domingo, 22 de maio de 2011

FHC NÃO AVISOU O GERALDO QUE É PRA LIBERAR A ERVA

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A teoria simples do Direito diz que em face da promoção de uma ilegalidade, é cabida a intervenção policial.

Em outras palavras, se você está fazendo apologia a um crime, em tese seria correto a polícia aparecer e, ou mandar parar ou prender porque ninguém parou.

Mas isso é teoria, afinal, o Direito é mutante e flexível. Os melhores doutrinadores assim demonstram. No caso de uma manifestação pacífica que pede a descriminalização de uma conduta, só pode ser truculência usar a polícia e descer o porrete junto com gás lacrimogênico.

É absurdo mas é o modo tucano de governar. Um modo que "dialoga" com as pessoas, que as "escuta" e as "considera". Alckmin não precisa gostar de quem defende a liberalização da maconha, mas deveria ao menos respeitar seu grito.

Só que é bobagem esperar coisa dessa natureza, vindo da polícia truculenta e do Governador brucutú da Chuíça brasileira. Os Estados governados por tucanos ou estão imersos na censura e na perseguição a músicos ou donos de bares (Curitiba), ou estão metendo bala de borracha em quem acha que a questão da droga poderia ser encarada de maneira diferente.

Esqueceram de falar pro Geraldo que o FHC corre o mundo pregando que fumar maconha não é crime. Verdade que o próprio FHC mandou esquecer o que ele escreve. O Geraldo esqueceu, mesmo.

Pra ver como Geraldo é sem noção, a mesma manifestação ocorreu em outros lugares, como por exemplo, em Porto Alegre. Mas Tarso Genro não mandou a polícia bater em ninguém. Os pretensos fumadores da pecaminosa erva terminaram o que tinham a dizer e foram embora, pacificamente. Ninguém foi preso nem apanhou dos fardados.

É assim que se constroem países democráticos. Descendo o pau em todo mundo que ousa discordar.

Aliás, deviam avisar o Geraldo que só quem pode descriminalizar a maldita é o Congresso Nacional, e não a sua Assembléia Legislativa. Sendo assim, não havia motivo pra mandar bater nos manifestantes. Ninguém da Opus Dei vai dizer que foi ele o responsável pela retirada desta letra da lei, se um dia isso passar.





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Clique aqui para saber "daquele" Senador tucano que foi pego embriagado e a mídia encobriu.
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sábado, 21 de maio de 2011

O SERRA TRABALHA?

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Tomando café em um estabelecimento (ruim e caro) do aeroporto de Curitiba, presto atenção na discussão da mesa ao lado. Era mais ou menos assim:

- Tá bom, o Lula tá cobrando caro por palestra. Mas tá trabalhando, não tá?
- É, sempre tem um louco pra pagar pra ouvir.
- O FHC não faz palestra? Ele pode, o Lula, não?
- O Lula é um encostado.
- Bem, ele tá trabalhando. Tá cobrando não sei quantos mil dólares pra palestrar. Inclusive, é bem mais do que consegue cobrar o Fernando Henrique. Aliás, me diz uma coisa. E o Serra, faz o que?
- Tão tentando colocar ele num instituto do PSDB. A presidência do partido não conseguiu.
- Então, e esse senhor vive do que? Já faz sete meses da eleição. Quem é que paga as contas dele? Ele trabalha?
- Ele é economista.
- Ah, mas e o diploma? Ele nunca mostrou. Não tem diploma válido no Brasil. Por acaso ele exerce e economia lá no Chile? Te pergunto de novo, o Serra trabalha?
- Deve trabalhar, eu não sei.
- Pois é. Então vai ver primeiro isso, e depois você vem falar mal do Lula que tá trabalhando e ganhando. Vai se informar primeiro quem é que paga as contas do Serra. Que eu sei, ele não trabalha.

Este blog gostou do diálogo.

Não foram poucas as vezes que ouvi que o Lula não trabalhava, nem quando era sindicalista. É o mesmo que perguntar pro músico, se além de musicar, ele "trabalha" também. Quando Lula era Presidente do PT e ganhava salário para isso, para ser político, pago pelo partido (e portanto, pelos filiados e etc), quantas vezes não falaram que ele era vagabundo?

Do FHC até nem dá pra falar nada. Mal e mal, ele faz as palestrinhas dele. Estão mirrando, mas ainda os amigos miliardários o contratam como forma de agredecimento pelos serviços prestados.

Agora, e o Serra? O Serra trabalha? Tentaram lhe arrumar uma boca na FIESP mas ele recusou. Era uma maneira de justificar o padrão de vida. Como ele não aceitou e não tem emprego conhecido. Como diz, que é honesto, a pergunta não me escapa. Quem paga as contas dele?


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Clique aqui para ver que BlablabláRina, a mulher árvore, tem que se explicar.
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ELEIÇÕES: É PRECISO DISCUTIR AS CIDADES

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É interessante notar a forma como determinada parte dos "formadores de opinião" (se é que isso ainda existe) trata aqueles que lhes destoam, ou que não lhes agradam integralmente.
Sobre a entrevista que o pré-candidato à Prefeitura de Curitiba, Rafael Greca, deu à Rádio CBN, disseram que foi um monólogo. Ora, pelo jeito isso se deu porque o entrevistador deixou o entrevistado falar, bem ao contrário do programa anterior, na Band News. Até o mundo mineral (como diz Mino Carta) sabe que a âncora Joice só deixa falar quem ela acha que deve. E isso coincide talvez, com sua preferência política. 

Mas isso é especulação minha. Imagina que alguém da imprensa tem partido ou preferência política? São todos tão imparciais!

Imparcialidade à parte, Greca falou e foi ouvido. E isso é bom. Ele tem algumas coisas a dizer, especialmente sobre uma cidade que vive quase que integralmente do passado recente glorioso. Curitiba um dia foi chique e invejada. Hoje afunda no próprio ocaso.

E olha que se quisesse, não teria motivo pra isso. Poderia continuar sendo progressista como foi no final dos anos 80 até metade dos anos 90. Curitiba tem um orçamento bem razoável, na casa dos 5 bilhões de reais. Dá pra fazer muita coisa com esse dinheiro, caso haja interesse.

Com obras não muito caras e idéias relativamente simples, dá pra desafogar o trânsito, dá pra voltar a tratar o cidadão mais pobre com decência, dá pra colocar remédios nos postos de saúde. Basta vontade e ânimo pra se libertar das garras do grande interesse financeiro, que domina não só a nossa administração, mas todas as outras do nosso país. 

Pra saber o que Greca falou na entrevista, clique neste link e veja porque ele não é o queridinho da midia. Quem fala a verdade, costuma não ser, mesmo. O povo é quem tem que se posicionar.


Clique aqui para saber por qual motivo em Curitiba se instala uma cegueira seletiva.
Clique aqui para ver que apesar da imprensa, o Brasil ja é a sétima economia do mundo.
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OUTRA APOSTA FURADA

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Uma coisa é necessário dizer sobre a direita raivosa brasileira. Ela joga unida.

Em tempos onde a incompetência da oposição partidária é tão descaradamente grande que ela ameaça simplesmente se extinguir, os amigos chegam e tomam as dores e a luta.

