisições dirigidas à empresa, foram denunciados pelo MPF em junho do ano passado. Ao deliberadamente retardarem e se omitirem na resposta às requisições judiciais, protegendo a identidade do autor da conduta ilegal, eles teriam cometido os crimes de desobediência (art. 330) e favorecimento pessoal (artigo 348 do Código Penal)."

Minha questão é a seguinte, alguém acha mesmo que essa multa será aplicada? "Siga o dinheiro", como disse o Garganta Profunda (que denunciou Nixon). E mais, siga a propriedade. Quais são os nomes fortes da Telemar na política?

Então o MPF que espere sentado algum arbítrio "maior" do que esse valor condenatório. Inclusive espere sentado a concessão deste valor.

Não na Terra Brasilis.

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domingo, 19 de abril de 2009

O LIVRO DE CHÁVEZ A OBAMA

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O gesto de Chávez ao presentear Obama com o livro As Veias Abertas da América Latina* foi interessante e poucos na imprensa exploraram o real conteúdo do ato. Existem aí dois lados, o primeiro é claro, é uma provocação de Chávez. Afinal, o maior explorador de nosso continente é de longe, os EUA. Porém, Obama está longe de ser um imbecil como Bush e se ele já não leu o livro, acredito verdadeiramente que o lerá. 

Eduardo Galeano mostra muito bem como se deu o processo depredatório de nossa região em nome das necessidades norte-americanas e européias.

O outro lado é que o livro se transformou instantâneamente em um best-seller. Passou da posição 60.280 na lista de vendidos da Amazon.com, para o número 11. Não é pouca coisa (aqui). 

Se no mínimo sessenta mil americanos lessem seu conteúdo, poderíamos estar começando um novo tempo de relações entre o pensamento alienado do americano do norte e um sul que já desponta como imperioso para a manutenção da economia mundial. Afinal, os EUA já se deram conta da dura realidade. Eles não mandam mais no mundo como gostariam.

Creiam que não foi fácil para um presidente estadunidense ter que chegar à uma cúpula (a do G20) e dizer que está lá pra aprender. 

Fantástica é a declaração do porta-voz da Casa Branca, ao ser perguntado pelo repórter se ele leria o livro. "Eu acho que é em espanhol, e eu teria dificuldades". Na cabecinha insossa de Robert Gibbs, provavelmente só os títulos americanos são traduzidos para outras línguas.

Na outra ponta, o Conselheiro da Casa Branca, Jeffrey Davidow já se apressou em dizer que um aperto de mãos não significa uma melhora nas relações (veja, na CNN).

Diz a lenda que Davidow, quando era observador político dos Estados Unidos, no Chile em 1973, ajudou a encobrir as atrocidades da ditadura pró-américa de Augusto Pinhochet. Também trabalhou ao lado do governo pró-americano do México enquanto lá esteve lotado.

São todas boas companhias para Obama. Seus conselheiros são um primor, a começar por Hillary Clinton. Se ele colocar esse livro em sua cabeceira para uma breve lidinha à noite, não faltarão mãos para jogá-lo fora. 


* Se estiver duro, clique aqui e baixe uma versão digital do livro. Se não for o caso, clique aqui e compare os preços nas lojas.

Clique aqui para ler mais notícias.

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sábado, 18 de abril de 2009

A INDIGNAÇÃO DE LUCIANA GENRO

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Boas palavras de Luciana Genro. Pena que, sabemos todos, nada adiantará.

De toda forma, vale assistir.



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EUA + ISRAEL

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Certas coisas não mudam nunca. Assim vemos no jornal El País:

"EEUU e Israel abandonaron la Conferencia de Durban (Suráfrica), por considerar que ésta había adquirido un tono antisemita y antiisraelí cuando los países árabes promovieron la inclusión del sionismo como una forma de racismo."

Israel continua com aquela picuínha de não aceitar crítica NENHUMA sobre suas posições, sobre sua religião, sobre a maneira como olham o mundo e por ele são olhados. Obama certamente não fará disso um ponto nevralgico de seu governo. Quer dizer, não será tão colado com os judeus, mas francamente, já podia ir largando esta mala que é a política externa americana. Ele precisa reparar de uma vez por todas que no estágio atual do mundo, ele perde muito mais do que ganha sustentando esta tolice da política ensandecida de Israel.

Tem um mundo inteiro que não aguenta a hipocrisia israelense. E este mundo inteiro quer fazer comércio. Será que vale a pena deixar o mundo todo em troca só de Israel?

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sexta-feira, 17 de abril de 2009

KLEIN E A DECEPÇÃO COM OBAMA

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Chamou minha atenção um artigo do NY Times reproduzido pelo Terra Magazine, acerca da opinião de Naomi Klein sobre a "ressaca" e a "decepção" com Obama (clique aqui para ler).

Fico pensando com que cabeça esta boa jornalista pode dizer que se dececpcionou com Barack Obama. Ora, com a cabeça de uma cidadã mediana estadunidense, ou com a cabeça de uma eleitora de esquerda aguerrida que realmente imaginava estar elegendo o salvador da pátria?

Eu mesmo já disse que Obama ficará super no meio termo. Digo em todo santo post que por mais que dele esperemos alguma coisa, ele continua sendo presidente dos Estados Unidos. Isso signfica ter que conduzir um país onde tudo isso que lemos cotidianamente na mídia, faz parte da cultura nacional.

Klein fala do fechamento de Guantánamo. Ora, ela realmente achava que depois de fecharem aquela prisão, seria permitido processar os militares por suas atitudes absurdas? Ou ela não percebe que fazendo isso estariam desenrolando um novelo de complicadíssimas ligações do Pentágono, com a indústria armamentista, da indústria da invasão de outros países para lhes roubarem os recursos, da pilantragem que foi bombardear o Iraque e o Afeganistão sob um acolchoado de mentiras estapafúrdias?

Ingenuidade de Klein. Metade do PIB americano está centrado nas consequências das falcatruas executadas pelo Governo americano, a mando dos poderosos da iniciativa privada.

E a outra metade está baseada no engendramento do sistema financeiro nacional. Ou ela realmente achava que a economia americana tinha o tamanho que eles diziam que tinha? Claro que o governo daquele país injetará mais uma tonelada de dinheiro a fundo perdido apenas pra não ver falidos todos os seus ícones. Isso desmontaria o próprio capitalismo mundial.

Verdade seja dita. Isso agora, não nos ajudaria em nada.

Klein tinha todo o direito de se decepcionar. Mas se fosse mesmo uma esquerdista de carteirinha a ponto de fazer tais cobranças, nem deveria ter votado em Obama. Estava claro no discurso dele que ele mudaria ALGUMAS coisas, mas não mudaria tudo.

Lula fez a mesma coisa. Nos lembremos da Carta ao Povo Brasileiro. Lá ele demonstrava cristalinamente que determinadas barbaridades (como as privatarias) ficariam como estavam. Ou seja, quem levou, levou. Apenas estancaremos a sangria de agora em diante.

É muito fácil agora, depois de definido o jogo, ficar no púlpito batendo a varinha e falando que esses governantes são uns inéptos. Aliás, uma boa fatia da imprensa adora isso. É a chamada crítica pela crítica, que para os menos avisados, pode passar a imagem de uma mídia isenta, fiscalizadora, etc. Coisa que sabemos nós, ela não é!

Klein pode falar o que quiser. Mas não pode fazer parecer que os americanos elegeram Evo Morales e que agora clamam por mudanças. Obama não está desapontando ninguém de bom senso, pelo simples fato de que ele não prometeu desmontar o país e começar tudo do zero.

Se me perguntarem se eu acho isso certo, vou dizer "olha, certo pode até não ser. Não digo que concordo ou gosto disso, mas convenhamos, nem sempre o certo anda de mãos dadas com o que é possível"

Obama está jogando com as cartas que tem em um tabuleiro que já estava alí muito antes de ele sequer ter nascido.

Quem não gosta, tem todo o direito de pegar em armas e fazer a revolução proletária, pois eu verdadeiramente acredito que um país de contornos socialistas seria muito mais justo. Mas honestamente, duvido que naquelas terras haja gente com cojones suficientes para isso.

Aliás, falta mesmo é gente com cérebro, pra isso.

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quinta-feira, 16 de abril de 2009

ENTREVISTA COM OBAMA

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Obama sem dúvida é substancialmente diferente do imbecil anterior que ocupava a Casa Branca. Sempre ressalto, ele é Presidente dos Estados Unidos. Portanto, não espere demais dele. De toda forma, ele está mesmo sintonizado com o século 21. E neste século, os EUA já não tem a força que gostariam de ter, e que efetivamente tinham anteriormente. Ele também é muito mais sincero do que os outros. 

Assista a esta boa entrevista de Obama para a CNN EnEspañol. Ele também fala do Brasil e do bom relacionamento com Lula. "O Brasil é uma potência". "Eu e Lula somos parceiros".

