sábado, 25 de setembro de 2010

MERCADANTE AMEAÇA ALCKMIN

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Apesar do desespero da mídia ao ler o resultado das pesquisas eleitorais, desespero esse que leva jornalistas como Fernando Mitre e Boris Casoy a desqualificarem as encostas feitas em parceria com os próprios veículos de comunicação que os empregam, parece que as eleições deste ano terão o condão de realmente, mostrar a todos que o povo rejeita sumariamente o jeito tucano de governar.

Privatizações, desemprego, economia decadente, descaso, preconceito com os mais pobres.

Só o fato de hoje em dia não se poder mais questionar abertamente um programa como o bolsa família, demonstra que verdadeiramente, os paradigmas do país são outros.

O povo percebeu que programas de transferência de renda não são esmola e nem bolsa vagabundagem, como já disseram tantos políticos do PFL (que por alguma razão do além se renomeou de DEMo). São meramente a porta de entrada para a dignidade. Para um prato de comida na mesa. E injeção de dinheiro nas economias mais miseráveis do Brasil.

Por isso o Nordeste cresceu em ritmo e percentagem tão acelerados.

Lula não inventou a roda. Só teve a coragem de fazer no Brasil, o que governantes dos EUA, Japão e Europa fizeram em suas respectivas nações em dado momento histórico.

Coisas essas que a nossa elite considerava lindas, mas quando eram feitas lá fora. Aqui dentro, como terão de ser feitas com o imposto de todos (e claro, incluindo o da elite), a coisa muda de figura.

De todo modo, a tal onda vermelha parece mesmo que vai tomar de assalto a nação toda. 

Até São Paulo, o eterno reduto de políticos conservadores e preconceituosos (que sempre se aproveitaram da mão de obra barata do nordestino miserável), parece estar querendo assumir outro rumo.

Na Vox Populi/IG/Band veiculada hoje, além de se reforçar os dados anteriores para a Presidência da República (desmentidos por Casoy em um libelo de veneno e pití), a pesquisa mostrou outra coisa que está tirando o sono da tucanolândia: Alckmin corre o risco de ir para o segundo turno. 

Talvez até nem perca. Mas segundo turno em São Paulo, hoje em dia, com as conjecturas eleitorais presentes, será mais uma facada nas costas da arrogância da USP tucana.

Será o alarme gritando que não adianta mais insistir em um modelo furado de política, quando o planeta todo pede por atuações eficazes, que na prática, surtam efeitos. Não mais o trololó amarelo e azul da eterna rifa do bem público e de adoração ao deus mercado. Aquele que tudo resolve.

No Rio Grande do Sul a vergonha foi tanta, que os eleitores da ficha suja Yeda Crusius sequer arriscaram dar as caras. No Paraná, Osmar Dias já ameaça concretamente o segundo turno do tucano Beto Richa. No Brasil todo, candidatos apoiados por Lula ou vencem no primeiro turno, ou vencem no segundo.

Naturalmente que, apesar de ser um bálsamo para os eleitores da esquerda, a atual situação esconde um perigo real. O perigo é o da inconformidade latente da direita raivosa existente no Brasil. Uma minoria barulheta, que não aceita um "não" como resposta. Lança mão dos expedientes mais baixos e dos golpes mais sórdidos para se manter no poder.

Esse filme já foi visto no Brasil e em tantos outros países. Convém muito ao brasileiro que acredita no regime democrático, saber separar a vagabundagem propalada pela imprensa brasileira, que tem partido e candidato, daquilo que é real. Convém ao brasileiro, ficar esperto, e não esquecer de levar dois documentos para votar. 

Sobre a vagabundagem da "grande" imprensa brasileira, vale ler a lúcida e muito boa reportagem de ISTO É presente na edição on line e na banca, sobre o criacionismo do golpe pela elite brasileira, que chama Lula de antidemocrático, mas que somente quer a volta da ditadura capitaneada, obviamente, por eles mesmos.

Clique aqui para ler. .



Clique aqui para ver o escorregão de Mitre e Casoy.
Clique aqui para ver Lula falando o óbvio. Que a imprensa tem partido.
Clique aqui para ver programetes que a tucanolândia tem soltado, por aí.
Clique aqui para assistir ao vídeo onde Dilma esculacha a Folha de S. Paulo.
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