A mídia faz o papel que sempre fez nos momentos de dureza da elite nacional. Ela toma a frente. Vira o aríete mór da pilantragem.

No caso atual (pois cada mês tem um novo) o plano é velho e os atores também. O que muda é o enredo.

Querem destruir o Palocci. De novo. Nem vale a pena entrar no mérito da questão da empresa dele. Honesto ou desonesto, todo mundo sabe que é a mais pura verdade que se você é um ex-Ministro, seu valor no mercado simplesmente "bomba".  Basta perguntar aos tucanos que venderam a pátria e depois foram para a iniciativa privada obter mais um trocado. Vai ver se estão pobrinhos o Malan, o Arida, o Fraga e toda a camarilha.

Mas claro que a imprensa não está querendo saber dos de antes. Quer saber apenas dos de agora. E como o Palocci tem pés de barro, então acusa fácil as pauladas que leva.

Mas desta vez tem uma diferença em relação àquela vez, em que o destruíram. Antes, Lula não podia se dar ao luxo de segurá-lo porque ainda precisava construir o que construiu. Dilma pelo contrário, já pegou tudo prontinho. Já pegou maioria no Congresso, já pegou uma oposição absolutamente inutilizada, brigando contra ela mesma e mostrando a cara feia da Stazi nacional. Dilma pode se dar ao capricho de segurar quem ela quiser. 

Nestre caso, desta vez, a mídia que é bobinha e ingênua, vai levar cacete. Vai perder feio.

No paralelo, os tucanos vão se arrancando as próprias penas. Eu, por meu lado, vou assistindo de camarote essa nova aposta furada do imprensalão brasileiro.

Sabe o que a mídia "especializada" em política realmente preciava pra se dar bem? Estudar. Ler filosofia, Nietzsche e Maquiavel. Mas enquanto essa leva de jornalistas desesperados se preocupa apenas em ir ao botequim no final do dia, falar, falar, falar, e ouvir apenas o que ela mesma diz, vai continuar sem entender uma vírgula do que se passa. E vão continuar levando invertidas.

Como dito, Palocci tem pés de barro. Mas a mídia e a oposição conseguem ser bem piores.

Clique aqui para ver Suzana Vieira no corpo de uma jovenzinha.
Clique aqui para relembrar o que acontece com séculos de governo demotucano.
Clique aqui para relembrar o dia em que quase jogamos fora nosso tícket de loteria.
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terça-feira, 17 de maio de 2011

RADARES: RESCISÃO BEM ESQUISITA

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Falam que para o bom entendedor, meia palavra basta.

Não é verdade. Diversos professores de Direito reunidos nesta terça feira tentaram entender por quais motivos a empresa que administrava os radares em Curitiba, e que foi flagrada com a mão na massa no que foi denunciado pelo Fantástico como a indústria da multa, terá direito ao recebimento de uma indenização pela quebra de contrato.

Dizem que, ou o contrato foi muito mal feito, não prevendo a quebra por fraude ou por ilicitudes outras, o que livraria o povo de pagar duas vezes (pela multa fria de trânsito e pela multa para a empresa), ou ninguém nem sabe o que dizer. Teria algo estranho por aí.

Este escriba também não entende. Achava que era mais correta a rescisão sem indenização alguma, já que quem feriu o interesse público foi a empresa. E que ela se contentasse com o aluguel mensal nada baixo que receberá de agora em diante pela utilização dos aparelhos que serão "alugados" pela autarquia da Prefeitura, que passará a administrá-los.

Em ourtras palavras, deveria dar graças por ainda não levar um belo de um processo nas costas em razão do que permitiu. Isso, sem mencionar a hipótese (será?) nada remota de ter havido alguém na Prefeitura que levasse o seu para fazer o interface com a iniciativa privada que visava lucros.

Contudo, isso não desperta maiores interesses na população, que parece estar muito mais empolgada com a "fraude" das garotas tchecas do Pânico.

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SCHWARZENEGGER TRAIU. O QUE SERRA ACHA DISSO?

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Você pode dizer que essa notícia não tem nada a ver com política. Mas tem, e tem muito.

Arnold é um cara surpreendente. Realmente não há o que dizer sobre sua capacidade de mudar as coisas e reverter a situação em seu favor. Era um zé ninguém na cidadezinha de Graz, na Áustria onde nasceu. Ralou e tornou-se diversas vezes Mr. Universo e Mr. Olympia, ao ponto de ser o expoente máximo dos fisiculturistas ainda décadas depois de abandonar a malhação como forma de vida. Praticamente em qualquer academia de marombeiro, você ainda encontra um pôster dele perdido.

Daí ele foi fazer a América, e fez muito bem. Todo mundo conhece o cara. Virou governador do Estado mais rico e dizia a lenda que pretendia mudar a constituição para ser Presidente dos Estados Unidos.

Ainda bem que não conseguiu. Mas quem acompanhou sua carreira sempre soube que seu gol era a política. Ele já dizia isso até antes de casar com Maria Shriver, sobrinha dos Kennedy. As más línguas dizem até que foi por isso que casou com ela. Puro interesse. Conttudo, Kennedy era democrata (em tese, moderado). Arnold descambou para os republicanos (bandidos).

Mas Arnold nunca escondeu sua via safada, por assim dizer. Quem acompanhou sua primeira vinda ao Brasil ainda nos anos 70, sabe disso. Nem nunca negou o passado obscuro de seu pai. Falam, sem contestação oficial, que ele fazia parte do partido nazista em sua terra natal. Politicamente Arnold enveredou por um caminho tortuoso, apoiando Bush e suas guerras insanas. Chegou a ser defenestrado mesmo na Alemanha, onde o povo se opunha ao massacre de civís inocentes perpetrado pelo carniceiro maior de Washington.

Com o escândalo de infidelidade, Arnold sabe que está a um passo da morte política. Os EUA, terra da hipocrisia, não perdoam essas coisas. Você pode matar alguém de fome, num bombardeio ou lhe jogar agentes químicos que farão nascer com defeitos físicos e cerebrais 5 gerações  na frente. Mas traição no casamento não se perdoa. Basta ver como terminam a maioria das histórias de hollywood com esta temática. Não basta o sermão. No final, ainda é capaz do traidor morrer assassinado ou atropelado.

Arnlod não se segurou. Foi ter um filho com a empregada. Em sua própria casa, debaixo do nariz de sua esposa. Ele bem que merece levar porrada, convenhamos. Mas aqui, o que nos importa é a política. E como a América tem ainda muito poder, é bom saber que mais um bastião da pilantragem caiu por terra, derrubado pela própria enganação. Não foram poucos os discursos engajados de Arnold em favor da família. Bem, ele está construíndo famílias por aí. Deve ser esse o ponto.

A América e o mundo ficarão melhor sem essa pessoa em algum cargo político. Que volte para o cinema onde fez sim, coisas boas. Conan e o Exterminador são impagáveis. O resto é lixo, verdade. Mas não importa. Ver Arnold fora da política é um prazer inenarrável para este escriba, que passou a adolescência assistindo os filmecos do ator, mas depois se desapontou quando descobriu de quem realmente, se tratava a peça.