Saudades da época em que o Ministro das Relações Exteriores tirava os sapatos para entrar nos EUA?

Tem uns passarinhos de bico grande, que têm.






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OBAMA FAZ O QUE LULA DEVIA TER FEITO

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Eu sempre disse que quando Lula assumiu em 2003, deveria ter desmontado a caixa-preta de Don Fernando, O Segundo. Teria evitado tanto desgaste com as sucessivas CPIs de nada, e tirado a munição da imprensa. Deveria ter feito isso, aliás, já no início de 2004, que todos sabiam, seria o início do bombardeio. Estava muito claro naquela época que a imprensa só daria a ele a tranquilidade de um ano. Depois, era chumbo grosso.

Enfim. Obama, que também não é bobo e sabe que logo logo vai ser cobrado pelos insucessos, resolveu jogar a M no ventilador.

"CIDADE DO MÉXICO (AFP) - O governo do presidente americano Barack Obama anunciou nesta quinta-feira que quatro memorandos secretos que serviram de base jurídica para as práticas controvertidas da administração Bush em matéria de luta contra o terrorismo serão publicados, mas ressaltou que algumas partes serão censuradas." (veja aqui)

Bem, as partes que "serão censuradas" naturalmente são aquelas que a máfia militarista do Pentágono, ordenou que ficassem escondidas.

Afinal, não exageremos. Obama pode até ser um cara legal e estar fazendo coisas jóias, mas ele ainda é um presidente americano.

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PIRATAS DA SOMÁLIA

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Vale MUITO a pena ler este bom artigo publico no The Independet, sobre os novos piratas e aqueles que víamos nos filmes. A lembrança para o artigo é do blog Grupo Beatrice.

Veja a história traduzida:

"Quem imaginaria que em 2009, os governos do mundo declarariam uma nova Guerra aos Piratas? No instante em que você lê esse artigo, a Marinha Real Inglesa – e navios de mais 12 nações, dos EUA à China – navega rumo aos mares da Somália, para capturar homens que ainda vemos como vilãos de pantomima, com papagaio no ombro. Mais algumas horas e estarão bombardeando navios e, em seguida, perseguirão os piratas em terra, na terra de um dos países mais miseráveis do planeta. Por trás dessa estranha história de fantasia, há um escândalo muito real e jamais contado. Os miseráveis que os governos 'ocidentais' estão rotulando como "uma das maiores ameaças de nosso tempo" têm uma história extraordinária a contar – e, se não têm toda a razão, têm pelo menos muita razão.

Os piratas jamais foram exatamente o que pensamos que fossem. Na "era de ouro dos piratas" – de 1650 a 1730 – o governo britânico criou, como recurso de propaganda, a imagem do pirata selvagem, sem propósito, o Barba Azul que ainda sobrevive. Muita gente sempre soube disso e muitos sempre suspeitaram da farsa: afinal, os piratas foram muitas vezes salvos das galés, nos braços de multidões que os defendiam e apoiavam. Por quê? O que os pobres sabiam, que nunca soubemos? O que viam, que nós não vemos? Em seu livro Villains Of All Nations, o historiador Marcus Rediker começa a revelar segredos muito interessantes.

Se você fosse mercador ou marinheiro empregado nos navios mercantes naqueles dias – se vivesse nas docas do East End de Londres, se fosse jovem e vivesse faminto –, você fatalmente acabaria embarcado num inferno flutuante, de grandes velas. Teria de trabalhar sem descanso, sempre faminto e sem dormir. E, se se rebelasse, lá estavam o todo-poderoso comandante e seu chicote [ing. the Cat O' Nine Tails, lit. "o Gato de nove rabos"]. Se você insistisse, era a prancha e os tubarões. E ao final de meses ou anos dessa vida, seu salário quase sempre lhe era roubado.

Os piratas foram os primeiros que se rebelaram contra esse mundo. Amotinavam-se nos navios e acabaram por criar um modo diferente de trabalhar nos mares do mundo. Com os motins, conseguiam apropriar-se dos navios; depois, os piratas elegiam seus capitães e comandantes, e todas as decisões eram tomadas coletivamente; e aboliram a tortura. Os butins eram partilhados entre todos, solução que, nas palavras de Rediker, foi "um dos planos mais igualitários para distribuição de recursos que havia em todo o mundo, no século 18 ".

Acolhiam a bordo, como iguais, muitos escravos africanos foragidos. Os piratas mostraram "muito claramente – e muito subversivamente – que os navios não precisavam ser comandados com opressão e brutalidade, como fazia a Marinha Real Inglesa." Por isso eram vistos como heróis românticos, embora sempre fossem ladrões improdutivos.

As palavras de um pirata cuja voz perde-se no tempo, um jovem inglês chamado William Scott, volta a ecoar hoje, nessa pirataria new age que está em todas as televisões e jornais do planeta. Pouco antes de ser enforcado em Charleston, Carolina do Sul, Scott disse: "O que fiz, fiz para não morrer. Não encontrei outra saída, além da pirataria, para sobreviver".

O governo da Somália entrou em colapso em 1991. Nove milhões de somalianos passam fome desde então. E todos e tudo o que há de pior no mundo ocidental rapidamente viu, nessa desgraça, a oportunidade para assaltar o país e roubar de lá o que houvesse. Ao mesmo tempo, viram nos mares da Somália o local ideal onde jogar todo o lixo nuclear do planeta.

Exatamente isso: lixo atômico. Nem bem o governo desfez-se (e os ricos partiram), começaram a aparecer misteriosos navios europeus no litoral da Somália, que jogavam ao mar contêineres e barris enormes. A população litorânea começou a adoecer. No começo, erupções de pele, náuseas e bebês malformados. Então, com o tsunami de 2005, centenas de barris enferrujados e com vazamentos apareceram em diferentes pontos do litoral. Muita gente apresentou sintomas de contaminação por radiação e houve 300 mortes.

Quem conta é Ahmedou Ould-Abdallah, enviado da ONU à Somália: "Alguém está jogando lixo atômico no litoral da Somália. E chumbo e metais pesados, cádmio, mercúrio, encontram-se praticamente todos." Parte do que se pode rastrear leva diretamente a hospitais e indústrias européias que, ao que tudo indica, entrega os resíduos tóxicos à Máfia, que se encarrega de "descarregá-los" e cobra barato. Quando perguntei a Ould-Abdallah o que os governos europeus estariam fazendo para combater esse 'negócio', ele suspirou: "Nada. Não há nem descontaminação, nem compensação, nem prevenção."

Ao mesmo tempo, outros navios europeus vivem de pilhar os mares da Somália, atacando uma de suas principais riquezas: pescado. A Europa já destruiu seus estoques naturais de pescado pela superexploração – e, agora, está superexplorando os mares da Somália. A cada ano, saem de lá mais de 300 milhões de atum, camarão e lagosta; são roubados anualmente, por pesqueiros ilegais. Os pescadores locais tradicionais passam fome.

Mohammed Hussein, pescador que vive em Marka, cidade a 100 quilômetros ao sul de Mogadishu, declarou à Agência Reuters: "Se nada for feito, acabarão com todo o pescado de todo o litoral da Somália."

Esse é o contexto do qual nasceram os "piratas" somalianos. São pescadores somalianos, que capturam barcos, como tentativa de assustar e dissuadir os grandes pesqueiros; ou, pelo menos, como meio de extrair deles alguma espécie de compensação.

Os somalianos chamam-se "Guarda Costeira Voluntária da Somália". A maioria dos somalianos os conhecem sob essa designação. [Matéria importante sobre isso, em http://wardheernews.com/Articles_09/April/13_armada_
not_solution_muuse.html : "The Armada is not a solution".] Pesquisa divulgada pelo site somaliano independente WardheerNews informa que 70% dos somalianos "aprovam firmemente a pirataria como forma de defesa nacional".

Claro que nada justifica a prática de fazer reféns. Claro, também, que há gângsteres misturados nessa luta – por exemplo, os que assaltaram os carregamentos de comida do World Food Programme. Mas em entrevista por telefone, um dos líderes dos piratas, Sugule Ali disse: "Não somos bandidos do mar. Bandidos do mar são os pesqueiros clandestinos que saqueiam nosso peixe." William Scott entenderia perfeitamente.

Por que os europeus supõem que os somalianos deveriam deixar-se matar de fome passivamente pelas praias, afogados no lixo tóxico europeu, e assistir passivamente os pesqueiros europeus (dentre outros) que pescam o peixe que, depois, os europeus comem elegantemente nos restaurantes de Londres, Paris ou Roma? A Europa nada fez, por muito tempo. Mas quando alguns pescadores reagiram e intrometeram-se no caminho pelo qual passa 20% do petróleo do mundo... imediatamente a Europa despachou para lá os seus navios de guerra.

