sábado, 30 de julho de 2011

"CAPETÃO" AMÉRICA

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Como dizia o Silvio Santos (aquele cujo genro quebrou seu banco, "sem ele saber"): "Eu não ví o filme, mas minha filha viu, e disse que é muito bom!"

Pois bem, eu não ví o Capitao América, nem ninguém viu pra me contar. Talvez até vá assistir, porque não convém ripar alguém ou alguma coisa sem conhecer. Mas francamente, Capitão América, em 2011?

Sobre que bases o personagem vai atuar? Vai dizer que a América defende a liberdade, como quiseram fazer durante a Guerra Fria? Mentira da grossa pra conquistar corações e mentes?

O que ele fará? Vai esconder da mente do público mundial as torturas de Abu Graib? Os assassinatos de inocentes no Iraque, Afeganistão e Líbia? Vai esconder que o Tio Sam financiou e treinou milicias cruéis para assassinar civís e depor presidentes em toda a América Latina?

Vai negar que seu país entrou no Oriente Médio tão somente para roubar o petróleo e recursos naturais daqueles países atormentados?

Vai esqucer que Bush privatizou a ajuda do governo aos atingidos pelo furacão Katrina, e que dessa ajuda terceirizada, não chegou nem 15% do dinheiro aos verdadeiros necessitados, ficando o grosso da grana com os amigos e os amigos dos amigos?

Vai esquecer que as quadrilhas que tomaram o poder depois da Segunda Guerra quebraram o país de um jeito que nem falsificando balanços da dívida o país se livrou da quebradeira e hoje, no século 21, está a dois anos de dar o maior calote governamental de todos os tempos em todo o planeta Terra?

O herói da Marvel foi criado para espalhar os "ideais" americanos. Na verdade, hoje sabemos que tais ideais eram em sua maioria, boas desculpas para promover ocupações in loco, do capitalismo desenfreado defendido pela América. A história do capetão se passa num momento em que se lutava contra os nazistas, esta sim, uma boa guerra. Mas o que se viu depois, com a propaganta subliminar grosseira, é que os Estados Unidos não dão ponto sem nó. Como disse Milton Friedman, o inventor do capitalismo de patota (aquele onde só é favorecido pelo "livre mercado", quem faz parte do grupelho): "não existe almoço grátis".

Ainda que a história se passe nos anos 40, na luta contra Hitler, é difícil engolir o trololó estadunidense quando vemos hoje em dia, que tudo não passava (e não passa) de conversa pra boi dormir.

Será que o "capetão", o capeta mór, vai fazer um mea culpa e reconhecer e nos passagem a mensagem de que seu país vive há mais de cem anos da mera publicidade e da enganação, coisa pra inglês ver, e que não defende liberdade alguma e pouco se lixa para o povo, inclusive de seu próprio país?

Vamos assistir para saber qual é!


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