E agora, nos cabe perguntar. O que será que acha o Serra sobre isso? Afinal, ele se dizia tão amigo do governador, tão íntimo (trocaram 45 segundos de conversa). Será que Arnold lhe pedirá conselhos? Convém lembrar que Serra nas últimas pelejas falava mal do aborto, mas se "esqueceu" de contar que sob seus auspícios, sua mulher havia feito um.

Com certeza é coisa da direita. Americana ou brasileira.


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SERRA SAIU DO LIMBO PRA FALAR OUTRA BOBAGEM

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A política tem essa coisa curiosa do "estar na mídia". Para o candidato que não tem bases populares, não anda na rua e não fica perto do pobre porque ele tem cheiro de pobre, isso é muito importante. Afinal, a mídia, última e (quase única) aliada do candidato da elite preconceituosa e mesquinha, é a responsável pela criação e veiculação dos factóides mais tontos.

Eis que o cidadão chamado J. Serra saiu das obscuras galerias endoterrenas onde passa as noites a perambular,  para voltar à luz e dizer o que disse. Que Dilma recebeu uma herança maldita de Lula.

Serra não sabe o que falar e fala logo isso. Depois não compreendem por quais motivos a oposição sumiu do mapa eleitoral brasileiro.


A qual herança maldita será que ele se refere? Ao virtual desemprego zero (quantos países no mundo conseguiram chegar a 6,5 de taxa)? Ao crescimento estimado pelos organismos internacionais (aos quais os tucanos sempre foram servís) de 5% estáveis pela próxima década? Ao fato de ter deixado o posto de 15° economia do mundo no tempo de FHC e pulado pra sétima hoje em dia?


São muitas as heranças malditas de Lula, dá pra ver.

Porém, uma boa herança que ele deixou e que só aprendeu quem prestou atenção, é a de não se afastar do povo. Obviamente, lição que um demotucano não poderia absorver. Serra segue à risca a sugestão de seu padrinho, Don Fernando. É perda de tempo ir atrás do pobres.

Veja a foto acima, da época da campanha eleitoral. Ao lado de Beto Richa,  Governador do Paraná, sempre fiel aos ideais privatizantes da tucanolândia, Serra finge que beija a mão da pobre senhora.

Ora, se ele considera não higiênico e que pode pegar sapinho, então não faça nada, mas não seja tão duas caras.


Já como disse José Simão, é mentira que Serra tem duas caras. Afinal, se ele tivesse duas, por que faria questão de usar justamente a mais feia?


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segunda-feira, 16 de maio de 2011

FHC: "LULA MAMA NAS ELITES"

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FHC fala demais. Fala o tempo todo. Fala porque a boca mexe.

O que acontece com o homem que foi Presidente da República, e teve a chance de entrar para a história como o maior de todos? Ora, o plano Real não começou em seu governo, ele apenas pediu carona. Mesmo assim, a fama lhe pertence, e estamos todos ok com isso.

Depois de debelar a inflação, FHC poderia ter dado continuidade às promoções sociais que ele alega ter inventado. O Bolsa Família, o bolsa  não sei o que. Se ele inventou, porque ninguém se lembra disso? Será que é porque em seu governo nada funcinava e não passava de esmola para calar a boca do pobre, servindo de cabresto eleitoral?

Se o governo tucano tivesse sido assim tão bom, será que ele não teria feito o sucessor? Ou só FHC está certo e todo o resto do país está errado? É uma conspiração para desacretiar o coitado do Don Fernando? O povo sumiu com o PSDB dar urnas por 12 anos só pra fazer pirraça?
Se Lula é acusado de usar as Bolsas como moeda de troca, então FHC deveria também. Se diminuir com a pobreza extrema, se trazer pessoas para a classe média consumidora (como se faz na China) ajuda a crescer a economia do Brasil, porque FHC não fez o mesmo?

A resposta é simples e se divide em duas vertentes. Ou ele é um bruta incompetente, ou simplesmente não se interessava.

E bruta incompetente todos sabemos que ele não é. Apenas estava a serviço da mesma massa cheirosa que diz agora, Lula lhe mama nas tetas.

FHC zomba da inteligência do cidadão comum. A inveja lhe corrói.

Mais bonito teria sido reconhecer os feitos de Lula e reconhecer os próprios defeitos. O povo veria sinceridade em suas palavras, poderia até votar nele para alguma coisa. Veria que ele "tentou".

Acontece que ele não "tentou". Foi apenas um embuste. FHC delira e ainda pensa que está ainda na ilha da fantasia que foi sua gestão. O espelho não lhe serve para nada.

E veio novamente desafiar Lula para uma eleição.

Não dá mesmo para acreditar que esteja falando sério. Ou será que ele pretende mudar as regras eleitorais deixando só o pessoal do Higienópolis  votar? Daí sim, ele ganha.

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domingo, 15 de maio de 2011

AUTORITARISMO EM CURITIBA

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Esta verdadeiramente difícil entender o que estão pretendendo a Prefeitura de Curitiba e o Governo do Estado do Paraná, com as atitudes que vêm tomando.

Uma das casas mais tradicionais da cidade foi fechada na base da truculência neste final de semana. O motivo alegado era "som alto". Quem não é da capital do Paraná e possa imaginar que lá rola alguma coisa como rock pauleira, se engana redondamente. De forma geral, as músicas se utilizam do piano e instrumentos desse náipe. No Beto Batata, a casa fechada, a fama veio pela batata suíça do título, e pela boa música, normalmente um jaz ou tango.

Doloroso imaginar que público desse tipo de entretenimento seja arruaceiro.

E não é.

Mas a Prefeitura tem critérios curiosos. Leva um técnico com seu medidor de decibéis. A medição, sendo feita a partir da rua, capta todo o barulho da região, incluindo o trânsito de carros. Mas tudo é computado na conta do comerciante da noite. Outra reclamação constante dos empresários é que para a liberação do alvará, muitas dificuldades são sempre apresentadas. O que é requisito para os Bombeiros, muito normalmente vai contra o requisito da Prefeitura. Ou seja, muito raramenrte alguém consegue se adequar. A Prefeitura exige porta dupla para não vazar o som. Os bombeiros não a querem por causa da segurança. Sendo assim, todos são unânimes em dizer. Os órgãos públicos criam dificuldades pra vender facilidades.

E olha que essa frase é do tucano José Serra. 

Mas o Governo do Pararaná é do tucano Beto Richa. E a prefeitura é do neotucano Luciano Ducci.

Ocorre que quando a fiscalização chega nas casas, vai levando mais de uma dezena de viaturas, com sirenes ligadas e policiais armados. O cliente que está alí dentro é obrigado a deixar o lugar (normalmente sem tempo de pagar a conta) e o empresário é tratrado como se fosse marginal, e não um gerador de emprego e renda.

A cidade de Curitiba em seus caminhos tortuosos já fechou a Pedreira Paulo Leminski, que nos anos 90 foi palco dos mais interessantes shows das mais variadas estirpes. Desde José Carreras até bandas como o extinto INXS. Hoje em dia, a Prefeitura se preocupa em proibir a música nas praças e a perseguir quem lida com a música. Parece obstinação.

O direito ao sono e ao descanso é elementar. Mas as casas que são fechadas, boa parte delas sequer têm som aplificado em alto brado. Não dá pra acreditar que um piano incomode tanto assim.