A história da guerra contra a pirataria em 2009 está muito mais claramente narrada por outro pirata, que viveu e morreu no século 4º AC. Foi preso e levado à presença de Alexandre, o Grande, que lhe perguntou "o que pretendia, fazendo-se de senhor dos mares." O pirata riu e respondeu: "O mesmo que você, fazendo-se de senhor das terras; mas, porque meu navio é pequeno, sou chamado de ladrão; e você, que comanda uma grande frota, é chamado de imperador." Hoje, outra vez, a grande frota europeia lança-se ao mar, rumo à Somália – mas... quem é o ladrão?"

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LULA NO DESENHO SOUTHPARK

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Assim, deu na Folha Online:

"No episódio que foi ao ar ontem, dia 15, nos Estados Unidos, intitulado "Pinewood Derby", os personagens lutam contra uma invasão de alienígenas e pedem ajuda para diversos líderes mundiais, entre os quais Lula.

Em uma das cenas, o pai do personagem Stan conversa por telefone com alguns políticos, como Lula e o presidente da França, Nicolas Sarkozy.

Nessa momento, a tela se divide em quatro e Lula aparece no canto inferior direito, sentado com a bandeira do Brasil ao fundo. "

Naturalmente quando perguntarem pra FHC porque Lula aparece num desenho, mostrando claramente que hoje o Brasil é governado por alguém conhecido e respeitado e ele só aparecida em panfletos argentinos com o subtítulo "macaquitos' embaixo, Don Fernando responderá, "mas ele não tem falas no desenho".

Acho que se ainda não foi no episódio "é o cara" do Obama, deve ser hoje que Don Fernando, O Segundo comete arakiri.

Clique aqui para assistir o episódio do SouthPark.

terça-feira, 14 de abril de 2009

A FILHA DE FHC

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Infelizmente, só publicações de esquerda fazem esse tipo de piada.  Para as de direita tucanizadas, o assunto é tabú. Se foge dele, como o diabo da cruz.

Desenho de Bira, para a Charge Online, publicada pelo Vermelho.

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CHEGA DE CHORADEIRA

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Esta vem do blog do Marinho:

"A crise financeira internacional tem produzido aqui no Brasil notícias desencontradas. Alguns indicadores ruins ganham muita repercussão por parte da mídia e induzem os empresários a adiar investimentos e também desanimam os consumidores. Por outro lado, os números relativos às vendas no varejo tem sido bons e até setores que passaram por maus momentos, como o automobilístico, já mostram sinais de recuperação, muito em função da redução do IPI patrocinada pelo governo.

Eu soube hoje que um grupo de empresários importantes da indústria, varejo e atacado vai promover na 4a feira da semana que vem, em São Paulo, um encontro para tentar neutralizar as más notícias com uma agenda positiva bem ampla, que compreende desde a divulgação de dados positivos sobre a economia até a proposta de um plano de ação para estimular o crescimento do mercado e a produtividade. A ideia, em resumo, é enviar uma poderosa mensagem anti-crise para todos os brasileiros e passar uma injeção de ânimo para o mercado. A iniciativa é da Associação ECR Brasil e vai reunir gente como Cláudio Galeazzi, presidente do Grupo Pão de Açúcar, Júlio Campos, vice-presidente da Unilever e Vanderlei Greggio, diretor Comercial da Kraft Foods, entre outros. "


Minha pergunta é, como conciliar esta agenda positiva com a saga destemperada dos grandes meios de comunicação e da direita brasileira, ambos ávidos para acabar com a popularidade de Lula e com sua possibilidade de fazer o sucessor, com uma coisa que pode, muito bem, render ao Presidente ótimos frutos? Afinal, se sairmos rapidinho dessa fria, haverá muitos méritos para o barbudo, não há que se questionar.

Sabemos que sabujos como a TV Globo, a Folha (que apoiava a ditadura graciosamente ao lado do Estadão) e tantos outros, não estão nem aí para o Brasil e para o povo brasileiro. Querem é saber de ter novamente os tucanos no poder pois, se não podem aumentar sua receita através da publicidade (que somente se impulsiona pelas vendas no varejo), aumentarão em razão das ótimas barganhas que sempre fizeram com os setores de bico grande. Quem não lembra como eram "bem feitos" os gastos com publicidade na era FHC?

É uma boa briga esta que se avizinha. O setor da mamata contra o setor que quer trabalhar e vender.

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segunda-feira, 13 de abril de 2009

A MAIOR DEMOCRACIA DO MUNDO

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Você cresceu ouvindo falar que os EUA eram a maior democracia do mundo. Também cresceu ouvindo dizer que Fidel Castro era um cruel ditador, que restringia a vida dos cubanos que sequer podiam sair de sua ilha.

Na medida que o tempo foi passando, os mais antenados se deram conta que a história verdadeira não era bem essa.

Neste semana, Obama anunciou, antes de sua viagem a Trinidad e Tobago, uma facilitação nas relações entre seu país e o de Fidel.

Entre as medidas, estão a permissão do envio de dinheiro dos Estados Unidos para Cuba, desde que não seja para membros do governo daquel país ou para o Partido Comunista; também será permitido que haja viagens livres para a ilha do caribe.

Também haverá uma abertura para as telecomunicações do país, permitindo que as empresas americanas licenciem satélites, que permitirão a operação de celulares, televisões e computadores naquele país (nesse caso, naturalmente as próprias empresas estadunidenses lucrarão).

A outra medida é reverter as restrições do envio de presentes para os parentes dos cubanos americanos na terra de Fidel. As restrições abrangiam roupas, produtos de higiene pessoal, equipamentos de pesca e coisas afins.

Pois bem, mas o que chama a atenção é o seguinte. Se os EUA são mesmo uma democracia, como pode não permitirem viagens dos americanos para Cuba? Como pode não permitirem que se enviem coisas para lá como podemos fazer aqui no Brasil para qualquer parte do mundo (incluindo Cuba)? Como pode não permitir que você, se for residente na América, traga um mísero charuto cubano da ilha sem correr o risco de ser preso e pagar uma bela multa?

Entende por qual razão a tal democracia americana é, e sempre foi, uma farsa?

Se fosse real, nada disso seria proibido.

Em tempo, convém saber o seguinte. Não é proibido sair de Cuba e viajar para os Estados Unidos de avião. O governo da ilha não proíbe. Porém, o governo dos EUA é quem proibe a CHEGADA de aviões vindos de Cuba em sua nação. E sim, é somente por este motivo que os miseráveis cubanos vão de balsa até Miami. Porque este é o único modo PERMITIDO pela legislação americana para que um imigrante CUBANO entre em seu país. Os haitianos podem chegar de avião, de carro, de pombo-correio, se quiserem, mas não os cubanos. Afinal, que graça teria não ter mais manchetes nos jornais daqueles pobres diabos fugindo do regime sanguinário dos Castro?

Não daria para fazer propaganda contra o regime comunista se eles pudessem entrar livremente na tão sonhada América.

E antes que você diga que se Cuba fosse boa de verdade, ninguém tentaria fugir, eu relembro que o número de cidadãos americanos vivendo no exterior, não pára de aumentar. No mundo inteiro sempre houve imigração. O continente americano inteiro foi construído assim. Porém, só a imigração dos cubanos assume contornos eminentemente políticos

Leia a notícia das liberações no NY Times.

Clique aqui para ler outras notícias.

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O SALÁRIO DO NASCIMENTO

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Existiu uma notícia sobre a "crise" que eu confesso, me sentí feliz em ler. Foi esta, publicada na Folha Online:

"SBT quer reduzir salário de Carlos Nascimento - Não são apenas Hebe Camargo, Carlos Alberto de Nóbrega, Gugu e Ratinho que tiveram salários reduzidos ou acordo de sociedade na hora de renovar contrato com o SBT. Carlos Nascimento, do jornalismo, pode ser o próximo. Ele ganha em torno de R$ 500 mil (já teve um aumento), mas agora o salário pode sofrer redução. Nascimento assinou contrato com o SBT em 2006."

Ora, ora, alguns desses senhores representam na nata da hipocrisia e do conservadorismo. Pobre para eles serve exclusivamente para dar audiência e para servir de bibelô.

Sendo sincero, eu não consigo ver mérito suficiente para Carlos Nascimento ganhar 500 mil reais por mês. O tipo de jornalismo que ele desenvolve é mesquinho e de forma geral, não presta. Acho que ele não é melhor do que a maioria dos seus colegas que ganham mil e poucos reais como piso de categoria.

Os noticiosos que essa chamada grande mídia desenvolve contém o único propósito de recolocar no poder seus amigos e queridinhos. Toda essa gente "chique" que você tá cansado de ouvir falar bem, os "competentes", os que promovem "choques" de gestão.

