quinta-feira, 28 de maio de 2009

BOAS NOTÍCIAS: SÓ AS VINDAS DE FORA

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Curiosamente o próprio UOL traduziu artigos do El País e do The Times, que não gostaria de dar veiculação aqui no Brasil. Não gostaria por estar cruelmente ligado à famiglia Frias, aquela cujas empresas ajudaram a ditadura emprestando carros ao regime torturador para transportar os presos, e mais recentemente, falsificando dossiês contra o governo de esquerda, e mostrando ao público como se verdadeiros fossem.

Bem nesses artigos que falam que o Brasil sofreu minimamente com a crise internacional, há trechos interessantes. Vejamos:

"A notável resistência dessas economias e a confiança de suas comunidades empresariais, de sua mídia e de seus mercados financeiros, em contraste com a melancolia apocalíptica na Grã-Bretanha, Europa e Estados Unidos, destaca as três transformações que esta crise trouxeram à tona", diz o colunista."

Bem, a despeito do elogio ao país, eu não sei de onde o Times achou que a mídia brasileira está exultante com o fato de o Brasil não ter caído no buraco. Afinal, quem mais tacou lenha na fogueira da crise, foi ela. Fizeram porque fizeram para o governo atual ser taxado de incompetente e assim tirar uma lasca para entregar ao presidente-eleito José Serra, se possível, sem eleições em 2010.

E os amigos dos donos da mídia, os mega-empresários brasileiros, pegaram uma carona e aproveitaram para demitir milhares de pessoas. Hoje, você nota que os pequenos e médios quando demitiram, foi coisa pouca e isolada. Mas os ricos fizeram a festa cortando cabeças e chantageando o fisco para não cortarem mais ainda.

Outro trecho bacana é o seguinte:

"(...) a habilidade das economias emergentes de determinar seus próprios destinos, independentemente do sucesso ou do fracasso das políticas econômicas dos Estados Unidos ou da Europa".

"Apesar de as economias emergentes não terem conseguido se isolar completamente da crise global, elas conseguiram finalmente refutar o clichê de que quando os Estados Unidos espirram, o mundo pega pneumonia"

Sobre este clichê citado, me diga. Quantas vezes você ouviu dos governos subservientes que ocuparam o Planalto desde que o mundo é mundo, veiculados por sua mídia sempre dócil e aparelhada, que o destino do Brasil era estar colado nos EUA?

Se você procurar agora nos anais da Câmara dos Deputados, encontrará os discursos de um certo Fernando Henrique Cardoso dizendo que tinhamos que ser quase anexos dos americanos, talvez, penso eu, um Porto Rico. Ele tinha plena certeza que assim, conseguiríamos umas migalhas para dar de comer ao povo, e uma boa fatia do bolo para dar de engordar aos vendilhões da pátria.

Por fim, a tal "marolinha" se concretizou como previsto. E poderia ter sido muito menor se não fosse a ação sempre atenta dos "amigos" do PSDB e do PFL (que não sei por que se intitula Democratas), auxiliados pelos sempre covardes veículos da imprensa brasileira. Sem esquecer, naturalmente, do sr. Paulo Skaf, o todo poderoso da FIESP que capitaneou as demissões pelo Brasil afora.

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