Mas incomoda alguém do poder público.

A ilha da fantasia de Curitiba começa a ruir até mesmo para aqueles que sempre acreditaram na propaganda poderosa da administração municipal. O curitibano, que historicamente não aceita críticas sobre como sua cidade é conduzida, está tendo que engolir em seco o autoritarismo de seus governos.

Por outro lado, as eleições estão chegando. A hora do revide também.

Clique aqui para ver sobre o pedágio urbano que alguns acham bom ter em Curitiba.
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sábado, 14 de maio de 2011

NORDESTINOS DEVIAM ABANDONAR SÃO PAULO

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A suposta elite paulistana reclama que pegam  no pé dela. Ela não se acha excludente, ela não se acha racista.

Verdade. Contanto que o nordestino fique engraxando seus sapatos, a empregada limpe bem a casa, e o motorista continue vendo os absurdos, mas se mantenha calado, ela não é nada disso. É uma elite tranquila.

Quando os pobres começam a se rebelar, o bicho pega. Foi o caso do bem humorado protesto em favor do metrô na efeagácêlândia, o bairro do Higienópolis.

Na materieta publicada no estadão, os comentários foram os mais diversos. Diversos mas com o mesmo tema. A exclusão.

"Querem direitos? Voltem pra Bahia".

Sinceramente, era o que cada nordestino deveria fazer. O que cada sulista, o que cada pessoa de outro lugar que não seja a ilha da fantasia tucana.  Deveriam sumir de São Paulo e deixar a suposta elite excludente morrer à mingua.

Como é sabido, o nordeste cresce muito mais economicamente que São Paulo, que estagnou.

Vamos ver se a cidade se sustenta só com dondocas passeando no shopping o dia todo.

Clique aqui para ver que o autoritarismo é a marca de outra cidade tucana.
Clique aqui para ler sobre os comunistas da Veja.
Clique aqui para saber a estratégia da mídia em relação a Dilma.
Clique aqui para ver que apesar da imprensa, o Brasil ja é a sétima economia do mundo.
Clique aqui para ver como é uma cidade de primeiro mundo no sul maravilha.
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MARINA TEM QUE SE EXPLICAR

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Este blog em diversas outras situações já havia alertado que Marina Silva, a sacrosanta, era um embuste.

Ora, para alguém que andasse sobre as águas, de tão pura que se julgava, era no mínimo estranho que tivesse percorrido a campanha presidencial como ela percorreu.

Então, tivemos algumas pérolas aqui publicadas. Elas remontam que a beatificada não era assim tão transparente como afirmava ser. E que em política, é necessário bem mais do que um trololó para vencer uma eleição.

Até o mundo mineral (como diz Mino Carta) sabia que ela foi abduzida do PT para o PV, para se candidatar, tirando votos de Dilma e levando Serra ao Segundo Turno. Só Marina achava que os verdes a haviam procurado porque acreditavam em sua causa. O PV tinha o plano perverso de, vencendo Serra, descartar Marina e se acoplar definitivamente aos altos cargos da Rebública. Se Marina quisesse fazer parte do plano, tudo bem. Se não, que se mandasse.

Marina foi a única que não achou nada estranho que de repente, a mesma mídia que lhe descia o pau enquanto era Ministra, passou a tratá-la como se trata a mãe do Salvador.

Marina era uma ingênua?

Talvez. Mas o que foi visto esta semana, quando o deputado Aldo Rebelo falou o que tinha que falar, trouxe um gosto estranho na boca dos bem intencionados que de verdade, acreditaram no blablablá eleitoral que ela pregou. O marido da mulher verde é um desmatador? 

O desgaste foi tanto que até o PV, partido que já a havia abandonado (só ela ainda não tinha notado, pra variar), resolveu prestar um socorro. Não por solidariedade e sim, por interesse. Mesmo jogada às traças, Marina ainda é a única estrela do partido com alguma credibilidade popular. Como o plano de fazer Serra vencer e se pendurar nos ministérios não deu certo, não convém jogar no lixo tão rápido, a única pessoa que pode significar a sobrevivência política da patota da ideologia magrela.

Está então, mais do que na hora desta mulher, que se julgou acima do bem e do mal, que flertou e utilizou muito bem os préstimos da direita canalha que infesta o país, os holofotes da mídia, e os votos dos incautos, vir ao público e se explicar. Com muito mais ânimo do que ela tem demonstrado.

Veja a seguir, por quais motivos estge blog nunca acreditou na mulher-árvore.

Clique aqui para ver o blog cantando a bola, no blablablá de Marina.
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sexta-feira, 13 de maio de 2011

KASSAB E GERALDO VIRARAM COMUNISTAS

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Eric Hobsbawn (o que a Veja acha que não sabe nada) disse certa vez sobre a democracia. Nela, o governante por ser obrigado a dar satisfação para as pessoas, porque depende do votos delas, acaba por não fazer barbaridades.

É justamente a lógica do que está acontecendo na ilha da fantasia chamada São Paulo. Kassab e Geraldo, dois governantes talhados e forjados pelas "elites" separatistas, foram obrigados a pisar no freio.

Ocorre que o populacho bem vestido e cheiroso do Higienópolis resolveu boicotar a linha do metrô que passaria pelo bairro célebre por ter como morador o vendilhão mór da República, Don Fernando H. Cardoso.

E como sabemos, metrô é coisa de pobre. Nada a ver ter um negócio de pobre enfeiando as belas calçadas de um bairro tão chique, onde até os cachorros andam de sapato (no Shopping Higienópolis).

Danem-se os peões e as diaristas que precisam vender barato seus serviços por lá.

Aí, eis que surge a tal democracia, esse incômodo monstrengo inventado por algum desocupado, provavelmente europeu, que obriga as coisas a ficarem no meio termo. Kassab, que flerta com os eleitores de Dilma porque os nazifacistas do demo estão em extinção, foi o primeiro a capitular. Falou em entrevista, quase batendo na cara dos bacanas que firmaram o manifesto, que eles são "minoria".

Geraldo, narigudo de nascença e de profissão, veio logo em seguida com a mesma cantilena.
Hoje, Geraldo e Taxab são autênticos comunistas, preocupados com o bem da população e vigilantes do que o Estado deve fazer em favor do cidadão comum.

Obviamente nos jantares do final de semana, pedirão desculpa por tamanha afronta. Bem que o FHC avisou pra não ficar dando bola pra eleitor do PT. Mas em política, sabemos como é. A sobrevivência fala mais alto.


Clique aqui para ver que Marina Transgênica Silva tem que se explicar
Clique aqui para ver a Veja entregando o jogo.
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quarta-feira, 11 de maio de 2011

CEGUEIRA SELETIVA

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Este escriba foi adotado pela cidade de Curitba há quase 4 décadas. Ama a cidade com todo o coração e trocaria sua casa talvez por poucas outras cidades em todo o planeta. Mesmo assim, o amor não o tornou cego ou cretino.

Digo isso porque já há muito tempo o curitibano adotou uma espécie de cegueira seletiva. Ignora os problemas e enaltece as vantagens. Longe de ser um comportamento estranho, já que quase todo mundo faz isso em sua vida pessoal, é sim, um comportamento nocivo e muito pouco produtivo quando se fala da vida em uma cidade.