Mas a verdade é uma só. Eles ganham essa dinheirama toda pelo fato de terem audiência. Querendo ou não, o povo continua com esta mania insensata de ligar a televisão e gastar na frente dela, incontáveis minutos de suas vidas. Pra mim, televisão serve para assistir filmes. Notícias obtenho pela internet, onde posso comparar as fontes. Se todos fossem como eu, os Nascimentos não ganhariam tanto dinheiro. E precisariam trabalhar certinho para justificar o holerite no final do mês.

Agora, quanto aos salários dos Ratinhos, Hebes e Gugus; nem é preciso comentar.

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sábado, 11 de abril de 2009

FOLHA X RECORD: EDITORIAL

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O que sempre digo aqui é que a mídia, grosso modo, não presta. Costumam agir juntos quando têm um objetivo em comum. Mas de vez em quando, é bom dar uma olhada nas faíscas que saem quando uma resolve entrar no caminho da outra. Neste vídeo vemos mais um capítulo da peleja entre Folha e Record, onde o jornal acusa a TV de ser financiada pela Igreja Universal (grande novidade) e na via contrária, a TV acusa o jornal de ter participado ativamente da ditadura no Brasil.

Particularmente, penso que a segunda acusação é bem mais grave pois até onde sei, salvo melhor juízo, ninguém é torturado para entregar seu dinheiro a Edir Macedo. Posso até não concordar com seus métodos de lavagem cerebral, mas acho que tortura, eles não fazem.

Hoje sabemos (e nem foi a Record quem primeiro deu esta notícia) que o Grupo Folha, além de divulgar os mortos pela repressão com certo tempo de antecedência ao cadavério (o que mostrava sua intimidade com a ditadura), também emprestava seus automóveis e aparatos para o sequestro.

Isso sim, é uma vergonha.

Grande mídia pra mim, é lixo. E eu perco muito pouco do meu tempo lhe dando atenção. Mas nesse caso em específico, se tivesse que optar por algum veículo, certamente não seria pela Folha, que riu de todos os brasileiros mortos, amputados, torturados cunhando seu termo "ditabranda".

Quero crer que um jornal da importância que tem a Folha de São Paulo não poderia jamais ter feito o que fez, ser cúmplice de quem foi, e querer se mostrar agora, isenta e honesta. Dizer que trabalha pelo bem público e pela nação brasileira.

Ela trabalha, vemos isso todos os dias, pelo poder e pela boa vida de seus amigos e apadrinhados. Ela trabalha para quem a financia e estes financiadores, pode apostar, não são os ingênuos leitores que gastam seu dinheirinho consumindo este folhetim e imaginando que estão sendo bem informados.





Clique aqui para ver outro assalto entre os dois.

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A MÍDIA MANIPULA

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Você já está cansado de saber que nossa "grande" imprensa odeia Lula e o PT.

Assim, todos os dias você encontra na mídia tentativa incansável de colar no governo qualquer coisa que possa prejudicá-lo. Ainda que pequena, vão atacando. Pensam no velho ditado "água mole, pedra dura, tanto bate até que fura".

Esta manchete do UOL, do Grupo Folha nos dá outra mostra disso.

A manchete de letras maiores se refere ao governo brasileiro. Mas a segunda fala dos EUA, porém, não mencionam seu nome. Ou seja, para todos os efeitos, o vigésimo segundo banco a falir, é no Brasil.

Como já asseverado, a maioria dos leitores só entra nos grandes portais em busca de notícias de futebol e Big Brother, e do resto, só lê as manchetes, portanto, o recado está dado.

O cidadão que não vai ler a matéria completa, desliga o computador achando que o Brasil está indo para o buraco porque mais de vinte bancos já fecharam as portas.

Bem, nossa imprensa grande não aprende. Ela é PSDB assumida, o que não condiz com as características de uma mídia isenta, como ela adora se vangloriar de ser.

Se ela fosse menos porca e menos mal intencionada, declararia em alto e bom tom para quem ela torce. Daí seu público teria condições de ponderar se o material por ela divulgado tem credibilidade ou se está só puxando a brasa para a sardinha do seu candidato do coração.



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sexta-feira, 10 de abril de 2009

O LAMAÇAL AMERICANO

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Esta boa caricatura de Kal mostra o lamaçal em que está metida a América no Afeganistão.

Seria ótimo se no mundo da realpolitik, os líderes pudessem pensar como pensamos nós, como pensaria um ser comum. Ou seja, porquê não saem daquele país de uma vez por todas e deixam seus cidadãos terem uma vida normal, deixam que os afegãos possam decidir sobre o próprio futuro?

A resposta está nas palavras do Garganta Profunda, aquele que colocou às claras os escândalos de Richard Nixon na Casa Branca:

"Siga o dinheiro", disse ele.

Então, siga o dinheiro, siga os óleodutos e a posição estratégica do Afeganistão para saber porque nunca encontram o tal Bin Laden e por isso precisam ficar lá naquelas terras miseráveis, cheias de cavernas e areia.

Sigam o dinheiro e saberão porque um país absolutamente inexpressivo sob quase qualquer ponto de vista foi tão disputado pela União Soviética (que lá fez o seu Vietnã) e agora pelos Estados Unidos, que continuam matando gente inocente sob os pretextos mais desavergonhados com o único intuito: preservar seus interesses econômicos e por conseguinte, os interesses econômicos dos grandes conglomerados financeiros que se utilizam do Estado como seu aríete, como se utilizava a igreja séculos atrás, nas tais expedições "evangelizadoras". Todo mundo era muito "bem" intencionado. E continua sendo.


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quarta-feira, 8 de abril de 2009

"OLHE PARA BRASÍLIA, NÃO PARA PEQUIM"

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Se FHC ainda não cometeu suicídio, talvez depois deste editorial do Wall Street Journal, ele cometa.

Leia aqui na tradução do Terra:

Um artigo de opinião publicado na edição desta quarta-feira no jornal americano Wall Street Journal destaca que o maior desafio imposto à atual ordem econômica mundial está emergindo do Brasil, Índia e África do Sul, o trio de países que integram o grupo Ibas, e não da China como muitos pensam.

O texto intitulado "Olhe para Brasília e não para Pequim", de autoria do cientista político Bruce Gilley, ressalta que, ao contrário do que se pensa, as ameaças ao liberalismo global não estão surgindo de regimes repressivos, como a China, mas dos países do Ibas, "ostentadores de credenciais democráticas impecáveis e de grande peso no cenário internacional".

Gilley lembra que estes três países, através da coordenação de suas políticas externas, têm conseguido formar uma "quase aliança" que poderá ter sérias implicações para o sistema internacional e para o seu principal financiador, os Estados Unidos.

Ele acrescenta que um das consequências involuntárias da ação coordenada do Ibas é criar um obstáculo às pretensões da China de se tornar uma potência global. Para ele, a atuação conjunta destes três países nos grandes fóruns internacionais tem impedido que a China se projete como representante dos países em desenvolvimento.

Segundo o artigo, o Ibas afirmou sua presença no cenário internacional ao conseguir, em 2003, convencer 21 países em desenvolvimento a impedirem um acordo na cúpula da Organização Mundial do Comércio (OMC), em Cancun, que previa a concessão de subsídios agrícolas para produtores de países ricos.

"Isto pode trazer benefícios para reformas domésticas na China, que têm sido atrofiadas pelas ambições de poder do país", completa Gilley.

Após muito relutar, a China aderiu à coalizão de países em desenvolvimento encabeçada pelo Ibas, mas desde então manteve-se afastada do grupo, afirma Gilley.

Ideais democráticos
Para o autor, algumas razões mantêm a China de fora do Ibas. Uma delas é que o país é membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, o que o coloca em rota de colisão com as aspirações do Brasil, Índia e África do Sul, defensores de uma reforma que amplie a instituição para melhor refletir as posições dos países mais pobres.

Mas, segundo o artigo, o principal motivo que deixará a China à margem do grupo reside no fator "imutável" de que o país não é uma democracia.

"A democracia está no centro de todos os propósitos do Ibas", afirma o artigo. "Trata-se de uma aliança que procura usar idéias democráticas para reformar a ONU e outras instituições internacionais para possam melhor atender aos países pobres".

Na avaliação do autor, a razão pela qual isto deve funcionar é que, enquanto democracias, estes países tem "a estatura moral no sistema internacional para atingir seus objetivos".

"E onde a China se encaixa neste contexto?", indaga o autor. "Provavelmente se perguntando por que mais uma vez um século que se anunciava como seu tenha ficado para trás".

Para os reformadores chineses, "isto pode ser uma boa notícia porque poderão apontar a democracia como uma pré condição para respeitabilidade internacional", diz o artigo.


O que se filtra desta reportagem é que o Brasil simplesmente se impôs perante o mundo. Coisa que não fazia antes porque tinha síndrome de avestruz.