Ora, o curitibano, de nascimento ou não, vive em Curitiba. Em outras palavras, esconder os defeitos da cidade só traz um beneficiado. O administrador público, que se desobriga da verdadeira administração, já que o povo insiste em pensar que está no Jardim do Éden.

Essa coluna de Fábio Campana mostra que o tal Ligeirão ganhou uma notinha na revista Time. Um dos parágrafos fala do "gol" marcado pelo (supostamente) bom sistema de transporte coletivo da capital do Paraná.

Bom para quem, cara pálida? Certamente não para quem o usa. Não para quem acorda as 6 da matina e enfrenta a lotação. Não para quem precisa chegar no horário mas tem que conviver com os atrasos ou com o pouco caso das empresas de transporte. Não para quem é assaltado, atropelado, e acidentado dentro ou por um ônibus, pilotado por motoristas que, com a espada no pescoço, precisam chegar no horário para não levarem multa e verem seu já microscópico salário ser ainda mais diminuído.

Quem ganha com a falação, com a imagem que Curitiba insiste em passar para o mundo? De que aqui tudo funciona?

Não é o curitibano.

Por fora bela viola, por dentro pão bolorento, dizia minha nona em sua inescapável sabedoria. Curitiba, progressista como sempre foi, deveria tomar de novo as rédeas da cidade em suas mãos e dar um basta na propaganda mentirosa. 

Contar vantagem é feio mas é até aguentável, se a vantagem não for mentirosa. Curitiba vive de um passado que não existe mais e parece que não está interessada em torná-lo realidade de novo.

E as eleições estão chegando. De que lado o curitibano está. Da cidade (e de cada um dos moradores) ou do lado dos que fazem a fama, deitam na cama e fazem da administração pública um trampolim para o engrandecimento do ego?

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segunda-feira, 9 de maio de 2011

VEJA SE ENTREGA E CHUTA O BALDE

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Ao escrever o post anterior a este, passando pelas virulentas páginas virtuais da revista Veja, não me contive. Fui obrigado a me embasbacar ao ver que passando o mouse sobre a velhinha sentada no banco, comemorando o Dia da Vitória, Moscou estava escrito com "w", obviamente, como se escreve em inglês.

Pensei com meus botões se o editor nunca ouviu falar da cidade e portanto, não sabe que ela tem um correspndente em nosso idioma, ou se é a sede de parecer o que não é. Ou seja, sobrinho do Tio Sam.

Coisas da mesma lavra foram feitas quando simpatizantes do PSDB nas prévias das eleições do ano passado, estamparam milhares de camisetas com Brasil escrito com "Z". Como se fosse na América. 

Uma coisa é fazer isso com palavras sem o correspondente em português; é justificável. Outra coisa é ser patético a esse ponto. Obviamente tanto a Veja quanto a tucanalha, querem entregar o país e sua cultura. Mas será que não dá primeiro pra esperar Obama assinar o cheque?

Clique aqui para ler sobre os comunistas da Veja.
Clique aqui para saber a estratégia da mídia em relação a Dilma.
Clique aqui para ver que apesar da imprensa, o Brasil ja é a sétima economia do mundo.
Clique aqui para ver como é uma cidade de primeiro mundo no sul maravilha.
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OS COMUNISTAS DA VEJA

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Que a revista Veja é um panfleto patético, não precisa dizer. 

Mas o que este escriba vai relatar agora, realmente aconteceu.

Em um almoço com pessoas da classe média alta da cidade "maravilha" do Sul do país (Curitiba), dois senhores da direita política, um moderado e outro extremista raivoso, discutem os termos de alguma "denúncia" lançada pela editora Abril. Paciente e esperando rir muito, lá estava eu, na frente dos dois, ouvindo seus lamentos.

Dado momento o sr. extremista pergunta ao sr. moderado, o que ele tinha achado então, do mais recente "escândalo" do governo do PT, mostrado pela Veja naquele domingo.

O moderado olhou para ele, pegou a taça de vinho, bebeu um longo gole e emendou serenamente: "olha fulano, se é a Veja que tá falando, convenhamos, tem grande chance de não ser nada disso. Ela só mete o pau no governo. Não é possível que eles só façam besteiras. Ninguém é totalmente burro ou mal intencionado".

Descrente no que ouvia, o sr. extremista já puxou a peixeira. "Ah, cicrano, era só o que me faltava. Agora você tá do lado do PT? Tá defendendo estes comunistas?"

Eu quase explodi de tanto rir.  Fazia tempo que eu não ouvia alguém chamar o outro de comunista. Até os anos 80 isso era como dizer que alguém era filho do demônio. Hoje, a palavra comunista se perdeu nos livros de história como quase tudo na vida. Jovens de vinte e poucos anos, na minha presença, já confundiram a suástica nazista com a foice e o martelo. Não tinham idéia do que era cada um dos ícones.

O sr. moderado, aparentemente arrependido de ter entrado naquela discussão em específico, disse ainda mais calmo: "olha, volta pra casa e dá uma olhada. Tenta achar quantas críticas ao PT tem na revista e quantas tem a alguém do PSDB. Não é possível que você não ache que tem alguma coisa errada. Usa teu cérebro, fulano!"

"Você bandeou pros lados da esquerda, é?, cicrano?"

"Não debandei pra lugar nenhum. Mas que tipo de idiota você acha que eu sou? Eu sei reconhecer um exagero quando vejo um".

Pra celebrar a breve e ilustrada discussão, resolví eu voltar pro computador e colar o que encontrasse no site da revista na data de hoje. O placar era enorme. Dos 5 artigos sobre política, 4 eram cacete no PT, sempre textuais (o "PT" isso, o "PT" aquilo). O único que não era, defendia o Serra e atacava o Alckmin. Mas era fogo amigo. 3 dos gritos contra os comunistas, são esses do destaque. Um coladinho no outro.

Clique aqui para ver o que Israel (e a Folha) acha da política do Brasil.
Clique aqui para ver Serra levando bordoada de um mexicano.
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domingo, 8 de maio de 2011

TROLOLÓ: O ESTADO NÃO ESTAVA QUEBRADO?

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A cada dia que passa, se nota, e sobram muito poucas dúvidas, de que o trololó tucano é igual em todo lugar. Beto Richa assumiu o Estado no começo do ano fazendo um estardalhaço tremendo, falando que o Paraná estava quebrado, e que os autores da quebra eram Requião e Pessuti.

Este escriba já adiantou que era trololó e que tudo não passava de uma boa desculpa pra duas coisas. Primeiro, pra não investir, sob a desculpa de que não havia dinheiro. Depois, pra privatizar. 

Ora, ora. Até o avião o Governador já vendeu. E vendeu pra pagar muito mais em aluguel a uma terceirizada. E dizem os noticiosos, que foi sem licitação. 

Que belo negócio é trabalhar assim.

A Gazeta do Povo deste domingo nos traz mais uma pérola. O Estado está fazendo superávit.

Ora, se o tesouro consegue guardar, é porque não existem contas a pagar. E se tem, o Governador é caloteiro porque está segurando a grana ao invés de repassar a quem prestou os serviços. O que Beto prefere, ser chamado de mentiroso ou de caloteiro?