Repiso sobre as palavras de Kissinger (o assassino) ao então presidente Nixon. Ele falava que não podiam descuidar do Brasil. "Se o Brasil virar comunista, não será uma Cuba, será uma China"

Ele queria dizer com isso que sim, tínhamos muito peso. Ocorre porém, que especialmente depois da redemocratização do país, também tivemos muitos governantes bananas. Alguns deles até com status de intelectuais.

E esses governantes bananas e vassalos contribuiram definitivamente para que estivéssemos sempre na sombra dos grandes.

Deus ajudando, isso acabou de uma vez por todas.

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MAINARDI A SERVIÇO DE DANTAS

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Por essa, "ninguém" esperava. O altamente idôneo jornalista Diogo Mainardi, da mais centrada, coerente e honesta revista do Brasil ( a Veja), está a serviço de Daniel Dantas.

Quem afirmou foi o igualmente liso de personalidade, e assim chamado por nossa mídia condescendente de "investidor", Naji Nahas. Nahas abriu o bico em um grampo autorizado pela justiça, e com áudio.

Veja bem, COM ÁUDIO. Não como "outros" grampos alardeados por revistas honestas, cujo áudio que comprovaria sua veracidade, nunca aparece.

O original está no site do Azenha.

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terça-feira, 7 de abril de 2009

CLOACA: ASSALTANTE É SECRETÁRIO DE SERRA

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Nossos jornalões e revistonas são patéticos em sua tentativa descarada de eleger José Serra, custe o que custar. Sabemos todos, afinal, que o pote do ouro está por detrás "desse" arco-iris.

Então, fora Dilma.

Bem, nos dois pesos e duas medidas já tradiconais da Folha de S. Paulo, vimos chamarem a Ministra de terrorista, inclusive, sem prova alguma (já que a "fonte" da Folha disse que jamais disse o que disse a aprendiz de repórter Fernanda Odilla*, sobre o que teria dito a "fonte").

Agora, de acordo com o Cloaca News, um outro terrorista está à solta. Ou melhor, bem empregado, só que deste lado de cá dos bons moços. É o ex-Ministro de FHC e agora secretário de José Serra, o intrépido Aloysio Nunes Ferreira.

Você há de se lembrar dele lá dentro de sua cabecinha, em alguma chamada do Jornal Nacional.

Veja o que o Cloaca tem a dizer sobre Aloysio:

"O advogado paulista Aloysio Nunes Ferreira Filho, de 64 anos, podia estar roubando, podia estar matando. Mas, não.

Atualmente, ele é o secretário da Casa Civil do governo tucano de José Serra. Ferreira já foi presidente de centro acadêmico, já foi deputado estadual, já foi deputado federal, já foi vice-governador. Já foi até ministro de estado. O que poucos recordam - e, quem sabe, a Folha de S.Paulo destaque sua repórter Fernanda Odilla para "investigar" o caso - é que o brioso elemento, outrora conhecido pelo cognome "Mateus", um dia empunhou um tresoitão para ajudar a surrupiar a assombrosa quantia de NCr$ 108 milhões da antiga Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, dinheiro que seria ultilizado no pagamento dos salários dos ferroviários. O memorável assalto (ou "expropriação") ao trem-pagador deu-se no dia 10 de agosto de 1968. Segundo relatos da imprensa da época, a ação foi fulminante e sem que houvesse sido disparado qualquer tiro. Aloysio era o motorista do Fusca no qual os assaltantes deram o pira com os malotes cheios da grana. Essa, porém, não fora a primeira ação espetacular do braço direito de José Serra. No mesmo ano, ele partipara do assalto ao carro-pagador da Massey-Fergusson, interceptando uma perua Rural Willys da empresa em plena praça Benedito Calixto, no bairro paulistano de Pinheiros.

Ferreira participou destes eventos na condição de guerrilheiro da recém-nascida Ação Libertadora Nacional (ALN), a organização dos líderes comunistas Carlos Marighela e Joaquim Câmara Ferreira, o Toledo. Sabe-se que, após o estrepitoso assalto ao trem, Aloysio escafedeu-se para Paris, onde, dizem, desfrutou de um "exílio de caviar", ao lado do sociólogo da USP Fernando Henrique Cardoso. Após sua volta ao Brasil, em 1979, ingressou no MDB e iniciou sua trajetória política dentro da legalidade.

A despeito da relativa importância de "Mateus" na guerra contra a ditadura, este Cloaca News não pretende desdourar o passado de lutas do atual secretário tucano. Pelo contrário. Apenas ficaremos aguardando que sua heróica biografia seja brindada, com detalhes, aos leitores da Folha de S.Paulo com a mesma pompa e relevância com que foram exumados os episódios envolvendo a Ministra Dilma Rousseff."

Naturalmente, tire seu cavalinho da chuva se espera uma reportagem combativa da imprensa-lixo brasileira. Afinal, "terroristas" são só os outros, nunca os nossos.


*Clique aqui para saber como a repórter da folha é conceituada no meio em que labuta.

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FILHOS DE POLÍTICO EM ESCOLA PÚBLICA

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O Senador Cristóvam Buarque, do DF, ex-Ministro da Educação, ex-Governador e ex-candidato à Presidência há muito tempo é um hipócrita. Sensibiliza uma tola parcela da população com seus dizeres sobre a péssima educação no país, mas durante seu período na pasta correspondente, fez praticamente nada. Foi demitido por telefone porque diz a lenda, é um homem de muita verve, mas de pouca ação.

De todo modo, tenho que tirar o chapéu para ele, pelo Projeto de Lei que propôs: os políticos teriam a obrigação de matricular seus filhos em escolas públicas durante o ensino fundamental. Ótima idéia, a de Buarque. Deve aliás, ter sido sua melhor idéia em 30 anos.

O pessoal do PFL (aliás, DEM), na figura do Senador Demóstenes Torres claro, criticou o projeto. Disse que é inconstitucional porque não se pode obrigar ninguém, seja rico ou pobre a matricular alguém numa escola pública ou privada.

Seria ótimo se uma coisa dessas passasse, o que aliás, acho praticamente impossível. Aí certamente teríamos alguma valorização do ambiente educacinal público.

Mas vá esperando sentado. Enquanto tivermos tucanos e demos no Congresso, nada muda.

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DON FERNANDO ESPERNEIA

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Haveria charge mais adequada?


segunda-feira, 6 de abril de 2009

O G20 E OS SALÁRIOS

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No NY Times saiu publicada a lista dos executivos mais bem pagos.

Convém lembrar o seguinte nesta lista. O CEO da Motorola, Sanjay Jha anunciou centenas de demissões ano passado por causa da chamada crise. Porém, recebeu 105 milhões de dólares entre salário e bônus no último ano.

Com uma conta bem grosseira, mas só para demonstrar a insanidade do sistema financeiro global, e a demência do que os estadunidenses se acostumaram a chamar de "livre mercado", o salário médio de um americano gira em torno dos 4300 dólares por mês. Isso para um cidadão que viva dignamente. Nem rico, nem pobre. Pois bem, com os ganhos anuais desse senhor da Motorola, cada um dos 400 demitidos de sua empresa poderiam ficar sem ganhar um centavo da empresa por 5 anos, e mesmo assim viverem decentemente.

Daí, eis que lançamos nossos olhares para o Brasil. Quanto ganharam no último ano os executivos da Embraer? Ou das empresas que têm os maiores PIB da FIESP. E quantos empregados foram demitidos para não deixar baixar a margem de lucro deles e dos acionistas?

Não seria uma obra verdadeiramente cristã topar receber um pouco menos de bônus ou aceitar que aquele excedente  do capital bursátil pudesse ser direcionado para que os funcionários mantivessem o emprego e a economia continuasse girando, praticamente excluindo o aparecimento da tal crise?

Ou por acaso o principal da crise não ocorre por causa da baixa no consumo ocasionada ou pelo medo do desemprego, ou pelo próprio desemprego, em sí?

Agora vamos lá, quanto se gastou em publicidade no último ano uma companhia como a VW para vender seu Gol, contratando Gisele Bundchen e Sylvester Stallone como garotos propaganda?

O que você diria, o Gol venderia mais tendo esses dois no comercial de TV, ou venderia mais se toda dinheirama jogada fora em publicidade fantástica fosse direcionada a promover um desconto real no valor de cada automóvel? Você aceitaria não ver Gisele e Stallone na TV, nos outdoors e etc., para ter um desconto de 800 reais no seu carro durante um mês do ano?

E veja, não estou dizendo para acabar com os comerciais, o que desempregaria muita gente da publicidade. Estou apenas dizendo para racionalizar as campanhas. Mas daí significaria extinguir as festas promovidas, as viagens dos bacanas, os coquetéis e tudo aquilo que você sabe que tem mas eles nem mencionam quanto custa.

Verdade ou mentira que existe uma piscina de estupidez nesse capitalismo tão avançado dos países do G20? 

Obama se disse escandalizado com a farra dos bônus e claro, pela lei, ele não pode cortá-los. A questão é, quem se importa?