É matemática básica. Dinheiro o Estado tem. E se tem, por qual razão não investe?


Clique aqui para ver que tem gente que gostaria de implantar o pedágio urbano em Curitiba.
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sábado, 7 de maio de 2011

RICHA SE IRRITA COM REPÓRTER

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"Muita calma nesta hora" deveria ter sido dito ao Governador Beto Richa, quando lhe perguntaram quem emprestou (doou, conforme palavras dele) o helicóptero que ele usou em São Paulo.

Ele falou que um pedaço do trecho, o bólido era da CBF em razão das questões da Copa do Mundo. No outro trecho, sobre o voador que quebrou, ele falou que era doação.

Uma pergunta tímida de um repórter, aparentemente da Band News Curitiba foi ouvida. "Quem doou?". Richa ficou bravo, como ficam os tucanos nas raras vezes em que são encostados na parede por alguém da imprensa. Disse que não sabia e que a imprensa poderia procurar saber, que isso seria proveitoso.

Irritação era o nome do meio de Richa.

Curioso. Se eu tivesse que pular de para-quedas, gostaria de saber quem o enrolou. Vai que é meu inimigo?

Mas Richa não deve ter essa preocupação. Com certeza ele só tem amigos, ainda mais na alta classe, onde existem muitos helicópteros disponíveis para empréstimos.

Clique aqui para saber dos radares de Curitiba. Coisa de "primeiro mundo".
Clique aqui para ver a maravilha dos guardadores de carro em Curitiba.
Clique aqui para ver o motivo da falência da viabilidade de Curitiba.
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FAVELA LANÇA PORTAL DE NOTÍCIAS

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Em primeiro lugar, este blog pede desculpas por usar no título o termo "favela". Hoje em dia é políticamente incorreto falar assim. Mas "comunidades do Rio" seria muito grande pra caber no curto espaço de uma manchete, além do que, seria incompreensível para os leitores de outros países. 

Dito isso, aquilo que você conhece por imprensa está com os dias contados. Os motivos são diversos, mas todos igualmente alviçareiros. 

Pode ser o fato de que a internet já tem mais audiência do que a televisão, pode ser porque nos EUA (por exemplo) existem mais computadores do que TVs, pode ser porque no Brasil (mas não só aqui) o grande público já percebeu que a mídia tradicional manipula de acordo com seus próprios interesses; pode ser também porque cada vez menos pessoas compram jornais e revistas, sabendo que a mesma informação, só que muito mais independente de transparente, pode ser obtida na rede, e praticamente de graça.

Por que gastar dez reais num exemplar da Veja para ter a certeza de que está sendo enganado e levado a pensar como a Editora Abril quer que você pense e assim, favoreça e contribua com o que é vantajoso para ELA? Não tem lógica.

O Folhetim deste sábado nos traz uma nota interessante. Um tuiteiro da favela do Alemão lança um portal de informações das comunidades pobres do Rio. Claro que a Folha observa apenas pelo prisma dela, seja por cegueira, seja por má intenção. Mas o dado concreto é que um portal de informações das favelas traz a notícia que possivelmente a imprensa comum, não se interessa em dar. E não dá por "n" razões.

Se o portal traz outras notícias, significa que o povo provalemente o lerá, deixando de lado a mídia comum e, quando perceber que o mesmo fato é tratado de forma diferente pela imprensa tradicional e pelo novo portal, tendendo a acreditar muito mais naquilo que lhe está próximo e ao menos num primeiro momento, livre de interesses escusos.

O que a Folha não analisa é que este portal, assim como os blogs progressistas, os tuiteiros e uma rede fabulosa de emails, lhes tira fantasticamente o público. E mais, obriga a mídia tradicional a ser menos canalha, já que sabe que é muito fácil atualmente para o cidadão comum, fazer o comparativo de uma notícia através de diversos meios de informação e até de sites distintos.

Não é à toa que o imprensalão quer por todos os meios frear o Plano Nacional de Banda Larga. Com mais banda larga acessível, menos o povo está na mão das 8 famílias que comandam a grande mídia do país.

Dois urras para a boa iniciativa do rapaz da comunidade. A mídia vai cavando sua própria cova a cada dia, em consequência de sua própria fanfarronice.

Clique aqui para conhecer o tal portal.
Clique aqui para ver que o paraíso existe. E fica no sul.
Clique aqui para ver Geraldo dando um pé no traseiro de quem foi seu capacho na campanha.
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sexta-feira, 6 de maio de 2011

JUSTIÇA QUER ACABAR COM A INDÚSTRIA DA MULTA

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Quem conhece pouco o Brasil e pouco o resto do mundo, continua enganadamente imaginando que ainda somos uma nação que engatinha. Tolos os que perdem tempo olhando uma nação exclusivamente pelo que a grande mídia os deixa ver. Perdem o bonde da história.

De todo modo, de quando em quando conseguimos garimpar as boas notícias que escapolem pelos dedos de uma imprensa comprometida, na maior parte, com os interesses do grande capital. Uma das boas notícias é essa decisão do Tribunal de Justiça do Paraná, que mostra que uma empresa privada (economia mista, no caso de Curitiba) não tem poder para multar o cidadão eventualmente infrator, e se esbaldar no lucro de uma indústria fabulosa como é a da multa.

Quem dirige por Curitiba (e por qualquer outra cidade com administração de trânsito similar) nota que os congestionamentos transbordam, que o opaco planejamento urbano floresce e que a paciência do motorista acaba. E ao menor erro do motorista, lá está, escondido atrás de um poste ou de um telefone público, um agente da "municipalidade" a tascar uma multa no já chicoteado lombo do cidadão pagador de impostos.

É a sanha da arrecadação. Chega um momento, onde a sede de lucrar é tão grande, que as garantias de que você não será multado sem ter cometido a infração, vão pelo ralo. Quem já experimentou recorrer de uma multa sabe bem do que falamos. Quantos já ganharam um recurso?

Nos anos Reagan nos EUA, uma decisão causou polêmica. Aquele governo fazedor de guerras resolveu privatizar algumas prisões da América. A idéia proliferou na surdina e sem que o povo soubesse, boa parte das penitenciárias eram controladas por um ente privado, que visava lucro. Em outras palavras, quanto mais presos o sistema absorvesse, maiores seriam os ganhos. Experimentou-se então, ainda sem a total percepção do cidadão estadunidense, um "inexplicável" inchasso nas cadeias daquele país. A impressão que passava é que gente não tão criminosa estava começando a ser presa. E alguém ganhava com isso.
A Justiça americana esquivou-se de analisar detidamente o caso. É compreensível, pois o país jogou fora os ideais libertários advindos da Revolução Francesa, que ele mesmo ajudou a construir e dar suporte. A América a partir dos anos 70 se transformou basicamente em um imenso balcão de negócios e o povo, claro, ficou de fora.

Mas não foi só lá. O planeta todo encontrou a Pedra Filosofal dos ganhos sem fim obtidos com o vilipêndio do cadáver da pessoa comum. Volta e meia contudo, alguém levanta a cabeça e manda pararem.

A decisão da Justiça paranaense não vale para todos, pois ela só tem efeito para o autor da ação. Os que se interessarem e resolverem questionar a validade das multas que receberam (e muitas vezes, levaram à perda da habilitação), deverão ingressar com suas próprias demanda jurídicas.