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A FOLHA E A DILMA

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A Folha de S. Paulo mente. Até aí, nenhuma novidade. Ela, que ajudou a ditadura oferecendo graciosamente seus veículos para a repressão, publicou uma reportagem farsesca cujo desmentido já começou a circular pela internet.

Esse desmentido culminou com as palavras do próprio "entrevistado" da Folha. Antonio Roberto Espinosa, que foi a tal "fonte" da aprendiz de jornalista Fernanda Odilla (clique aqui para ler que a ignorância da mocinha já vem de antes). O entrevistado tentou fazer publicar no próprio veículo detrator, sua indiganação com o ocorrido.

A Folha, que inaugurou oficialmente a campanha contra a Ministra Dilma (óbvio, se Dilma lutou contra a ditadura que a Folha ajudava e denfendia, o que esperamos?) leva outra pancada da blogsfera. Se a expressão "ditabranda" lhe custou milhares de assinantes, eu fico tentando imaginar o que será deste folhetim até o final de 2010.

Aliás, por isso o desespero em eleger Serra. Verbas à vista!

Leia a seguir alguns trechos do artigo de Espinosa, o que foi enganado pelo mentiroso jornal tucano. A íntegra dos escritos está no combativo Cloaca News.


"Prezados senhores, chocado com a matéria publicada na edição de hoje (domingo, 5), páginas A8 a A10 deste jornal, a partir da chamada de capa “Grupo de Dilma planejou seqüestro de Delfim Neto”, e da repercussão da mesma nos blogs de vários de seus articulistas e no jornal Agora, do mesmo grupo, solicito a publicação desta carta na íntegra, sem edições ou cortes, na edição de amanhã, segunda-feira, 6 de abril, no “Painel do Leitor” (ou em espaço equivalente e com chamada de capa), para o restabelecimento da verdade, e sem prejuízo de outras medidas que vier a tomar.

Esclareço preliminarmente que:

1) Não conheço pessoalmente a repórter Fernanda Odilla, pois fui entrevistado por ela somente por telefone. A propósito, estranho que um jornal do porte da Folha publique matérias dessa relevância com base somente em “investigações” telefônicas;

2) Nossa primeira conversa durou cerca de 3 horas e espero que tenha sido gravada. Desafio o jornal a publicar a entrevista na íntegra, para que o leitor a compare com o conteúdo da matéria editada. (...)

(...) Posteriormente, por e-mail, fui novamente procurado pela repórter, que me enviou o croquis do trajeto para o sítio Gramadão, em Jundiaí, supostamente apreendido no aparelho em que eu residia, no bairro do Lins de Vasconcelos, Rio de Janeiro. Ela indagou se eu reconhecia o desenho como parte do levantamento para o seqüestro do então ministro da Fazenda Delfim Neto. Na oportunidade disse-lhe que era a primeira vez que via o croquis e, como jornalista que também sou, lhe sugeri que mostrasse o desenho ao próprio Delfim (co-signatário do Ato Institucional número 5, principal quadro civil do governo ditatorial e cúmplice das ilegalidades, assassinatos e torturas). Afirmo publicamente que os editores da Folha transformaram um não-fato de 40 anos atrás (o seqüestro que não houve de Delfim) num factóide do presente (iniciando uma forma sórdida de anticampanha contra a Ministra). (...)

A respeito da natureza tendenciosa da edição da referida matéria faço questão de esclarecer:
1) A VAR-Palmares não era o “grupo da Dilma”, mas uma organização política de resistência à infame ditadura que se alastrava sobre nosso país (...)

2) Dilma Rousseff era militante da VAR-Palmares, sim, como é de conhecimento público, mas sempre teve uma militância somente política, ou seja, jamais participou de ações ou do planejamento de ações militares. O responsável nacional pelo setor militar da organização naquele período era eu, Antonio Roberto Espinosa. E assumo a responsabilidade moral e política por nossas iniciativas, denunciando como sórdidas as insinuações contra Dilma;(...)

4) A Folha, que errou a grafia de meu nome e uma de minhas ocupações atuais (não sou “doutorando em Relações Internacionais”, mas em Ciência Política), também informou na capa que havia um plano detalhado e que “a ação chegou a ter data e local definidos”. Se foi assim, qual era o local definido, o dia e a hora? Desafio que os editores mostrem a gravação em que eu teria informado isso à repórter;

6) Chocou-me, portanto, a seleção arbitrária e edição de má-fé da entrevista, pois, em alguns dias e sem recursos sequer para uma entrevista pessoal – apelando para telefonemas e e-mails, e dependendo das orientações de um jornalista mais experiente, no caso o próprio entrevistado -, a repórter chegou a conclusões mais peremptórias do que a própria polícia da ditadura, amparada em torturas e num absurdo poder discricionário. Prova disso é que nenhum de nós foi incriminado por isso na época pelos oficiais militares e delegados dos famigerados Doi-Codi e Deops e eu não fui denunciado por qualquer um dos três promotores militares das auditorias onde respondi a processos, a Primeira e a Segunda auditorias de Guerra, de São Paulo, e a Segunda Auditoria da Marinha, do Rio de Janeiro.
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Osasco, 5 de abril de 2009
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Antonio Roberto Espinosa
Jornalista, professor de Política Internacional, doutorando em Ciência Política pela USP, autor de Abraços que sufocam - E outros ensaios sobre a liberdade e editor da Enciclopédia Contemporânea da América Latina e do Caribe."


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BLOGSFERA

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Diversos setores estão se dando conta do poder da blogsfera. Curiosamente, em contraponto às toneladas de e-mails espalhando a tal "ficha corrida" de Dilma Roussef, cada vez mais os cidadãos que usam o cérebro para alguma coisa, estão se habituando a não acreditarem de cara no que lêem e procuram informações sobre cada assunto que pipoca em sua caixa de mensagens.

Naturalmente não me refiro às pessoas que acreditam na revista Veja e seus assimilados. Falo de pessoas com senso crítico.

O poder "formiguinha" da blogsfera se faz notar nos finais de tarde, nos últimos minutinhos do horário do almoço, no início da manhã. Esses são os horários que todo mundo que pode, dá uma olhadinha nas correspondências e quando recebe alguma coisa que lhe chama a atenção, movimenta o Google para saber mais notícias.

E aquele mais reparador, perceberá que os veículos de internet estão bem mais sintonizados com a realidade fática. A Folha Online não é tão cara-de-pau quanto o seu correspondente de papel. As filiais virtuais desses jornalões sofrem de cara a concorrência dos portais de informação sem nenhum vínculo maior empresas quatrocentonas. E mais, apanham descaradamente dos trilhões de blogs que se espalham pelo mundo todo.

Todos se querem fazer ouvir e em verdade, há sim, espaço para todos.

No caso da recente declaração de amor de Obama à Lula, a imprensa convencional deu manchetes no dia, fingiu que achou bacana (em verdade, odiou), fez fusquinha, mas no dia seguinte esqueceu. Como era conveniente que fizessem.

Contudo, no mundo cibernético Obama continua dizendo que Lula é o cara. Berlusconi continua falando ao celular e fingindo que tem poder pra esnobar seus colegas mandatários. A Record continua descendo a ripa na vagabundagem editorial da Folha de S.Paulo.

No mundo virtual, o trabalho formiguinha nunca é desprezado. Aliás, tal como as antigas (e atuais) "consultoras" da Avon, os formiguinhas são valorizados. Os blogs têm seus seguidores, que repercutem as notícias e as não-notícias transformadas em notícias para favorecer ou denegrir alguém.

Para o bem ou para o mal, a blogsfera tem senso crítico.

Ainda que Dilma continue sendo acusada de terrorismo pelo que se revelou ser mais uma reportagem farsesca daqueles que querem-porque-querem eleger Serra, o mundo formiguinha vai tratando de desmentir a matéria falsificada, mostrando aos internautas a palavra verdadeira de quem foi a "fonte" da matéria, mas teve suas impressões fantasiadas e descaradamente deturpadas.

Se esquecem os grandes veículos da mídia tradicional, que os novos integrantes dessa classe-média que não pára de crescer no Brasil, não enxergam com bons olhos a grosseira tentantiva de manipualação da qual são vítimas cotidianamente.

Não gostam e boicotam.

Proliferam os blogs políticos que satanizam a imprensa tradicional e corrupta, como é o caso do sempre polêmico Cloaca News; ou os não totalmente políticos mas igualmente sintonizados com o mundo real como o da colega Marcia, do Apenas, Marcia. Todos têm suas opiniões lidas, revistas e enviadas por e-mail para centenas de amigos dos leitores, a cada dia.

Os mais atentos, já se deram conta. Obama foi um deles. Sabe que o que é dito numa hora, é visitados centenas de milhares de vezes por dia em todo o planeta.

Porém, os dinossauros continuam vivos. Diogo Mainardi e Reinaldo Azevedo continuam falando para as paredes e para seus iguais, um grupelho de desinformados com suástica no braço, que odeia tudo o que não seja eles mesmos.

Perdem tempo, esses senhores. Mas como já bem afirmado pelos dois ilustres senhores da mídia aqui relembrados, Reinaldo e Diogo, eles fazem o que fazem apenas por dinheiro. Sequer se trata de ideologia.

Existe alguma esperança de luz no fim do túnel. A América Latina tem mostrado isso a cada nova eleição. Os próprios Estados Unidos tem dado demonstrações vigorosas de que os cérebros estão sendo tirados do plástico para finalmente, após décadas de sono profundo, começarem a ser usados.

Isso sim é uma boa notícia.

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domingo, 5 de abril de 2009

FHC APANHA NO HARD TALK

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Se você ainda não assistiu, veja agora o iluminado Don Fernando tentando se explicar durante a ótima entrevista dada ao Hard Talk da BBC britânica. Um dia quem sabe, nossa imprensa seja assim; possa perguntar aos representantes do PSDB com esta franqueza por qual razão tudo tem dois pesos e duas medidas.

Ingenuidade a minha. Isso não vai acontecer.




Diz a lenda que Don Fernando, O Segundo, achou que a entrevista seria um passeio apesar do nome do programa, Hard Talk. Pensou que lá a mídia seria dócil como é em seu país, que nunca lhe fez perguntas difíceis e jamais o colocou contra a parede.

Depois de ter visto esta maravilhosa performance de Don Fernando, O Poliglota (que aliás, fala um péssimo inglês), dê um pulo aqui e aqui para ver uma outra entrevista recente de Lula à BBC.

Clique aqui para ver algumas diferenças entre a imprensa brasileira e a de fora.
Clique aqui para ler mais notícias.
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JORNALISMO DE LIXÃO

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O jornalismo tucano é de um descaramento fabuloso. Sabedores de que a grosseira maioria dos frequentadores da página do UOL lêem apenas as manchetes e em verdade lá entraram para procurar notícias sobre o Big Brother, estampam a seguinte chamada:


Ao ler uma coisa dessas, você não fica achando que o governo é desidioso e joga mais dinheiro pelo ralo do que aquele que oferece aos pobres que usam o SUS?

Pois é, mas somente se a audiência do BBB resolver ler a matéria (coisa que pela própria natureza do frequentador do UOL, creio eu, seria raríssimo), descobrirá que o "país" nesse caso, são somente os entes privados. Nada tem a ver com o governo. E daí se confirma a má-fé destes senhores de bico (e nariz) grande. Qual a conveniência de comparar os gastos com spread e de saúde? Porque não comparar os gastos do spread com os de entrada de cinema já que ambos são assuntos da esfera privada?

O motivo você já sabe. José Serra presidente.

Enquanto a isso, vão reforçando a imagem de "terrorista" da Ministra Dilma. Como fizeram com Lula em 1989 ao vestirem de propósito (quem não lembra dessa peripécia fantástica da nossa imprensa?) os sequestradores de Abílio Diniz com camisetas do PT.

Esta é nossa democracia de uma mão só. Esse jornalismo de lixão exige respeito e não admite censura. Porém, não tem a dignidade de ser isento e de não tomar partido. Não consegue ser honesto, como insiste em dizer que é.

Leia mais notícias clicando aqui.

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sábado, 4 de abril de 2009

BERLUSCONI NO CELULAR

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Berlusconi, o despreparado e arrogante representante da Itália, fez mais uma das suas. Deixou a Primeira Ministra Angela Merkel esperando para formalizar a cúpula, e ficou falando ao celular. Quebrou todos os protocolos possíveis.

Faz isso porque se acha importante. Quer aparecer porque é disso que vive. É um palhaço no picadeiro. Mas sempre haverá um neonazista que gostará dele. A cada dia esse senhor joga mais o nome de seu país no lixo.




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TERRA MAGAZINE: SÓ NOSSA MÍDIA NÃO ACHA QUE LULA ESTÁ CERTO

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Ótima a análise do artigo de Francsico Vianna, publicado no Terra Magazine, que aqui transcrevo na íntegra.

Quero crer que o cidadão, aquele que está em casa, que lê os jornais e se informa pela internet, ainda que de forma moderada, consegue filtrar quem está falando a verdade e quem está sendo hipócrita.

Vejamos:

"No momento em que a política se perde no labirinto da falta de alternativas para um sistema decadente, o capitalismo neoliberal, o presidente Lula desponta como uma voz lúcida e realista. Ele analisa: os países ricos são os culpados pelos males da humanidade; crítica a elite de Wall Street, fala sem meias palavras. Enfim, coloca o dedo na ferida: o neoliberalismo fracassou. Foi um dos maiores engodos da história da humanidade.

É verdade. Não há intolerância nas palavras do presidente. Elas soam como cristalina realidade. Tanto que Obama foi o primeiro a dizer sobre Lula: "Esse é o cara". A informalidade tem duplo significado: reconhece Lula como um igual; valoriza o discurso do presidente brasileiro. O neoliberalismo criou um mundo de aparências, que ilude com o discurso da liberdade. Mas, na prática, a liberdade existe apenas para o capital, que dita as regras, concentra a renda e condena a ética ao ostracismo. É a racionalização da irracionalidade. A frase é de Marcuse e foi dita ainda na década de 60 quando a sociedade unidimensional - carente do elemento crítico - começou a ser modelada.

Lula tem lançado luzes sobre esse dramático ambiente. Estilhaça o monocórdio discurso institucional. Jamais - e essa é a realidade histórica - o Brasil foi protagonista da cena política internacional. Sempre foi coadjuvante. Agora é o presidente americano quem reconhece: Lula, "o cara", é o político mais popular do mundo. Não há racismo algum na sua fala ao lembrar que a crise é de responsabilidade da elite branca de Wall Street. Longe de acender a fogueira dos preconceitos, quis dizer apenas que não foram os excluídos que acenderam o estopim do drama, mas, sim, os seus próprios artífices - os países ricos.

A novidade protagonizada por Lula é que ele transmite o seu discurso falando direto com a sociedade. A mídia reclama, gasta rios de tinta para ridicularizá-lo, mas se perde na própria inconsistência. Lula simboliza a razão dos fatos, não os fatos da razão. Parte da mídia tenta, sem êxito, fazer a sociedade acreditar que seu discurso é preconceituoso porque existem negros em meio aos brancos de Wall Street. Parece brincadeira. Soaria bem em seções de humor.

Por razão dos fatos entenda-se a realidade concreta. Por fatos da razão, a realidade construída artificialmente pela manipulação da realidade. Quando fala, Lula está tecendo o fio mais nobre da política: o exercício da palavra como elemento de transformação da realidade.

Foi o que fizeram os humanistas na transição da Idade Média para o Renascimento, entre os séculos XIV e XV, quando o homem (humanidade) e a sua capacidade de construir a vida foram trazidas para o centro do espaço público. Deixou-se para trás o carcomido. Enviabilizado discurso religioso que via no homem um ser decaído, carente de salvação, para vê-lo, como ele realmente é, sujeito da sociedade política. Não um objeto, um joguete nas mãos das elites ultrapassadas.

A Idade Média dos dias atuais é a sujeição das multidões aos interesses de uma minoria predatória que exerce seu domínio pela ideologia do capital, acondicionado no éter do consumo, no medo do desemprego e do terrorismo e numa estrutura política que aprisiona a palavra, se esta se erguer em favor de mudanças estruturais.

A fala do presidente Lula, nesse contexto, é renovadora. Aponta no rumo de um novo renascimento, da recriação do humanismo cívico. Os brasileiros precisam ver Lula para além dos resultados da economia. Com ele, a política tende a ganhar nova dimensão. Se Obama vier a ter a lucidez de Lula, os ricos, países ou indivíduos, poderão ser a redenção e não a praga do mundo.

Na transição da Idade Média para o Renascimento foi assim. Foi quando o liberalismo tradicional, aquele que precisa ser resgatado nas suas raízes mais profundas, começou a nascer junto com o republicanismo e as ideias socialistas. Foi a época em que o poder deixou de ser exercido por "direito" divino. Foi a época em que a sociedade despertou para a realidade da construção política da economia e começou a questionar o porquê da existência de ricos e pobres.

Hoje, o que está ruindo é o poder exercido em nome do deus dinheiro. É a máquina que faz da sociedade contemporânea livre para consumir, mas prisioneira de um modelo de vida e um sistema econômico que só colhe o que semeia: crises e mais crises. Repito: o Brasil precisa entender melhor o que o presidente Lula está dizendo. "

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sexta-feira, 3 de abril de 2009

FHC: "ADEUS MUNDO CRUEL"

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Aroeira leu nosso blog e nos deu razão...