Dois vivas para os magistrados do Paraná que deram início ao tão necessário freio ao abuso de autoridade e à crescente mercantilização do bem público, obtido desavergonhadamente em cima do cidadão comum.


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Clique aqui para ver o pastelão insosso de Azevedo, o poodle da Veja e dos ricos.
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quinta-feira, 5 de maio de 2011

BORNHAUSEN PEDE ÁGUA

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Em política, pouca coisa é mais prazeirosa do que abrir os informativos e se deparar com notícias como essas do destaque. O neonazi Bornhausen pedindo a Aécio que se alie a Kassab.

Ora, ninguém botava fé nesse tal Gilberto Kassab. Era um João Ninguém cria dos tucanos de São Paulo, vice-Prefeito de Serra, atuante no limbo da política até ontem. E agora? Agora é um superstar que está movendo montanhas. O que Kassab está fazendo é comparável à invenção do fósforo.

Ele não inventou o fogo, mas deu um jeito de fazer com que ele fosse prático e acessível.

E o mais bacana de tudo, fez tudo isso nas barbas de José Serra e da arrogância da política tucana de São Paulo.

Ora, Kassab não ficará tão na oposição de Dilma, e isso é sabido. E ver Bornhausen pedir para Aécio ( a tábua de salvação do tucanato), que peça água para o rebelde Prefeito, é porque realmente as coisas estão bem diferentes. Em outras palavras, é porque visivelmente a oposição sacana, insana e sedenta de sangue, acabou.

Só pelo fato de ver os demos fazendo fusão com os tucanos já é motivo de regozijo. Não pelo fim da oposição, já que ela em sí, é importante para qualquer sistema democrático. Mas pela conversa mole, excludente, safada e preconceituosa que a direita brasileira sempre imprimiu. Desde a cantilena de que primeiro era preciso fazer crescer o bolo para depois distribuí-lo até a condenação do bolsa família, cada sandíce da Gestapo brasileira foi sendo enterrada diaramente pelos fatos. Afinal, é incontestável. Lula e Dilma fizeram o país mudar de cara. E o povo tem dinheiro no bolso. Pelo jeito, o que eles pregaram estava certo.

Bornhausen que queria extinguir a "raça" da esquerda brasileira por vinte anos, está tendo que engolir com farinha (nordestina) suas sábias palavras. Kassab, que era escorraçado por Serra dia sim e outro também, está dando boas gargalhadas. Sejamos sinceros, nem ele pensou que criar um partido daria assim, tão certo.

Pelo andar da carruagem, a oposição ficará de novo, sem discurso para o próximo pleito. Falar bem de Dilma não dá. Falar mal tira votos. Que caminho seguirão*?

* O caminho da oposição, sabidamente, é o quanto pior, melhor. A mídia farisaica e a direita estão apostando e trabalhando com setores específicos, para fazer voltar a inflação. Só isso poderia arranhar a imagem de Lula e de Dilma. E contra a inflação, o Governo deverá agir rápido. Falando francamente, Dilma está meio lenta nesse quesito.

Clique aqui para ver o ótimo recorte de idiotices de Bolsonaro, feito por Douglas Yamagata.
Clique aqui para ver Dilma esculachando a Folha.
Clique aqui para ver que como FHC, Serra também foi professor de Deus.
Clique aqui para ver que FHC surrupiou obra de um colega e disse que era dele.
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quarta-feira, 4 de maio de 2011

PESQUISAS: A FICHA COMEÇOU A CAIR

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Uma pesquisa recente mostrou que a ficha dos eleitores começou a cair. Em diversas cidades onde o vice assumiu a Prefeitura para o antigo titular do cargo concorrer a outra cadeira, houve num primeiro momento, uma estabilidade na aprovação ou desaprovação.

Ocorre que a maioria das pessoas não se apercebeu que o anterior alcaide já não ocupa mais a função. Ou seja, o vice atuava mas o povo ainda pensava que era o antigo. E isso para bem, ou para o mal.

Em Curitiba não foi diferente. Saiu Beto Richa para ser Governador e na primeirissima pesquisa logo depois do início do ano, o atual Prefeito, Luciano Ducci, foi absolutamente bem avaliado. Coisa que não correspondia com a verdade, considerando que boníssima parte dos entrevistados sequer sabia quem era ele.

Em outras palavras, o povo não sabia que o Prefeito tinha mudado.

Agora as melancias no caminhão começaram a se acomodar. O povo de Curitiba, que não é cego por natureza (apenas por opção), olhando para as imensas deficiências da administração pública municipal, começou a se dar conta que a culpa não é do antigo cara, mas sim, do novo. E por "culpa", havemos de compreender que é a responsabilização natural promovida pelo cidadão sobre aquela pessoa que ganha uma certa e boa quantia em dinheiro pra resolver seus problemas (do povo, não dele mesmo), mas não resolve.

Não é que Curitiba não tivesse problemas antes de Ducci. Curitiba era rigorosamente a mesma. Mas aí entra a psicologia cotidiana. Richa era um cara boa praça, carismático e bonitão. Ou seja, o curitibano médio, seria incapaz de culpá-lo de alguma coisa. Ducci não é nada disso. É inclusive visto como arrogante e distante do povo. Ou seja, não circula em suas veias muita capacidade para ser político.

E em verdade ele não é, mesmo. Era um técnico (médico) até pouco tempo atrás, mas as reviravoltas do mundo o levaram à primeira cadeira da Capital do Paraná.

Agora Ducci está tendo que lidar com a verdade verdadeira, aquela que é horrorosa para um político.

E quem vai pagar o pato? O povo, óbvio.

Acontece que como ele tentará a reeleição, pipocarão obras na cidade, incluindo as inúteis. Proliferarão em Curitiba as táticas populistas visando somente a conquista dos corações e mentes.

Quem anda na cidade atualmente se depara com coisas estapafúrdias. Obras que começaram há muito mais de um ano, estão ainda praticamente do mesmo jeito. E assim continuarão, por óbvio, até a próxima chamada às urnas. O calvário do curitibano não termina nunca. Depois que você vê nos jornais que o Japão reconstruiu uma estrada inteiramente destruída pelo terremoto em apenas 6 dias, é que você começa a se sentir ridículo como brasileiro.

E isso ocorre porque claramente, o cidadão não sabe votar. E acha que é pecado exigir trabalho rápido e de qualidade, daquele que foi empossado.

Ducci não tem carisma e o morador de Curitiba será responsabilizado por isso.

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terça-feira, 3 de maio de 2011

PARA ONDE O PT NÃO DEVE IR

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Existe uma coisa muito interessante nas fases anteriores às eleições, que são os "balões de ensaio".

Funciona assim. Você vê alguma possibilidade, mas não sabe como ela poderia soar ao grande público. Então, solta boatos de tudo, mesmo da mais estapafúrdia situação, para ver no que dá. Assim, se colar, colou.

É óbvio por um lado, que quem disputa (normalmente) quer ganhar as eleições. Ao menos, é assim com quem tem alguma chance. As chances de o PT de Curitiba sair vitorioso nas urnas para a Prefeitura só foram grandes realmente quando Angelo Vanhoni por pouco não tascou a cadeira de Cassio Taniguchi, aquele que Requião amorosamente chamava de "tamagochi" - o bichinho virtual japonês, que precisava ser alimentado e cuidado para não morrer.

Mas o PT, por algum desígnio divino que os pobres mortais desconhecem, deixou a chance escorrer pelos dedos. Quem não se lembra do primeiro programa do segundo turno, quando Vanhoni apareceu recitando poesia? Soou patético. No mínimo, viram os eleitores, um desperdício de tempo de tv. E Vanhoni também não era dos mais escolados nos debates. Quando tamagochi o surpreendeu com a pargunta sobre o Procel e Vanhoni se envergonhou todo por não saber o que era (se tratava de um programa iniciante, então), os mais maldosos cairam no pêlo. Se Vanhoni não era preparado para o debate, também não seria preparado para prefeiturar.

Ao menos era assim que pensava o ingênuo eleitor.

Desnecessário dizer que se fosse Requião no debate, e ele não soubesse o que era Procel, Cassio se arrependeria amargamente de ter perguntado. Mas eram outros tempos, tempos que não voltam mais. Depois disso Lula ganhou e o PT de maneira geral, passou a ter outro status no Brasil todo.

Menos em Curitiba. A "cidade maravilha" do Sul ainda pensa com a cabeça de 1890, e o PT perdeu ainda mais a vez por essas bandas.

Um dos balões de ensaio divulgados atualmente foi sobre a suposta composição com Ratinho Junior. Isso sim, seria dar um tiro no pé. Ratinho, é sabido, não tem nenhuma relação ideológica com o PT, seja ele o PT light, muito menos o PT mais radical.

Ratinhos populistas não combinam nem com o eleitor curitibano, nem com o eleitor petista.

O petista curitibano, apesar de não tão expressivo em números, largaria tranquilamente a legenda sozinha, se houvesse tal coligação.

E é enganoso dizer que Ratinho, com sua expressiva votação parlamentar, conseguiria arregimentar tantos votos assim para uma majoritária. Fosse assim, Carlos Simões, radialista famoso na cidade no início dos anos 90, teria facilmente levado a cadeira de alcaide. Não passava nem perto. Para a Prefeitura o curitibano elenca alguns requisitos, entre eles, não ser muito de esquerda e poder dizer que se tem alguma experiência.

E ninguém do PT tem experiência em comandar Curitiba. Afinal, nunca estiveram muito perto da Prefeitura.

Ademais, o comando da sigla sabe que seria muito mais correto concorrer como vice. Sozinho, o PT não se elege na capital do Paraná. Mas ajuda alguém com bom potencial de votos para o executivo (coisa que Ratinho não tem).

Muito cedo para dizer para qual lado vai o partido de Lula e de Dilma nas eleições do ano que vem. Mas é tempestivo dizer para qual lado ele não deve ir.  E o lado do Ratinho é certamente, um deles.

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segunda-feira, 2 de maio de 2011

O BIN LADEN QUE MORREU

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A suposta morte do suposto Bin Laden tem coisas que merecem ser analisadas. Uma delas é a incompreensível submissão de uma parte da imprensa brasileira, ao pensamento padronizado dos norteamericanos. Por aqui, jornalistas de calibre reproduzem palavra por palavra os press releases da Casa Branca. É realmente coisa de outro mundo.

Ora, sejamos francos, Bin Laden não foi responsável por metade das coisas a ele atribuídas. Mas era compreensivelmente mais fácil para a América, achar o demônio responsável por tudo. E como ninguém "conseguia" encontrá-lo, era difícil colocá-lo atrás das grades. Enquanto isso, tudo era justificável na tal "guerra contra o terror". Que terror, cara pálida? Será que bombardear cidades inocentes e mutilar mulheres e crianças não é terror suficiente? Alguém por aí decretou a prisão dos governantes americanos por genocídio?

A América sempre foi seletiva no que concerne a governos ditadores e criminosos. Por muito pouco nesse ano de 2011, bombardearam a Líbia (que tem petróleo, ainda que não tanto), mas deixaram ilesos o Egito e a Siria. Curiosamente comandados por ex-ditadores financiados pelo tesouro estadunidense.

Israel então, que costuma passar com tanques sobre as pernas de crianças palestinas, jamais é incomodada.

Sem querer achar teorias da conspiração para tudo, Bin Laden foi uma jóia preciosa na mão dos governos corruptos da América. Deu todo o subsídio que Bush precisava para fazer o que ele quis fazer. Construir mais uma guerra onde só ele e seus amigos fabricantes de armas e exploradores de petróleo, ganhariam. Não mencionando as empresas terceirizadas que promoveram a "reconstrução" do Iraque. Quer dizer, Bush com o dinheiro dos contribuintes americanos destruiu um país com um povo inocente, para poder dar a reconstrução para seus clientes e amigos. Vá verificar quem foram os escalados para tal empreitada, para ver se estamos falando alguma bobagem.

O pior é que Bin Laden nem era iraquiano. No Iraque nem tinha armas de destruição em massa. E eles vêm com essa conversa pra boi dormir? Ora, ora. Bin Laden, podia até não ser santo, o que decerto não era. Mas quem era pior nessa história?

Daí, eis que ouço na tarde de hoje uma senhora chamada Dora Kramer falar com Boris Casoy, sobre o que significava "para o mundo" a morte do ente fictício chamado Bin Laden. Fictício sim, porque quem quiser, acha trilhões de incongruências em toda essa ladainha. Mas Dora aparentemente nunca achou nada errado. Tratava Bin Laden como sendo um ser que realmente ía sozinho colocar bombas nos lugares que queria explodir. A construção histórica da América para tudo, era de uma simplicidade de desenho animado. E nossa imprensa (e a de tantos outros lugares) a engolia na íntegra. Sem questionar uma vírgula.

Dora esqueceu de mencionar (ou talvez não saiba) que o pai de Laden é padrinho de casamento de Bush Filho. Também não lembrou que o avião dos Laden foi um dos únicos, senão o único, que conseguiu permissão de vôo para sumir do espaço aéreo americano no dia 11 de setembro de 2001. Dora também não achou conveniente rememorar que a despeito de todas as mortes havidas naquele dia, um grupo de cerca de 6 pessoas, mega empresários de ramos distintos, passou a faturar tanto, mas tanto, que estava prestes a quebrar os cofres públicos americanos. Sim, porque sempre quem pagou por tudo foi o ingênuo contribuinte da América. Tudo justificado pela Guerra ao Terror.

Então, quem foi esse tal Bin Laden? Ele existia sim, em carne e osso. Mas será que fez tudo o que disseram que ele fez? Quanto deve ter sido debitado na conta do safado pra poder enganbelar a opinião pública mundial? Porque tolos não faltam, nascem milhões deles por dia.

Infelizmente muitos desses tolos escrevem para os jornais e para as revistas brasileiras. Muitos falam no rádio.

Clique aqui para ver sobre as eleições em Curitiba.
Clique aqui para ver Obama condecorando um assassino.
Clique aqui para ver como a Folha distorce a questão do desemprego.
Clique aqui para ver a Folha e o Geraldo atuando em consonância. 
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