Convenhamos. Deve estar sendo difícil para ele este momento. Sejamos solidários.

Leia mais notícias que entristecem Don Fernando, O Segundo, clicando aqui.

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A DITABRANDA DE PINOCHET

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"Diga-me com quem andas...", não é assim que falam popularmente?

Pois bem, a Folha de S. Paulo, que emprestava carros para o regime torturador, soube muito bem em quem se inspirar. Pinochet diz textualmente "não é ditadura, é ditabranda". "quando (o povo) se derem conta da falácia, saberão que os estão enganando".

Verdade. Os chilenos aprenderam muito bem quem os estava enganando. Os brasileiros, do mesmo modo. Os cadáveres mutilados de milhares de pessoas não deixam ninguém esquecer.




A lembrança do vídeo é do site Fazendo Media.

E você, ainda tem coragem de dar o seu dinheirinho suado para ser ludibriado pelos jornalões e pelas revistas mentirosas que deram uma mãozinha para a "ditabranda"?

Clique aqui para relembrar como outra instituição "respeitável" de nosso país, ajudou os bonzinhos do regime discricionário.

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quinta-feira, 2 de abril de 2009

OBAMA: LULA É O CARA

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Nessas alturas, FHC já atirou contra a própria cabeça. 

Veja nas imagens da BBC.

"BRASÍLIA, Brasil (AFP) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, comentou, pouco antes do início da cúpula do G20, que seu colega brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, é "o político mais popular da Terra".

Imagens de TV difundidas constantemente pelos canais de Tv mostram Lula se aproximando para cumprimentar Obama, que, nesse instante, comentou com o primeiro-ministro da Austrália, Kevin Rudd, que o presidente brasileiro é "o político mais popular da Terra".

De acordo com as transcrições do diálogo, o premier australiano acrescenta que o brasileiro é "o mais popular político de longo mandato". Ao que Obama respondeu: "Porque é boa pinta!".

Enquanto Lula gesticulava para chamar seu tradutor, Obama apontou para o presidente brasileiro e disse: "This is the guy!" ('Esse é o cara!'), acrescentando em seguida: "I love this guy!" ('Adoro esse cara!')."

Lula é unanimidade lá fora. Aqui dentro, nossa imprensa que só ama o PSDB e ninguém mais, passa batida. E nossa classe-média "sabichona", desfia seu veneno pela rede.

Assista ao vídeo e se divirta imaginando a dor-de-cotovelo de FHC.




Clique aqui para ler mais notícias.

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LULA E OBAMA NO EL PAÍS

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Houve um tempo em que o Brasil só tinha a oferecer a "amizade" de FHC a Bill Clinton, e nossas empresas sendo entregues de graça, claro. Esses tempos se foram, ainda que nossa imprensa não o diga porque adoraria ter de novo no poder os mesmos que dilapidaram nossa pátria por 500 anos seguidos.

Atualmente, FORA DO BRASIL, se reconhece o papel de Lula e de nossa nação. Aqui dentro, é tolice esperar que nossa mídia faça o mesmo. Lula será sempre um operário ignorante.

Vá até o site do jornal espanhol El País e assista ao vídeo da entrevista onde Wall Street crê que temos muito mais a oferecer do que mulheres de biquini e a mentalidade de uma república de bananas. Hoje temos peso político.

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quarta-feira, 1 de abril de 2009

"EU TENHO MEDO"

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A crise econômica é séria. Disso ninguém duvida. Uns fazem carnaval sobre ela tentando levar vantagens políticas. No Brasil, o PSDB tripudia com cara de "não falei?" e a imprensa deita e rola.

Mas as diferenças desta e de outras crises mundiais são grandes. Convém atentar para o que aconteceu quando uma outra, muito menos séria, ocorrida na Ásia, em uns paisinhos obscuros, mas que curiosamente foi para nós muito mais devastadora. Nos abalou cruelmente exatos 10 anos atrás.

A juventude que hoje está na casa dos 25, 27 (e que tinha 15 naquele tempo) insiste em falar sobre economia. Devia se deitar melhor sobre as páginas da história recente do país, para não ser pega em contradições e enganos.

Recém empossado após comprar com um mensalão de 200 mil dólares por cabeça a possibilidade da reeleição para a Presidência, Don Fernando desvalorizou o real. Não que não devesse. Apenas não devia ter feito de uma hora para outra, e numa tacada só. Os iluminados do poder naqueles tempos vinham sendo advertidos sobre isso desde 5 anos antes. Nossa moeda não tinha condições de manter paridade artificial com o dólar. Isso consumia todas as nossas reservas financeiras e levava à estratosfera nossa dívida pública.

O Estado não fazia mais investimentos. Vivia para pagar juros.

O cidadão comum enfrentava seríssimos problemas de ressaca após a "noitada" ilusória de que eramos naquela época, uma economia forte. Nossas exportações minguaram porque além de nossas indústrias não terem um perfil nato exportador, para o mundo, nosso produto era caro. Caro porque valia em dólar. Quem iria comprar?

Os empregos íam pelo ralo.

Don Fernando viajava e mostrava a todos como era amigo de Bill Clinton. O livro "A Melhor Democracia que o Dinheiro Pode Comprar", do americano Gregory Palast mostra muito bem em que bases se dava essa amizade. De coquetel em coquetel, dos discursos boquirrotos em francês ou no péssimo inglês carregado de sotaque que fala, Don Fernando passou a executar aqui em casa, seu grand finale.

"Vamos vender tudo!". Deve ter gritado ele do alto de uma montanha, segurando as doze tábuas na mão. Como tudo podia, baseado em um Congresso de maioria dócil, uma imprensa azeitada e um povo alienado, se colocou a fazer dinheiro com nossas empresas construídas com o suor do capital público.

"Fazer dinheiro"? Quer dizer, em termos. Até hoje não se sabe o que foi feito com a montanha de grana angariada naquela época. Montanha aliás, muito menor do que deveria ter sido se tivessem havido privatizações sérias. 

Basta ver por quanto foi vendida a Vale e quanto era seu valor real.

Estradas prontas foram cedidas para concessionárias pilantras que jamais promoveram duplicações ou obras de grande monta. O preço do pedágio para as antigas rodovias entregues chega a casa dos dois dígitos. Enquanto uma que é pedagiada atualmente, onde a empresa tem inclusive que CONSTRUIR a rota, o preço não passa de módicos 2 reais.

A gasolina subia com frequência (ou alguém já se esqueceu disso, embalado pela propaganda de que tinhamos uma economia estável?). Com muito esforço, conseguiram derrubar a produção de carros movidos à álcool que chegou a ser de 98% nos anos 80 para quase nada nos anos de Fernando. Venceram as grandes do petróleo internacional.

O preço das mercadorias explodia. Quem podia segurar a onda com tantos aumentos, pedágios, combustíveis, sem repassar nada?

Em virtude dos monopólios, as empresas pequenas quebravam e pediam socorro a um governo ausente. Nenhuma resposta. As gigantes nadavam de braçada reajustando preços e sendo amparadas por políticas insensatas. Agências de regulação foram criadas mas regulavam apenas o que era do interesse de quem pagava melhor. O desemprego assombrava e os bem intencionados da FIESP cortavam milhares de cabeças por mês.

Quase fizeram passeatas na frente das Casas Legislativas pedindo "flexibilização" nos direitos dos trabalhadores. A mesma que pedem hoje em dia. Menos direitos, menos salários.

A taxa de desemprego chegava a quase 20% nas regiões metropolitanas. Sim, VINTE por cento.

Don Fernando terminou seu governo execrado. Nem com toda a boa vontade de nossa imprensa tucana, conseguiu não ser considerado o pior de todos os mandatários, e não só da era democrática (pensou em Collor? Ele durou pouco, não lembra?).

Lula finalmente foi eleito não por sua capacidade, mas sim pela canseira do povo em acreditar nas mentiras do passarinho de bico grande. De toda forma, o operário surpreendeu àqueles que votaram só por desencargo de consciência e surpreendeu a muitos outros também.

Não surpreendeu a mim, que sempre soube que ele era muito mais capacitado que o insosso intelectual que nada escreveu.

Don Fernando tem papagaiado pelas páginas dos jornais que claro, sempre lhe dão ouvidos. Pretende voltar através de seu ponta de lança, ao poder. Pretendem, tal qual Bush filho aludindo à epoca de Bush pai, "terminar o que não foi terminado".

E justamente na época em que o mundo mais precisa de um Estado forte, eis que querem voltar os tucanos para passar a régua em tudo.

As empresas de fora iriam adorar poder abocanhar mais algumas jóias da coroa a preço de banana. Lá, o mercado já não lhes sustenta. Precisam novamente direcionar sua artilharia para o lado dos emergentes.

E sempre encontrarão alguém disposto a ceder aos seus encantos.

Como dizia Regina Duarte, "eu tenho medo", só que dos tucanos.



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